
Trendbook 2026: um período de transição permanente
A cada ano, a Portobello lança o Trendbook, documento que orienta tendências em design, arquitetura e comportamento. A edição do Trendbook 2026 chega evidenciando a evolução dos materiais anteriores.
Mais do que um relatório, é um registro vivo de transformações estéticas, culturais e emocionais que moldam o modo como habitamos o mundo.
Assim como nas edições anteriores, ele nasce de uma trajetória contínua, e não de rupturas, reafirmando uma narrativa que é construída ao longo do tempo.
Acompanhe a leitura e conheça os principais pontos do Trendbook 2026.
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Processo de concepção do Trendbook 2026
O Trendbook 2026 é um dos principais resultados do Ciclo de Inovação Portobello, um movimento permanente de observação, escuta e análise.
Nele, tendências não são intuídas, mas construídas a partir de dados, repertório coletivo e inteligência colaborativa.
Para isso, o time de criativos de todas as unidades do Portobello Grupo se reúne para trocar informações, analisando eventos de design, arte e arquitetura em todo o mundo.

Para ter um processo realmente completo, duas perspectivas complementares são consideradas:
- De dentro para fora, com escuta ativa em lojas Portobello Shop, troca com arquitetos e dados de clínicas de produtos.
- De fora para dentro, por meio de pesquisas globais, colaborações criativas e a presença em eventos no Brasil e no mundo.
Assim nasce o Trendbook 2026: conectado ao mercado, guiado por pessoas e alinhado a um futuro plural, sensível e inteligente.
Tendências de 2026 são termômetro de transição permanente
O Trendbook 2026 não apresenta previsões estáticas, mas um retrato vivo de quem somos hoje e pistas sobre quem podemos nos tornar.
São tendências que surgem de sinais culturais e comportamentais sutis que, ao serem interpretados, revelam padrões em constante transformação.
Nesse sentido, as antigas classificações entre macro e microtendências se dissolvem, dando lugar a comportamentos fluidos que se conectam e se recombinam.
No Trendbook 2026, eles são representados por três conceitos:
- HMN CODE
- AMPLIFY(ING)
- CO:EXIST

Vale destacar que o Trendbook 2026 dá continuidade às narrativas do material referente a 2025, mostrando evolução de pensamento.
Por exemplo, a tensão entre físico e digital ganha uma dimensão mais concreta no cotidiano, enquanto cresce o desejo por conexão emocional, significado e expressão como forma de escape.
Em meio a crises, tecnologia acelerada e contrastes geracionais, surge a urgência de reaprender a conviver com o ambiente, com outras culturas, espécies e conosco mesmos.
Tudo se move, mas permanece o que nos torna humanos: a capacidade de sentir, criar sentido e se encantar.
HMN CODE: tecnologia revela, mas essência humana dá sentido
O conceito HMN CODE representa a busca por respostas sobre quem somos diante da era da Inteligência Artificial (IA).
É a tendência do Trendbook 2026 que reconhece a potência da tecnologia, mas reafirma algo incontornável: nada substitui a sensibilidade humana.
Se os algoritmos ampliam a nossa capacidade de criar, interpretar e projetar, é o olhar humano que dá intenção, significado e ética às escolhas.

HMN CODE na prática
- A bússola humana na era do algoritmo. A IA democratiza a autoria, mas também ameaça a autenticidade. Enquanto obras criadas com tecnologia ganham relevância, cresce o desafio de provar o que é genuinamente humano.
- Nova autoria com propósito. A tecnologia vira coautora, mas a verdadeira criação ocorre quando há intenção, sensibilidade e direção humanas. Criar com alma agora é um diferencial.
- Curadoria inteligente. A IA assume o papel de personal shopper invisível, filtrando escolhas, antecipando desejos e transformando consumo em interpretação, não apenas na sua seleção.
- A curiosidade vence a especialização extrema. Em um cenário em que máquinas dominam detalhes, valoriza-se quem cruza saberes, conecta ideias e habita múltiplos campos.
- Inteligência viva como horizonte. A convergência entre IA, sensores e biotecnologia expande a capacidade humana, mas reforça a urgência ética de governança e responsabilidade.
- Pensamento como estética. Elegância agora é ter repertório, visão crítica e capacidade de transformar, não apenas performar inteligência.
- Sensibilidade como ativo raro. Sentir, interpretar, criar e contextualizar tornam-se habilidades premium. Afinal, máquinas copiam formas, mas não intenção.
- Artesanal como retorno ao essencial. Fazer com as mãos reacende sentido, identidade e pertencimento. No Trendbook 2026, surge como um ato de resistência à lógica acelerada.
- A influência autêntica é o novo luxo. Exclusividade não é o suficiente para gerar desejo. Então, marcas fazem associações com grandes influenciadores para ganhar visibilidade entre a Geração Z.
- Corpo em ação como linguagem. Wellness se transforma em expressão cultural. Assim, o corpo deixa de ser função e passa a ser território simbólico.
- O bem-estar como lente de interpretação social. Cuidar-se vira identidade, narrativa coletiva e ponte entre consumo, propósito e pertencimento.

AMPLIFY(ING): quando sentir volta a ser urgente
Outra tendência do Trendbook 2026, AMPLIFY(ING) representa um movimento emocional e estético que reage ao excesso de estímulos do mundo contemporâneo.
Depois de anos consumindo imagens, referências e tendências sem pausa, percebemos que quanto mais vemos, menos sentimos.
Surge então uma busca pelo impacto verdadeiro: experiências capazes de reacender o brilho nos olhos, provocar presença, resgatar vínculos e devolver significado ao que nos cerca.

Tendência AMPLIFY(ING)
- Redescoberta da emoção como valor. Menos objetos, mais experiências. O excesso superficial fica de lado para dar espaço a algo memorável, sensorial e humano.
- Maximalismo. Cores intensas, volumes ousados e narrativas visuais marcantes ressurgem no Trendbook 2026. A estética comunica personalidade e imaginação, inclusive dentro de casa. O lar volta a ser biografia visual com memórias e caos bonito.
- Silêncio como rebelião criativa. A pausa vira ferramenta para reconstruir preferências genuínas.
- Voltar a olhar para fora. Conexões casuais, diversidade relacional e contato com desconhecidos inspiram.
- Do alcance para a conexão. O marketing passa a ser guiado pelos 4Cs de cultura, conteúdo, comunidade e comércio. Nichos afetivos e comunitários substituem massa e repetição.
- Presença como novo luxo emocional. Experiências offline ganham status e estar junto vale mais que estar conectado.
- Economia do sentir como motor de consumo. O valor está em pertencer, conectar e ser tocado, não apenas comprar. Experiência, imaginação e fantasia constroem vínculos.
- Luxo invisível e impacto cultural como desejo. Vivências e propósito substituem ostentação material. No Trendbook 2026, o prestígio se expressa em memória, legado e contribuição social.
- Pets e estética emocional. O luxo passa a celebrar vínculos cotidianos, íntimos e afetivos.
- O surreal como fuga do excesso racional. Criações lúdicas e imaginárias ajudam a processar ansiedade e caos. Humor, estranhamento e sonho viram ferramentas terapêuticas.
- A volta das cores. Passarelas e marcas usam paletas vibrantes para gritar: \"queremos sentir\". No Trendbook 2026, vemos um convite para escapar dos tons neutros.
- Gothic Core. Ao mesmo tempo, tonalidades escuras aparecem em uma estética gótica, unindo drama, atitude e autenticidade.
- Tecnologia com alma e materialidade sensorial. AI, 3D e digital ganham dimensão poética, não apenas técnica. A inovação vira matéria para construir universos afetivos.

CO: EXIST, quando inovar é aprender a conviver com o meio ambiente
Resposta à urgência ambiental e cultural do nosso tempo, CO: EXIST chega para completar o Trendbook 2026.
Afinal, não se trata apenas de preservar a natureza ou assumir o discurso sustentável como estratégia. O convite é mais profundo: é hora de coexistir, reconhecer que não estamos acima de nada, mas ao lado de espécies, culturas e inteligências que compõem o mesmo ecossistema.
Essa tendência coloca o humano novamente dentro do ciclo da vida, resgatando saberes ancestrais, celebrando interdependências e percebendo que o futuro pode nascer de tradições, ritmos naturais e da simplificação consciente. Coexistir é trocar controle por cuidado e inovação por integração.

Aplicações de CO: EXIST
- Biomimetismo e revolução Mais-Que-Humano (MTH). O ser humano sai do centro para reconhecer não-humanos, como plantas e água, como agentes de construção. Além disso, a natureza se torna biblioteca viva para aprendermos sobre eficiência, equilíbrio e regeneração.
- Matéria viva como linguagem estética. Com biomateriais e saberes nativos, é possível vestir-se e integrar-se à natureza, em vez de dominá-la. Isso ressignifica a relação com a matéria, que deixa de ser baseada em uso e descarte.
- Tecnologia ancestral + inovação radical. Misturar técnicas antigas e modernidade pode criar projetos sustentáveis.
- Arquitetura que aprende com ciclos naturais. Cidades-esponja são exemplos de que inovar é restaurar o fluxo natural da água.
- Bem-estar como política urbana. Ciclovias, praças e processos colaborativos constroem cidades onde confiança, saúde e convivência são infraestrutura.
- O paradoxo das fronteiras e a urgência do diálogo. Mesmo em um mundo que ergue muros sociais, culturais e digitais, o Trendbook 2026 lembra que resistir é conversar e permitir que culturas silenciadas reinventem o imaginário coletivo.
- O Oriente como nova centralidade cultural. K-dramas, estética japonesa e filosofia oriental mostram que futuro e sofisticação podem nascer da contemplação, do cuidado e do imperfeito.
- Sensibilidade humana na arquitetura. No Trendbook 2026, surge a valorização do acolhimento e do entorno, devolvendo humanidade à arquitetura.
- Moda como ponte, não fronteira. Designers defendem a imperfeição como gesto vital, mostrando que criar é integrar contrastes e não destruí-los.
- América Latina como pulsação viva. Nossas narrativas ganham o mundo por meio da moda, do cinema e da música, transformando identidade em manifesto cultural e reafirmando pertencimento como força criativa.
- Autenticidade como resistência. Empresas e artistas mostram que o simples pode ser sofisticado. Afinal, a verdadeira ruptura está em assumir quem somos.
- O Brasil que inspira o mundo. O país exporta sensibilidade, cor e pensamento, provando que coexistir é celebrar raízes e traduzi-las em linguagem universal.

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