
São Paulo recebeu mais uma edição histórica do evento que reuniu o melhor da arte, do design e da criatividade brasileira e internacional. A relevância fica clara quando olhamos para os destaques da SP-Arte 2025, que trouxe grandes nomes, tanto clássicos quanto contemporâneos, como Di Cavalcanti e Vik Muniz.
Realizada no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, a feira não foi apenas um ponto de encontro para colecionadores e apaixonados por arte. Ela também reforçou seu papel como plataforma de lançamentos, premiações e celebração de talentos consagrados e emergentes.
Entre os grandes destaques da SP-Arte 2025, ganharam visibilidade especial os vencedores das premiações dedicadas ao design e à sustentabilidade, além das estreias de nomes de peso como Rodrigo Ohtake.
O evento também prestou homenagens a artistas clássicos, com exposições de obras de Claudia Andujar e outros ícones da arte brasileira.
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Premiações estão entre destaques da SP-Arte 2025
Entre as novidades da SP-Arte 2025 estão três premiações: Inovação e Sustentabilidade, Melhor Design e Artista Revelação.

O Assimply Studio foi o vencedor do Prêmio Arauco SP-Arte de Inovação e Sustentabilidade, graças ao seu trabalho pioneiro de criar móveis e objetos de decoração a partir de resíduos reciclados. O projeto se destaca pela proposta de economia circular, unindo design, responsabilidade ambiental e processos artesanais.
Fundado pelo casal Victor Huggo Xavier e Søren Hallberg, o estúdio utiliza granilite artesanal combinado a materiais como vidro, plástico, resíduos cerâmicos e pedras descartadas para dar vida a peças únicas.

Outro grande destaque foi Erik Boissato, fundador da BONNI, que venceu o Prêmio Artefacto SP-Arte Melhor Design. Com criações que equilibram sofisticação, conforto e atemporalidade, a BONNI impressiona pelo uso de materiais nobres e pelo cuidado artesanal em cada peça.
Entre os destaques do designer estão a Luminária Esfera e o Espelho Corcovado, que já conquistaram reconhecimento nacional e internacional.

Quem também marcou seu nome entre os destaques da SP-Arte 2025 foi a artista visual Mayara Ferrão. Ela foi vencedora do Sauer Art Prize, que celebra os novos talentos da arte contemporânea.
O trabalho da artista rompe com processos tradicionais de documentação ao trabalhar conjuntamente pintura, texto e inteligência artificial. A série "Álbum de Desesquecimentos" (2024) figura entre os trabalhos notórios de sua obra.
Vik Muniz estreia no design de móveis

Entre os destaques da SP-Arte 2025 está também um dos lançamentos mais comentados. Trata-se da primeira coleção de móveis assinada por Vik Muniz.
A coleção Arquétipos traz sete peças exclusivas, entre sofás, mesas, poltronas e puffs. Todas inspiradas nas memórias de infância do artista e no universo do corte e costura.
Os móveis brincam com proporções e detalhes exagerados, como costuras aparentes, botões gigantes e carretéis de linha transformados em mesas.
A estética remete ao feito à mão e a uma casa de bonecas, criando um visual lúdico e sofisticado. Materiais como linho, madeira maciça, lã artesanal e pedras naturais dão forma às peças, que unem processos artesanais e tecnologia.
Vale destacar que essa é mais uma das aventuras de Vik Muniz em 2025. Afinal, o artista também lançou uma linha de revestimentos em parceria com a Portobello. Haptic traz peças inspiradas na arte contemporânea e nos elementos fundamentais para a sua criação: a paleta de tintas e o papel.
Rodrigo Ohtake apresenta móveis com DNA afetivo e ousado

Outro lançamento que chamou atenção foi o de Rodrigo Ohtake, que apresentou novas peças de mobiliário marcadas pelo design orgânico, cores vibrantes e formas ousadas, características que consolidam a identidade do designer.
As peças foram criadas usando rochas nacionais. Foi possível observar itens como mesas de jantar, de centro e lateral, banco e poltrona feitas com pedras como capolavoro, amazonita e speranza.
Rodrigo, filho do grande arquiteto Ruy Ohtake, reforça em suas criações a valorização do afeto, da memória e da experimentação com materiais.
Obras de grandes nomes aproximam o público da história da arte brasileira
Além das novidades, a SP-Arte 2025 também valorizou o legado da arte brasileira. A exposição de obras da fotógrafa Claudia Andujar emocionou o público, trazendo registros históricos de sua convivência com o povo Yanomami.
Já os trabalhos de Di Cavalcanti, um dos maiores nomes do modernismo brasileiro, reforçaram a importância de revisitar a história da arte no Brasil, em um espaço que celebrou tanto as vanguardas quanto as novas expressões artísticas.
Joias de Di Cavalcanti
O artista brasileiro Di Cavalcanti é muito conhecido por ser um dos grandes nomes do movimento modernista de 1920.
Contudo, pouca gente conhece as joias que desenvolveu ao lado de Lucien Finkelstein, um dos joalheiros mais famosos do país durante as décadas de 1960 e 1970, quando as peças foram produzidas.
As peças estão entre os destaques da SP-Arte 2025, assim como desenhos que Di Cavalcanti produziu.
Em ouro e pedras preciosas, as joias trazem uma visão brasileira sobre ícones da mitologia grega como Medusa, Penélope e Helena.
Fotos de Claudia Andujar
Quando o assunto é fotografia, um dos destaques da SP-Arte 2025 foi uma seleção de peças raras e únicas da obra Magia Transparente (1972), de Claudia Andujar.
Essa foi a primeira vez que o trabalho foi apresentado ao público, revelando experimentos da artista com filtros de acrílico que criam cenas dentro de cenas.
O setor de design ganhou ainda mais protagonismo na SP-Arte 2025, com a chegada de marcas como Martins&Montero, Flexa e Galatea, que dividiram espaço com estúdios veteranos do circuito.
Entre as colaborações autorais, chamaram atenção peças assinadas por nomes reconhecidos do design brasileiro, como Ronald Sasson, Mariana Amaral, Ana Neute e Guilherme Wentz — todos com propostas que combinam elegância, funcionalidade e originalidade.
Mais destaques da SP-Arte 2025
Além disso, outros nomes importantes marcaram presença e estão entre os destaques da SP-Arte 2025, como você confere na sequência.

- Exposição Inteligência Material, curada por Livia Debbane e Camilo Oliveira, foi um dos pontos altos da feira. A mostra reuniu obras que exploram o potencial expressivo dos materiais, propondo reflexões sobre consumo, sustentabilidade e processos de criação no design contemporâneo.
- Programa Múltiplos do Inhotim com obra inédita de Paulo Desana. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a valorização da arte indígena e das múltiplas identidades culturais brasileiras.
- Instalação interativa Mãe Universal, do projeto YM (Your Mom), foi uma experiência imersiva e sensorial que abordou maternidade, cuidado e conexão humana. O projeto contou ainda com um talk em parceria com a UNESCO, ampliando o debate em torno da instalação.
- A força da arte brasileira no cenário internacional foi um dos destaques da SP-Arte 2025. A presença de mais de 70 colecionadores internacionais reforçou esse movimento, impulsionado por artistas como Adriana Varejão, Regina Silveira, Lucas Arruda e Tadáskia, todos em destaque em importantes exposições no exterior.
- Combinação no design da Dualde Cornelsen com Pali Xisto Cornelsen. Juntos, apresentaram três coleções de móveis desenvolvidas entre Brasil, EUA e Espanha, combinando marcenaria sofisticada, tecidos expressivos e referências que vão do modernismo brasileiro a ícones do design mundial, como Isamu Noguchi e Angelo Mangiarotti.
- Discurso potente: arte com propósito na Martins&Montero. Celebrando seu primeiro ano de atuação, a galeria apresentou projetos que dialogam com questões sociais e culturais relevantes. Entre eles, obras do coletivo Labinac (de Maria Thereza Alves e Jimmie Durham), uma nova série de fotografias de Dalton Paula e trabalhos do artista Dnilson.
- Encontros de gerações na Galeria Luisa Strina, que apostou em um recorte que conectou diferentes linguagens artísticas. O estande trouxe obras de Cildo Meireles, Anna Maria Maiolino, Fernanda Gomes, Matheus Rocha Pitta e Rochelle Costi, promovendo diálogos entre passado, presente e futuro da arte brasileira.
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