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Cobogó: história, tipos e como usar na decoração

O cobogó é um elemento vazado nacional que permite inúmeros usos em áreas internas e externas (Projeto: Portobello)

Bonito, versátil e nacional. Este é o cobogó, um elemento vazado que surgiu na década de 1920 e ajuda a trazer mais luminosidade e ventilação aos ambientes, além de agregar um charme todo especial.

São muitas as possibilidades de uso deste produto na decoração — por exemplo, substituindo paredes ou venezianas e inovando em fachadas.

Quer descobrir como o cobogó pode transformar seus projetos? Continue a leitura do artigo!

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O que é o cobogó?

O cobogó é um elemento vazado, originalmente produzido em concreto, mas que hoje pode ser encontrado em diversos materiais.

Ele foi muito usado na arquitetura modernista brasileira, nas décadas de 1950 e 1960, inclusive aparecendo com destaque em projetos de Oscar Niemeyer.

Com padrões e desenhos inspirados na natureza, os cobogós são produtos nacionais e estão de volta, sendo uma verdadeira tendência.

Sala com sofá em L em tom claro e neutro com parede de cobogó ao fundo
Criado no Brasil, cobogó pode ser usado para separar ambientes (Projeto: Fernanda Brandão Medeiros Brandão Medeiros / Foto: Luiza Scheirer)

Como surgiu o cobogó? Conheça a história

O cobogó é um produto brasileiro. Ele foi desenvolvido em 1929, em Pernambuco, por três engenheiros e donos de uma fábrica de tijolos: Amadeu Oliveira Coimbra, August Boeckman e Antonio Góes.

A inspiração veio de um elemento muito presente na arquitetura árabe, como um cobogó de madeira vazada e com combinações geométricas: o muxarabi.

No entanto, os primeiros cobogós foram produzidos em concreto e tinham formas simples, características que os tornavam opções mais baratas.

Seu surgimento coincidiu com o período da arquitetura modernista em Pernambuco, liderada por Luís Nunes. O conceito de modernismo se baseava em usar materiais industriais, deixando-os expostos e gerando economia.

A ideia era desenvolver um elemento que ajudasse a deixar os ambientes frescos, especialmente devido ao calor do Nordeste.

Os engenheiros brasileiros chegaram à conclusão de que a maneira mais simples e econômica de fazer isso era aproveitar a brisa que vem do mar.

Foi assim que nasceu o cobogó de concreto. Ele foi usado pela primeira vez no projeto da Caixa D’Água de Olinda, com a função de proteger a escada interna que leva ao reservatório de água, que precisava de ventilação. O prédio é tombado e hoje abriga a sede do Instituto de Arquitetos do Brasil.

Por que se chama cobogó?

O termo cobogó surgiu da combinação das iniciais dos sobrenomes dos três profissionais que idealizaram esse elemento arquitetônico no início do século XX, no Recife:

Evolução

Com o passar do tempo, o produto foi apropriado pela indústria, o que transformou seu padrão tradicional, de apenas 8x8 furos, e trouxe inovação em termos de materiais.

O elemento vazado, é claro, rompeu as barreiras de Pernambuco e se tornou um dos ícones da arquitetura moderna nacional, sobretudo com os projetos de Lucio Costa e Oscar Niemeyer, inclusive em Brasília.

No entanto, a arquitetura brasileira avançou ao longo dos anos, passando a privilegiar matérias-primas como o aço e o vidro, de acordo com as tendências.

Felizmente, de uns tempos para cá o cobogó foi resgatado, principalmente graças às exigências de sustentabilidade e à volta às origens da arquitetura nacional.

Além disso, agora não só é possível encontrar cobogó de concreto, como foi originalmente criado, mas também cobogó cerâmico e o cobogó de madeira, por exemplo.

Para que serve o cobogó?

É importante destacar que o cobogó não deve substituir uma parede estrutural, porque não tem a capacidade de suportar e distribuir o peso de uma construção. Mesmo assim, pode ser usado de inúmeras maneiras.

A forma mais tradicional é separando ambientes nos quais se deseja manter a luminosidade e a ventilação. Ele é muito utilizado em lofts, apartamentos, kitnets e outros espaços para fazer divisões, mas sem comprometer a sensação de amplitude.

Ambiente em tons neutros e claros e parede em cobogó ao fundo, com entrada de luz natural
O cobogó tem inúmeras funções, como criar fechamentos sem comprometer a luminosidade e a ventilação (Projeto: Portobello)

Em quais materiais está disponível?

Originalmente, o cobogó é feito com cimento. Mas hoje é possível encontrar uma série de alternativas sofisticadas em diversos materiais, como:

Cobogó cerâmico

A cerâmica é uma das versões mais usadas hoje em dia. Ela permite cores, texturas e acabamentos esmaltados, além de proporcionar boa ventilação. 

Os cobogós cerâmicos permitem a passagem de ventilação e adicionam um toque de sofisticação aos ambientes.

De maneira geral, o cobogó cerâmico é resistente e versátil, encontrado em diferentes cores e estilos.

Parede de cobogós usada como divisória de ambientes
Os cobogós de cerâmica são versáteis, bonitos e duráveis, podendo compor diferentes ambientes (Projeto: Portobello)

Cobogó de concreto

O concreto preserva a essência original do cobogó, oferecendo robustez, peso visual e durabilidade. Ele funciona bem em áreas externas, fachadas, muros e espaços urbanos, trazendo um aspecto contemporâneo e industrial.

Cobogó de madeira

Os modelos em madeira têm apelo natural e aconchegante. Dependendo do desenho, podem reduzir a entrada de luz sem bloquear o ar, tornando-se ideais para varandas mais ensolaradas ou divisórias que pedem privacidade com ventilação.

Cobogó de gesso

O gesso é indicado para áreas internas e composições decorativas. Ele permite desenhos delicados, alívio de peso e um visual minimalista, sendo uma opção interessante para ambientes residenciais e comerciais. Contudo, é mais frágil.

Cobogó de vidro

Já o cobogó de vidro permite que a luz entre e corte a passagem de ar, o que é ótimo para obstruir odores ou ventos muito fortes.

Serve para separar, por exemplo, a cozinha e a lavanderia, o quarto e o banheiro ou a garagem e o resto da casa, impedindo que cheiros, fumaça e umidade passem de um ambiente ao outro.

Cobogó de barro

Por ser modelado manualmente e queimado no forno, o barro traz autenticidade e textura artesanal. Ele reforça a estética natural, revelando irregularidades e tons terrosos que aquecem o ambiente, mas pede mais cuidado por ser mais frágil.

Cobogó de ferro

Peças de ferro apresentam linhas fortes e presença marcante. Assim como a madeira, o cobogó de ferro pode filtrar a luz conforme o desenho, mantendo a ventilação. 

Portanto, são boas opções para bloquear o sol de uma varanda sem deixar o local abafado ou para dividir ambientes que tenham outra fonte de iluminação.

Home office em tons terrosos com fechamento em cobogó ao fundo da mesa de trabalho
Basicamente, todo cobogó é um elemento vazado (Projeto: Tambá)

Qual a diferença entre cobogó e elemento vazado?

Essa é uma dúvida bastante comum na hora de idealizar um espaço que valorize a iluminação natural e a ventilação.

Embora os dois termos sejam frequentemente usados como sinônimos, existe uma distinção importante.

Portanto:

Banheiro com piso que reproduz pedra azulado e banheira em alvenaria com fechamento em cobogó ao lado
Enquanto cobogós são elementos fixos, brises costumam ser móveis (Projeto: Marco)

Qual a diferença entre cobogó e brise?

Outro ponto que gera dúvidas é a diferença entre cobogó e brise. Apesar de ambos favorecerem o conforto nos espaços, cada um cumpre um papel específico. Entenda:

Integra a parede como um elemento vazado.Aplicado na fachada para reduzir a entrada de luz solar.
Prioriza ventilação, luz indireta e estética.Prioriza controle solar e conforto térmico.
Composição fixa.Pode ser móvel ou fixo.
Mais usado como peça decorativa.Foco na funcionalidade.

Quando usar cada um?

Quais são as vantagens do cobogó?

Não é à toa que o cobogó é uma tendência decorativa e se manteve durante tantos anos em alta na nossa arquitetura. Afinal, esse elemento vazado oferece vários benefícios, como:

Como usar o cobogó na decoração?

Já deu para notar que o cobogó permite vários usos, não é mesmo? Veja algumas dicas e inspirações que reunimos.

Ponto focal do ambiente

O cobogó pode ser um belo ponto focal, especialmente quando produzido em materiais sofisticados, além de cores, texturas e desenhos diferenciados.

Bancada de banheiro com parede em cobogó cinza ao lado
O cobogó ajuda a dividir ambientes, mas sem perder o efeito de continuidade, justamente porque é um elemento vazado (Projeto: Portobello)

Divisão de ambientes

Como é um elemento vazado, o cobogó dá um pouco mais de intimidade, mas sem comprometer a sensação de continuidade das plantas integradas. Por isso, está muito presente em lofts e outras construções com layouts abertos.

Você poderá usar uma parede inteira, por exemplo, para separar o quarto do escritório ou a sala de jantar da de estar. Ou só um detalhe, usando o produto para dividir ambientes, transformando-o em uma estante ou outro objeto funcional.

Piscina coberta com paredes no entorno em cobogó cinza
Nas áreas externas, o cobogó ajuda a dar privacidade, sem perder a conexão com o entorno (Projeto: Portobello)

Áreas externas

Nas áreas externas, os cobogós podem ser usados de várias maneiras. Por exemplo, criando uma parte reservada no jardim ou separando a piscina.

Também é possível usá-lo como um painel decorativo, elaborando ambientes diferentes no espaço gourmet ou ajudando a trazer mais intimidade para as varandas.

Fachadas

As fachadas ficam muito mais bonitas com o cobogó, que pode ser usado para criar um ponto focal, dando o destaque que só os elementos diferenciados são capazes.

São inúmeras as possibilidades do produto, inclusive na frente de um espaço com vidro, para trazer um pouco de intimidade.

Fachada de casa contemporânea com fechamento em cobogó no primeiro pavimento
O cobogó é uma pedida excelente para compor fachadas diferenciadas (Projeto: Portobello)

Janelas

O cobogó também pode substituir venezianas, o que favorece a privacidade, mas sem perder o conforto térmico. Nesse sentido, ele pode aparecer em algumas janelas ou grandes aberturas de vidro.

Cuidados básicos

Para conquistar um ambiente bonito e harmônico, algumas dicas são fundamentais, como:

Aliás, paredes vazadas de até 1,80 m nem precisam ser fixadas no chão ou fazer parte da estrutura de construção: seu próprio peso já é suficiente para que se mantenham firmes.

Esse tamanho é ideal para quem precisa apenas de uma divisão parcial ou um efeito interessante na decoração.

Quais cobogós a Portobello produz?

Há diferentes opções de cobogó Portobello para transformar seus projetos. Conheça a seguir:

Trellis

Parede criada com cobogó Portobello Trellis com vegetação ao fundo
Cobogó Portobello pode ser aplicado de diferentes maneiras para formar divisórias e decoração (Projeto: Portobello)

Um dos destaques entre os cobogós Portobello é Trellis. Sua estética traduz resistência, beleza e simplicidade, resultando em peças que dialogam com a paisagem de forma natural.

Afinal, faz parte da coleção Landscape, que surge da união entre o desenho racional e a experiência sensorial dos espaços ao ar livre. 

Assim, parte do rigor das linhas retas e da lógica modular, mas sua presença vai além da geometria: Landscape foi pensada para ser extensão do ambiente, não apenas um adorno aplicado a ele.

Nesse sentido, Trellis é ideal para usar tanto como cobogó quanto pisante de jardim, costurando uma só estética em áreas externas.

Com estrutura de treliça contemporânea e orgânica, pode ser usada de diferentes maneiras, formando paredes com desenhos que variam e contribuem para espaços autênticos.

Ideal para organizar e embelezar sem obstruir, é um cimentício, ideal para quem quer resgatar o visual original do cobogó de concreto. Contudo, suas formas orgânicas fazem um contraponto ao visual rígido do material.

No formato 8x45x8 cm, Trellis é uma ferramenta de composição que transforma luz e espaço, criando atmosfera, conforto e identidade. Uma peça que nasce da paisagem e volta a ela, revelando novas formas de morar.

Cobogó Aquarelle

Detalhe de Cobogó Aquarelle Green com luz solar entrando no entardecer
Em parceria com Vik Muniz, Portobello traz opção de cobogó contemporâneo (Projeto: Portobello)

Da linha Haptic, Cobogó Aquarelle chega como uma forma de dar um toque de arte contemporânea aos espaços. Pensada por Vik Muniz em parceria com a Portobello, é fruto do diálogo e do amplo espaço que a marca proporciona para a experimentação.

A personalidade inquieta e expansiva de Vik Muniz chega ao Cobogó Aquarelle indo além da matéria. Afinal, ele traz uma reflexão sobre comportamento, arte e design em mais um trabalho criativo que surpreende olhos e mãos.

Partindo do papel, o artista usou o porcelanato para expressar sua arte com produtos com características de papel e as sutis nuances da aquarela.

No caso de Cobogó Aquarelle, chega para levar uma experiência cromática que se destaca nos ambientes. No formato 15x30 cm e tons Green, Natural e Yellow, é capaz de proporcionar diferentes efeitos conforme a interação e o movimento.

Isso acontece porque apenas a parte de dentro do cobogó é pintada. A face externa é branca com brilho, tornando o produto ainda mais versátil.

Vale destacar ainda que a linha Haptic faz parte da coleção Bossa On The Road. Feels Like Home, que marca a internacionalização da Portobello.

Mundaú

Este é um produto da Portobello que nasceu de uma concepção diferenciada, unindo sustentabilidade ambiental e social.

O projeto veio da necessidade de encontrar uma solução criativa para os problemas enfrentados pela comunidade carente de Vergel do Lago, em Maceió.

Foi então que os designers Marcelo Rosenbaum e Rodrigo Ambrosio conheceram o artesão Itamacio Santos, de 42 anos, que desde os 18 produz vasos a partir de uma técnica própria, que usa lixo e cimento.

O encontro dos saberes de Itamacio com os profissionais convidados da Portobello resultou em uma nova coleção. Assim, surgiu o cobogó Mundaú, um elemento vazado no formato 20x20 cm que une a arquitetura modernista e um novo saber: o uso da concha de sururu.

Parede em Cobogó Mundaú em área externa e cadeira rústica na frente
O cobogó Mundaú une sustentabilidade ambiental e social em um conceito diferente de design (Projeto: Portobello)

A extração do sururu, um molusco tradicional do Nordeste, tinha consequências negativas para a comunidade de Vergel do Lago, devido ao descarte inadequado da casca, que acabava não tendo uma utilidade prática.

Ao utilizar essa matéria-prima para a fabricação do cobogó Mundaú, a Pointer, uma marca do Portobello Grupo, reaproveita uma parte desses detritos. Isso gera uma fonte de renda para a população local e resolve um grave problema ambiental.

Além desse caráter sustentável, o produto conta com elementos de design diferenciados, que o tornam extremamente bonito. Por exemplo, ele apresenta uma forma orgânica vazada, que remete ao formato da concha do sururu.

Outro ponto de destaque é a coloração. Como sua massa é uma mistura da concha triturada do molusco com o concreto, ele tem uma tonalidade furta-cor, ora puxando para o verde, ora para o roxo. Essa característica dá um efeito especial aos projetos.

Atualmente, o cobogó Mundaú integra os catálogos da Portobello e da Pointer e pode ser encontrado com facilidade em qualquer região do país por meio das unidades da Portobello Shop.

On Fire

parede de cobogós dividindo p ambiente da cozinha
Tons naturais e inspiração na argila marcam a estética dos cobogós On Fire (Projeto: Portobello)

Uma expressão da potência do fogo, a linha On Fire traz cobogós de cerâmica que reproduzem a argila — um dos primeiros materiais utilizados na fabricação das peças.

A paleta é composta por cobogós em tons terrosos, avermelhados e quentes. Para oferecer mais diversificação, as bordas têm seis variações de cores, tornando a coleção ideal para quem deseja projetos que sejam ao mesmo tempo naturais e ousados.

Os tons para escolha são Aurora, Canyon, Carbon, Glacier, Peppermint e Terracotta. Já o formato é 9x19 cm.

Elemento

Parede em cobogó Elemento em área externa
Elemento é uma versão minimalista e urbana do cobogó tradicional (Projeto: Renata Faria Scherer)

Esta é uma reinterpretação do tradicional cobogó, em uma versão minimalista e urbana. Disponível na cor cinza e formato 30x30 cm, é ideal para quem busca pelo visual do cobogó de concreto.

Além disso, a linha Elemento conta com um desenho geométrico simples, com formas puras e belas, na medida perfeita para transformar inúmeros ambientes.

Formas puras, com beleza na medida certa, são ideais para aderir ao visual do cobogó e desfrutar das suas vantagens de uma maneira discreta, mas com personalidade.

Studio Craft

Sala de estar com painel em cobogó Craft
Linha Craft usa as origens da cerâmica como ponto de partida (Projeto: Larissa Carbone)

A linha Studio Craft revisita as origens da argila, principal matéria-prima para a criação das cerâmicas e dos porcelanatos. Portanto, a opção que chega mais perto do visual de um cobogó de barro, mas com mais resistência e durabilidade.

Afinal, a argila também tem tons naturais, plasticidade e o gesto das mãos que moldam revelam uma beleza orgânica que inspira o design contemporâneo desse cobogó Portobello.

Essa essência dá origem ao cobogó de porcelanato que homenageia o fazer manual. Com superfícies delicadas, formato 26x26 cm e cor suave, cria ambientes acolhedores e equilibrados, como se cada peça trouxesse um toque de terra e calor humano.

São pequenos tijolos de cerâmica esmaltada a mão e cobogós de cerâmica natural que ampliam as possibilidades de uso.

Agora você já sabe tudo sobre o cobogó? Se ainda tem alguma dúvida ou precisa de ajuda para escolher o modelo certo, acesse o site da Portobello!

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