01.02.2023
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hall de entrada do Museu da Casa Brasileira
O hall de entrada do Museu da Casa Brasileira dá as boas vindas aos visitantes com a mostra do 35° Prêmio Design MCB (Foto: Vinicius Stasolla/Divulgação)

O que fazer em São Paulo em fevereiro

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01.02.2023
Conheça o melhor do design nacional produzido no último ano na mostra do 35º Prêmio Design MCB, além de exposições de arte e fotografia que agitam a cena cultural paulistana nesse mês
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1| Prêmio Design no Museu da Casa Brasileira

Museu da Casa Brasileira
A mostra do concurso apresenta 74 trabalhos no total, entre premiados, menções honrosas e outros escolhidos para integrar a exposição  (Foto: Vinicius Stasolla/Divulgação) 

O tradicional Prêmio Design do MCB está em sua 35ª edição e traz ao público a exposição com os vencedores de 2022 – a primeira presencial após a pandemia. Criado em 1986, o concurso tem o objetivo de revelar talentos, consagrar profissionais e empresas e reconhecer a excelência do design brasileiro. Os participantes concorreram nas categorias de produtos (construção, eletroeletrônicos, iluminação, mobiliário, têxteis, transportes, utensílios), trabalhos escritos (publicados e não publicados), além da categoria de projeto gráfico para o cartaz do próprio prêmio. As inscrições estiveram abertas entre julho e agosto do ano passado e, então, as comissões julgadoras iniciaram as avaliações. A exposição reúne 74 trabalhos no total, entre os premiados, as menções honrosas e outros selecionados pelo júri para integrar a mostra. Na categoria mobiliário, por exemplo, o primeiro lugar ficou com a Cadeira Obi, assinada pelo escritório ,Ovo. 

Serviço
Período: até 26 de fevereiro
Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (às sextas, horário estendido até às 22h)
Localização: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano
Entrada: gratuita
Dica: Aproveite a ida ao MCB para conhecer outras exposições em cartaz no local, como Casa e a Cidade – Coleção Crespi-Prado e a também a mostra de peças do acervo do museu. Entrada R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Ingressos à venda online e na bilheteria presencial. Às sextas, entrada gratuita.

2| Michelangelo no MIS Experience 

Michelangelo no MIS Experience 
Uma reprodução em larga escala do ateliê do artista renascentista poderá ser conhecida pelo público (Foto: divulgação)

Com afrescos do século 16 assinados por Michelangelo, o teto da Capela Sistina, no Vaticano, é um patrimônio artístico de valor inestimável. Quem sonha em conhecer estas e outras obras do artista mas ainda não teve a oportunidade presencialmente poderá mergulhar em uma mostra imersiva no MIS Experience. A exposição é organizada em 14 salas que se estendem por mais de mil metros quadrados, onde são projetadas pinturas nos tetos e paredes. O ateliê do renascentista também poderá ser visto ali, bem como seus manuscritos, estudos, desenhos e réplicas de esculturas – entre elas, a Pietà Rondanini (1552), conhecida como a última obra inacabada de Michelangelo. Todas as réplicas foram produzidas em Florença, na Itália, pela Gipsoteca dell’Istituto D’Arte di Firenze. A área da mostra dedicada à Capela Sistina conta ainda com explicações e curiosidades sobre sua história, construção e arquitetura, com conteúdos sob curadoria do professor e historiador da arte Luiz Cesar Marques Filho.

Serviço
Período: até 30 de abril
Horários: segunda a sexta, das 9h às 18h; sábado, das 10h às 14h
Localização: Rua Cenno Sbrighi, 250, Água Branca
Entrada: quarta a sexta, R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia); sábado, domingo e feriado, R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Gratuita às terças. Crianças até 7 anos têm entrada gratuita.
Dica: Ingressos estão à venda no site e também nas bilheterias do MIS Experience.

3| Judith Lauand no Masp

Judith Lauand no Masp
124 obras de Judith Lauand podem ser conhecidas na exposição, que é a maior já organizada sobre seu trabalho (Foto: Isabella Matheus/Divulgação)

No ano em que Judith Lauand completaria seu centenário, o Masp inaugura uma mostra individual da primeira concretista do Brasil. A exposição com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico do museu, ocupa o primeiro andar da instituição e reúne sete décadas de produção. Trata-se da maior mostra das obras da artista, com 124 itens expostos, além de documentos de seu arquivo pessoal, como o manuscrito em que ela conta como começou a se interessar pelo abstracionismo e geometria: “Pintei uma natureza-morta. Então eu me levantei e me distanciei da tela para ver o que havia feito. Vi um quadro abstrato. O prato eram vários círculos, a garrafa um retângulo, a mesa, triângulos e no fundo sinais de objetos. Procurando depurar os traços, buscando só o essencial, realizei uma pintura abstrata com base em formas da natureza.” A exposição também consegue abordar perspectivas políticas em sua obra, como a repressão da ditadura militar no Brasil, a guerra do Vietnã e a situação da mulher na sociedade brasileira.

Serviço
Período: até 2 de abril
Horários: quarta a domingo, das 10h às 18h; terça, das 10h às 20h
Localização: Avenida Paulista, 1578, Bela Vista
Entrada: R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira). Gratuita às terças. Agendamento online obrigatório pelo site.
Dica: A mostra ganhou um catálogo com edição em capa dura, comercializado nas lojas física e online do Masp. 

4| Representatividade negra na Praça das Artes

Representatividade negra na Praça das Artes
A exposição acontece na Praça das Artes, que integra o Complexo Theatro Municipal (Foto: Rafael Salvador/reprodução Praça das Artes) 

Último país ocidental a abolir a escravidão, o Brasil ainda hoje é marcado pela desigualdade e violencia racial. Neste contexto, o Theatro Municipal de São Paulo tem sido testemunha de momentos importantes para a população negra. Em suas escadarias, por exemplo, originou-se o MNU – Movimento Negro Unificado, em 1978. Seu palco também foi diversas vezes ocupado por artistas negros e pela cultura afro-brasileira. É este tipo de conteúdo que se vê na exposição Presente! Presenças Negras no Theatro Municipal, em exibição até março na Praça das Artes, anexo do teatro. A mostra, como o nome sugere, reúne documentos e itens de acervo da instituição que rememoram a participação de artistas negros na programação de música, dança e eventos do local, desde 1915 até hoje. Em um tipo de colagem poética, as peças do acervo se completam com depoimentos de profissionais negros que trabalham atualmente na casa, propondo uma reflexão sobre como será o futuro. A exposição também reafirma o compromisso do teatro de colocar em prática ações que contribuam para uma crescente presença negra na cena cultural brasileira.

Serviço
Período: até 29 de março
Horários: terça a sábado, das 10h às 18h
Localização: Avenida São João, 281, Centro
Entrada: gratuita
Dica: Para quem tem interesse em se aprofundar na temática da exposição, vale consultar o Índice de Fontes da mostra, um extenso documento criado pelos pesquisadores para reunir dados e uma série de levantamentos feitos sobre as atuações negras no Theatro Municipal desde sua fundação.  

5 | Fotógrafas modernas no Museu Judaico de São Paulo 

Museu Judaico de São Paulo
As artistas de origem judaica migraram para o Brasil para fugir da perseguição nazista. Aqui, encontraram na fotografia um meio de vida e de expressão artística (Foto: Daniel Cabrel/Reprodução MUJ)

Modernas! São Paulo Vista por elas, em cartaz no Museu Judaico de São Paulo, apresenta ao público a produção fotográfica de Alice Brill, Claudia Andujar, Gertrudes Altschul, Hildegard Rosenthal, Lily Sverner, Madalena Schwartz e Stefania Brill. Mulheres que chegaram ao Brasil e se instalaram na capital paulista nas primeiras décadas do século 20, fugindo da perseguição nazista que assombrava a Europa. A partir de seus olhares estrangeiros e diversos, elas contribuíram com o processo de modernização da fotografia brasileira e ajudaram a criar novos imaginários sobre a cidade, que àquela época era conhecida sob o estereótipo de maior centro industrial da América Latina. O registro de cenas que abrangem da arquitetura à construção civil, atividades comerciais e culturais, além da vida cotidiana,  revelam a poesia escondida na metrópole e em seus habitantes. A mostra consegue narrar cerca de cinquenta anos da história de São Paulo ao mesmo tempo em que deixa explícita a vanguarda do pensamento destas artistas que arriscaram a se aventurar num campo até então dominado pelos homens. A curadoria é de Ilana Feldman e Priscyla Gomes.

Serviço
Período: até 5 de março
Horários: terça a domingo, das 10h às 19h
Localização: Rua Martinho Prado, 128, Bela Vista
Entrada: R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). Gratuita aos sábados.
Dica: Aproveite a visita para conhecer também a exposição de longa duração Judeus no Brasil: histórias trançadas. Ingressos estão à venda online.

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