
Nostalgia: 10 itens típicos das casas brasileiras
A nostalgia faz a gente viajar. Um brinquedo antigo nos transporta à infância. O piso de caquinhos lembra a casa dos avós. O café no copo americano remonta à época da escola.
Essas peças, que podem ser encontradas nas casas brasileiras, contam uma parte da história de cada um de nós. Neste artigo, você vai relembrar de objetos de decoração que são verdadeiros clássicos. Confira!
1. Piso de caquinho é pura nostalgia

Impossível falar de nostalgia sem citar o piso de caquinhos. O clássico das casas mais antigas surgiu por acaso, como uma forma econômica de revestir.
Na década de 1940, São Paulo estava em ascensão industrial e financeira. A Cerâmica São Caetano, famosa fábrica de cerâmicas, ficava na cidade de mesmo nome na Grande ABC.
Os revestimentos mais fabricados eram lajotas das cores vermelha, amarela e preta. O manuseio dessas peças não era cuidadoso. Por isso, era normal que, ao final do dia, sobrassem muitas quebradas.
Como não havia um processo de reaproveitamento na época, esse material era levado por caminhões e enterrado.
Os operários não tinham dinheiro para comprar as lajotas que eles mesmos produziam; a regra, portanto, era cimentar.
Um desses trabalhadores, sem recursos para investir em muito cimento, pediu parte desse refugo para revestir o piso da sua casa.
E aqui veio a criatividade: ele revestiu majoritariamente com pedacinhos vermelhos, mas "salpicou" com amarelos e pretos.
Nasceu, aí, o famoso piso de caquinhos, que virou tendência na época e marcou a infância de gerações de brasileiros.
E se você deseja ter um sentimento de nostalgia aliado à beleza e à durabilidade do porcelanato, precisa conhecer a linha Quintal.
O trabalho, mais um resultado da bem-sucedida parceria entre o arquiteto Marcelo Rosenbaum e a Portobello, reinterpreta o clássico piso brasileiro em cinco cores.
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2. Cobogós

O cobogó é um detalhe arquitetônico muito presente nas casas brasileiras, principalmente as mais antigas.
No entanto, a sua popularidade é maior no Nordeste — mais especificamente no Recife, onde foi criado. O elemento vazado é, além de bonito, funcional.
A grande vantagem do cobogó é proteger a residência, mas sem impedir a iluminação e a ventilação, que são essenciais em uma região predominantemente quente.
O nome vem da junção das sílabas dos sobrenomes de seus criadores: o português Amadeu Oliveira Coimbra; o alemão Ernest August Boeckmann; e o brasileiro Antônio de Góis.
Lançado em 1929, o produto foi inspirado no muraxabi, um elemento vazado de origem árabe que é feito de madeira.
No início, o cobogó era produzido apenas de madeira. Com a popularização da peça e o aumento da tecnologia, hoje é possível fabricá-la em diversos materiais.
3. Rede evoca sentimento de nostalgia

Assim como o cobogó, a rede de descanso é um elemento característico das casas nordestinas. É tão presente que é possível encontrá-la até mesmo em estabelecimentos comerciais, como restaurantes.
Também, pudera: ela evoca relaxamento em um lugar dos sonhos — que pode ser desde uma praia paradisíaca até o seu lar.
Feita de cipó e lianas, a rede pode ser pendurada na sala, no quarto ou em algum espaço externo da sua casa. Basta ter dois suportes bem seguros nas paredes, para não haver riscos de queda.
O tecido é muito resistente e costuma aguentar mais de 100 kg, mas os ganchos precisam ser apropriados, fortes e devidamente fixados.
4. Roupinhas em tudo

Quem nunca visitou a mãe, uma avó ou tia e encontrou a casa toda decorada com artesanato?
Roupinhas para o filtro de barro, para a tampa do vaso sanitário, televisão, computador, almofadas... O que puder ser \"vestido\" pode receber uma peça!
Além de enfeitar, atividades como o crochê e a costura são vistas como terapêuticas. O artesão consegue se concentrar, aprender técnicas complexas e ter uma criação própria.
Com o passar do tempo, as pessoas passaram a ver a \"roupinha\" como algo brega e, por isso, abandonaram o hábito. Mas é impossível olhar para elas e não sentir um pouco de nostalgia e, claro, afeto.
5. Samambaia também provoca nostalgia

Além de um verdadeiro clássico nas casas brasileiras, a samambaia é uma das plantas mais antigas, estando presente desde a formação do planeta.
Por conta dessa ancestralidade, ela aprendeu a se adaptar a diferentes condições, incluindo às tantas variações de tempo e clima do Brasil.
Outra planta que faz parte da nostalgia brasileira é o xaxim. No entanto, ele foi tão vendido que quase entrou em extinção!
Como o seu desenvolvimento é muito lento — demora 20 anos para crescer 50 cm — e ele morre pouco depois de sair do seu local de cultivo, entrou na lista das espécies ameaçadas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Atualmente, a sua comercialização é proibida.
6. Filtro de barro

Aqui, temos uma mistura de passado e presente. Apesar de representar a nostalgia, atualmente o filtro de barro é muito usado nas casas brasileiras por sua eficiência.
Enquanto outros equipamentos trabalham com a água filtrada sob pressão do encanamento, no filtro tradicional a gravidade faz a água passar com lentidão pela vela, o que permite uma limpeza mais eficiente. Quando ele conta com carvão ativado e prata em seu interior, o resultado é ainda melhor.
O filtro de barro deve ser limpo periodicamente com água sanitária diluída em água e bucha nova. Já a vela precisa ser trocada a cada seis meses.
7. Louças âmbar são bem nostálgicas

Não se lembra das louças âmbar? É porque provavelmente você as conhece como Duralex, marca francesa responsável pela produção desses icônicos pratos e copos.
O que sempre os destacou foi a sua durabilidade: eles caíam no chão e não quebravam. Segundo a empresa, o vidro do tipo temperado é 2,5 vezes mais resistente que o comum.
Essa qualidade, porém, não comprometia o seu preço: as louças Duralex eram mais em conta e, portanto, estão presentes nas casas brasileiras até hoje.
Na França, a Duralex entrou em recuperação judicial em 2020. Já no Brasil, ela foi adquirida pela marca Nadir Figueiredo e segue firme.
8. Cadeira Acapulco traz o spa para a casa

A cadeira Acapulco remete aos resorts mexicanos da década de 1950 e foi muito usada nas casas brasileiras antigamente.
Inspirada nas espreguiçadeiras de tecido, extremamente populares nas regiões praianas, o móvel era colocado nos badalados hotéis do país, que recebiam grandes estrelas hollywoodianas.
Quando a cadeira Acapulco foi criada, o seu design era composto por cordas entrelaçadas de vinil e aço. Contudo, hoje é possível encontrá-la em diferentes materiais.
Mas o seu visual marcante praticamente não mudou: ela continua como um ponto de destaque em qualquer lugar, já que se adapta tanto ao jardim quanto à sala de estar.
9. Louças de porcelana decoradas geram nostalgia

Com bordas douradas, desenhos coloridos e superfície brilhante, as louças de porcelana não eram apenas para comer, mas para enfeitar a casa.
E ai de quem usasse uma xícara ou um prato desses no dia a dia — as mães só permitiam usá-los no Natal e com as visitas!
Atualmente, louças de porcelana são caras, o que fez com que entrassem em desuso. Aliás, é bem comum que os donos de peças desse tipo as tenham herdado dos pais ou avós.
10. Pinguim de geladeira

O pinguim de porcelana não podia faltar nas casas brasileiras! Sua origem, porém, é a marca norte-americana Kelvinator, hoje pertencente à Electrolux.
Na década de 1950, os refrigeradores eram bem diferentes. Apesar de terem um design único, que muitas pessoas sonham em ter, as geladeiras eram facilmente confundidas com armários.
Para evitar essa confusão, a Kelvinator entregava às revendedoras estatuetas de cerâmica em formato de pinguins, que deveriam ser colocadas em cima dos eletrodomésticos. Os clientes gostavam tanto que, ao comprá-los, pediam para também levar o enfeite.
Gostou de sentir um pouco de nostalgia? Se você mora em uma casa antiga, com certeza encontrou um ou mais itens do tipo escondidos em algum armário.
Mas viver em uma residência assim não significa mantê-la datada. Veja agora como reformar uma casa antiga!

Recordar é viver... parabéns!
Olá, Sara!
Estamos felizes que tenha gostado! Continue nos acompanhando!
Abraços
Equipe Archtrends Portobello