29.08.2023
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Prédios de Nova York, com destaque para o Empire State
Nova York, uma das principais metrópoles do mundo (Foto: Dllu)

Metrópoles: entenda o conceito e conheça as principais

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29.08.2023
De grandes centros urbanos globais a metrópoles regionais, cidades são referências para além dos seus limites geográficos. Saiba mais
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Afinal, o que faz com que uma cidade seja considerada uma metrópole? Todas as capitais estaduais e federais entram nessa categorização? É o que entenderemos no artigo de hoje. 

Se a primeira referência que veio à sua cabeça foi a cidade do Super-Homem, saiba que a relação faz sentido. 

Assim como a fictícia Metrópolis da DC Comics, as metrópoles são centros urbanos que se tornaram expoentes em desenvolvimento. 

Mais do que concentrar um alto volume populacional, essas cidades reúnem os principais bens e serviços de uma região.  

Não à toa, exercem significativa influência econômica, política e cultural, muitas vezes para além do seu entorno. Saiba mais! 

O que é uma metrópole?

Basicamente, metrópoles são cidades com expressivo desenvolvimento urbano. Elas costumam ter elevada concentração de indústrias, comércios e serviços. 

Também se destacam pela grande população que vive em seus territórios. 

Por sua relevância, esses centros urbanos exercem influência, que pode ser em nível regional, nacional ou internacional, como veremos a seguir.

Quais são os principais tipos de metrópoles?  

Metrópoles têm um impacto que vai muito além de seus limites geográficos. Seu poder de influência determina em que nível está a classificação de cada um destes centros urbanos.  

Leva-se em conta aspectos como desenvolvimento econômico, tecnológico e industrial, além de ligações sociais e culturais. Quanto maiores esses índices, mais relevante a cidade é na hierarquia urbana. 

Vista panorâmica da região de Bela Vista, na cidade de São Paulo
São Paulo é a maior metrópole brasileira (Foto: Sergio Souza)

Aqui, vale lembrar que há diferença entre cidade e metrópole. Basicamente, toda metrópole é uma cidade, mas nem toda cidade é uma metrópole.  

Apesar de ambas serem definidas como um aglomerado urbano de centralidade demográfica econômica e social, o que difere uma metrópole é a escala. Uma cidade nem sempre é influente. 

Por outro lado, todas as metrópoles precisam ser relevantes, pelo menos para a região onde estão localizadas, como veremos na sequência. 

Metrópole global 

São cidades que se tornaram referência além de seu país de origem.  

Da moda à gastronomia, passando por economia e política, a influência destas metrópoles é facilmente reconhecida no mundo inteiro.  

Tóquio (Japão) e Nova York (Estados Unidos) estão no topo da lista, que também inclui as metrópoles brasileiras de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). 

Metrópole nacional 

Cidades que são referências somente dentro de seus próprios países. 

São metrópoles importantes para a economia e com forte identificação social e cultural, mas cujas características não extrapolam as fronteiras nacionais.  

Contudo, é nessas cidades que estão concentrados os principais ativos de trabalho e capital financeiro do país.  

No Brasil, podemos citar como exemplos Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG). 

Metrópole regional 

Também chamadas de centros regionais, são polos econômicos estaduais com influência local. Costumam concentrar menos população e serviços do que as metrópoles nacionais.  

Têm uma função importante: interligar municípios médios e pequenos da região com os principais centros urbanos. Nesta lista, estão cidades brasileiras como Campinas (SP) e Goiânia (GO).  

Imagem mostra uma vista aérea da cidade de Campinas (SP)
A cidade de Campinas, em São Paulo, é uma metrópole regional (Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas)

Além de conhecer os tipos de metrópoles, é importante saber também outros conceitos que ajudam a entender esses centros urbanos. Veja a seguir. 

Região metropolitana 

É a rede de cidades que podem ser interligadas a uma ou mais metrópoles.  

Em razão do alto desenvolvimento destes centros urbanos, os municípios do entorno — chamados de cidades-satélites — também se beneficiam.  

Concentram-se neles importantes oportunidades de emprego e serviços, além de um grande volume populacional.  

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera região metropolitana "uma região estabelecida por legislação estadual e constituída por agrupamentos de municípios limítrofes".  

De acordo com o órgão, o objetivo é "integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum".  

Ou seja, segundo a legislação nacional, cada estado tem autonomia para definir quais serão as suas regiões metropolitanas.  

Entre os critérios utilizados para a criação delas está a concentração de habitantes em determinada área. 

De acordo com o último levantamento do IBGE, atualizado em 2021, o Brasil contava com 81 regiões metropolitanas.  

Os estados com maior número são Santa Catarina, com 14; Paraíba, com 12; e Alagoas e São Paulo, com 9 cada um. 

Imagem mostra uma vista aérea da cidade de Florianópolis, em Santa Catarina
Florianópolis é uma das metrópoles do estado brasileiro de Santa Catarina (Foto: Henrique Braga)

Conurbação 

Fenômeno cada vez mais comum nos centros urbanos. Ocorre quando duas cidades limítrofes crescem e se desenvolvem ao ponto de se "unirem". Em muitos casos, as conurbações dão origem às regiões metropolitanas.  

Megalópole 

Criado nos anos 1960 pelo geógrafo francês Jean Gottmann, o termo foi utilizado para caracterizar a região que reúne as cidades de Nova York, Boston e Washington.  

A definição ajuda a entender o conceito de megalópole: trata-se de uma área superurbanizada que inclui metrópoles, regiões metropolitanas e pequenos municípios. 

Essa complexa rede urbana tem uma ligação econômica, social e cultural. É nas megalópoles que estão os grandes investimentos e as maiores atividades comerciais e industriais de um país. 

É comum confundir o significado de megalópole com megacidade, que não podem ser encaradas como sinônimos.  

Definido pela Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 1990, o termo "megacidade" caracteriza toda e qualquer área urbana com população igual ou maior que 10 milhões de habitantes.  

Skyline da cidade de Boston, nos Estados Unidos
As cidades de Boston (foto), Nova York e Washington são megalópoles dos Estados Unidos (Foto: Nelson48)

A maior megalópole do planeta encontra-se no sudeste do Japão. Inclui as metrópoles de Tóquio, Quioto, Nagasaki e Osaka.  

E mais: ainda conta com a maior concentração urbana mundial, contabilizando mais de 80 milhões de habitantes.  

No Brasil, a região Sudeste abriga uma das maiores megalópoles do mundo, a Rio-São Paulo. Além das duas metrópoles nacionais, congrega a Baixada Santista e Campinas.  

Incluindo as cidades do entorno e algumas vizinhas de Minas Gerais, são 232 municípios.  

Apesar de representar apenas 0,97% do território nacional, vivem na região cerca de 42 milhões de pessoas, ou seja, 23% da população brasileira. 

Metrópoles podem ser planejadas? 

É possível dizer que as metrópoles costumam se desenvolver de forma espontânea ao longo do tempo.  

As principais metrópoles brasileiras, norte-americanas e europeias, por exemplo, ganharam força à medida em que a indústria e o comércio evoluíram. 

Mas isso não significa que não exista planejamento. 

A partir do momento em que é possível observar uma cidade com potencial para se tornar uma metrópole, investimentos podem ser realizados.  

Um dos exemplos mais comuns diz respeito à infraestrutura de transporte, com aportes para implementar e modernizar rodovias e ferrovias.  

No caso da China, houve um aumento significativo da rede de trens e metrôs a partir do crescimento populacional projetado. 

No Brasil, podemos citar Brasília (DF), projetada pelos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer para ser a sede administrativa do país. Inaugurada em 1960, a cidade hoje é considerada uma metrópole nacional. 

Leia também: 

Quais são as principais metrópoles do Brasil? 

Já sabemos que o Brasil conta com uma megalópole, a Rio-São Paulo. Além disso, o país ainda contabiliza 15 metrópoles, de acordo com a classificação do IBGE.  

Em sua maioria, são capitais de unidades federativas, como São Paulo e Belo Horizonte. Mas há também outras grandes cidades do interior na lista, como Campinas. 

Imagem aérea mostra a cidade do Rio de Janeiro. Em destaque está a estátua do Cristo Redentor
Rio de Janeiro é uma das metrópoles nacionais (Foto: Rafael Rabello de Barros)

As cinco maiores metrópoles brasileiras  

  1. São Paulo 
  2. Rio de Janeiro 
  3. Brasília 
  4. Recife (PE) 
  5. Belo Horizonte 

As maiores metrópoles brasileiras por região  

  • Sudeste: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas e Vitória (ES); 
  • Sul: Porto Alegre, Curitiba (PR) e Florianópolis; 
  • Nordeste: Salvador (BA), Recife e Fortaleza (CE); 
  • Norte: Manaus (AM) e Belém (PA); 
  • Centro-Oeste: Brasília e Goiânia. 
Imagem aérea mostra o Plano Piloto de Brasília, com praça, rodovias e prédios
Brasília, capital do Brasil, é considerada uma metrópole (Foto: Artur Dias)

Vale salientar que, no Brasil, o IBGE adota a seguinte classificação para categorizar os diferentes tipos de metrópoles. 

Grande metrópole nacional 

Temos somente uma representante neste nível hierárquico, que é a metrópole de São Paulo. Considerado o principal centro urbano do país, conta com 21,5 milhões de habitantes, segundo dados de 2018.  

Também é o maior destaque na economia, representando 17,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2016.  

Metrópole nacional 

No segundo patamar estão as metrópoles de Rio de Janeiro e Brasília. Em 2018, a metrópole carioca somava 12,7 milhões de pessoas. Já a capital do país abrigava 3,9 milhões de habitantes no mesmo ano. 

Metrópole 

O terceiro nível engloba as outras 12 metrópoles brasileiras, como Porto Alegre e Recife. Nesta categoria, todos os centros urbanos somam mais de 1,5 milhão de habitantes — a capital pernambucana, por exemplo, conta com o maior número de pessoas na região, com mais de 23,6 milhões de moradores. 

Quais são as principais metrópoles do mundo? 

Imagem aérea mostra a vista da região de Shinjuku, em Tóquio, onde predominam prédios
A maior metrópole do mundo é Tóquio, no Japão (Foto: Morio)

A cidade de Tóquio está no topo da lista de maiores metrópoles do mundo.  

O ranking ainda inclui Nova York, Londres (Reino Unido) e Paris (França), em razão do protagonismo socioeconômico e cultural. Todas também são conhecidas como cidades globais. 

Progresso tecnológico elevado, poder de influência em relação à economia e grande variedade de serviços estão entre as características das metrópoles globais.  

Além de concentrar as sedes das maiores empresas, reúnem as principais instituições bancárias, centros de pesquisa e universidades. É onde gira o maior volume de capital financeiro no mundo. 

Hoje, mais de 50 cidades globais foram categorizadas no ranking mundial. Há três grupos, organizados de acordo com a influência de cada metrópole. 

Alfa 

Grupo principal, que inclui Tóquio, Nova York, Londres, Paris, Chicago (Estados Unidos), Frankfurt (Alemanha), Los Angeles (Estados Unidos) e Milão (Itália). 

Beta 

O segundo escalonamento conta com São Paulo, São Francisco (Estados Unidos), Cidade do México (México), Madri (Espanha) e Sidney (Austrália). 

Gama 

No terceiro grupo está o maior número de cidades globais, que têm menor poder de expressão mundial, quando comparadas às anteriores.  

Na lista, temos Boston (Estados Unidos), Berlim (Alemanha), Miami (Estados Unidos) e Buenos Aires (Argentina). 

Vista noturna de Buenos Aires, na Argentina
Buenos Aires, uma das principais metrópoles da América Latina (Foto: Luis Argerich)

Seja regionalmente, no próprio país ou no mundo inteiro, as metrópoles concentram muito mais do que um elevado número de pessoas. 

São verdadeiras impulsionadoras da economia, da tecnologia e da cultura, potencializando o crescimento dos centros urbanos. 

Gostou de conhecer o desenvolvimento das metrópoles? Leia mais a respeito na coluna de Pedro Andrade, que reflete a respeito da importância do urbanismo nas grandes cidades.

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