04.05.2025
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Em tempos de sustentabilidade em alta, a biofilia se torna essencial para os projetos arquitetônicos (Projeto: Ilana Santiago)

Biofilia na arquitetura: benefícios e como aplicar nos projetos

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04.05.2025
Inovadora, a biofilia estimula a criação de ambientes naturais que estimulam mais qualidade de vida. Saiba mais
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Em um mundo intrínseco à tecnologia e à indústria, a conexão com a natureza pode parecer quase perdida. É nesse contexto que a biofilia aparece.

Ela atua não apenas como um tipo diferente de design, mas como uma manifestação transformadora na arquitetura urbana. 

Inovando ao criar ambientes naturais que melhoram nossa saúde e bem-estar, o design biofílico resgata os ambientes naturais e os leva aos espaços construídos pelo homem. 

Nos últimos anos, houve um retorno ao apego à natureza; à vontade de trazer o exterior ao interior da residência. O natural não surge apenas para embelezar, mas para colaborar com a saúde física e mental do morador.  

Plantas, cores orgânicas e até pets fazem parte da biofilia. Neste post, você entenderá como adotar essa tendência na sua casa. Confira: 

O que é biofilia?

biofilia em interiores
O uso de plantas traz a natureza para dentro da residência (Projeto: Carla Felippi/Foto: Henrique Ogata)

Biofilia é uma variação do grego antigo que significa amor à vida ou aos sistemas vivos (philia = amor a / inclinação a). 

É uma teoria que reconhece que a espécie humana evoluiu, na maior parte de sua história, adaptando-se ao mundo natural e não às forças humanas criadas ou artificiais. 

Atualmente, a biofilia é também uma forma de design que conecta a necessidade humana inerente de afiliar a natureza ao ambiente moderno construído. 

O psicólogo Erich Fromm foi o primeiro a usar o termo, em 1964, mas apenas na década de 1980 ele ganhou popularidade. 

O biólogo Edward O. Wilson o utilizou ao perceber como a urbanização desconecta a população da natureza. 

Você precisa da natureza

praça da Apple em Macau
A praça da Apple em Macau forma um oásis de tranquilidade. É uma sala urbana que atrai pessoas para o local (Foto e projeto: Foster + Partners)

O ser humano é biologicamente codificado para se associar aos recursos e aos processos naturais. Essa necessidade é fundamental para a saúde física e mental, aptidão e bem-estar das pessoas. 

Como o “habitat natural” — onde passamos a maior parte do nosso tempo — é atualmente o ambiente construído, a biofilia busca satisfazer nossa necessidade inata de nos associar à natureza. 

Assim, o objetivo fundamental do design biofílico é criar um bom habitat para quem habita estruturas, paisagens e comunidades modernas. 

A consecução desse objetivo depende do cumprimento de determinadas condições, como mostraremos a seguir. 

Além disso, como a biofilia é essencialmente sobre tendências humanas evoluídas, ela foca naqueles aspectos da natureza que, ao longo do tempo evolutivo, contribuíram para a nossa saúde e bem-estar. 

Leia também:  

Quais os benefícios da biofilia na arquitetura?

design biofílico
Situada em Bananeiras (PB), a Casa Shangri La tem como base o design biofílico. Além de materiais naturais, conta com placas fotovoltaicas para conversão da luz solar em energia elétrica (Projeto: Sandra Moura/Foto: Isa Rolim)

O contato com a natureza melhora nossa atenção e a saúde (física e mental), e até mesmo nossa relação com as pessoas. 

Mas com a rotina de trabalho, os cuidados com a casa e até mesmo a recuperação de uma doença podem atrapalhar uma rotina ao ar livre. 

O design biofílico é muito importante nesse contexto: traz o verde, o orgânico, para nossa rotina; um pouco do mundo externo para nosso espaço pessoal. 

Conheça um pouco mais sobre os benefícios da biofilia na arquitetura. 

Restauração da atenção

biofilia
A biofilia estimula a reconexão com a natureza até mesmo no quarto (Projeto: Miguel Sanchez Arquitetura)

Ao incluir conscientemente a natureza no interior ou no projeto arquitetônico, estamos nos reconectando inconscientemente a ela. 

No entanto, um ambiente desprovido de natureza pode ter um efeito negativo na saúde, sobretudo, na produtividade e bem-estar. 

Criada pelos professores Rachel e Stephen Kaplan na década de 1980, a Teoria da Restauração da Atenção, conhecida pela sigla ART (Attention Restoration Theory) afirma que as pessoas conseguem restaurar a capacidade de concentração após passar algum tempo na natureza.  

O estudo Immersion in nature enhances neural indices of executive attention, publicado pela revista Nature em janeiro de 2024, mostrou que, embora a caminhada melhore a concentração de pessoas no geral, quem pratica em meio à natureza se sai melhor nas tarefas de função executiva — habilidades que ajudam a controlar pensamentos, emoções e ações, para atingir um objetivo. 

Obviamente, não é possível traze um bosque imenso para dentro da sua casa. Mas você pode usar alguns recursos para emular essa sensação, como:  

  • Caso falte espaço, recorra a uma varanda pequena com vasos e vista externa; 
  • Árvores — adequadas para plantio urbano — nas calçadas; 
  • Jardim vertical em uma das paredes da casa; 
  • Quintal com boa variedade de plantas. 

Saúde mental

design biofílico
Em muitos casos, o design biofílico constrói ao redor da planta, sem alterá-la (Projeto: Diogo Mendes Gonçalves/Foto: Keniche Santos)

Há diversos trabalhos que falam sobre como a biofilia afeta positivamente a saúde mental. 

Segundo o estudo Green and Blue Spaces and Mental Health, da Organização Mundial de Saúde (OMS), frequentar espaços verdes e azuis fazem muito bem para a saúde mental.  

Em entrevista ao Portal Drauzio Varella, o dr. Jair de Jesus Mari, psiquiatra e professor titular do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explicou um pouco mais sobre os benefícios da natureza na psique humana: 

“A relação evolutiva entre os seres humanos e a natureza explica por que nos sentimos mais relaxados em ambientes naturais. A exposição à natureza reduz os níveis de cortisol, regula a frequência cardíaca e diminui a pressão arterial, indicadores fisiológicos do estresse.” 

Mais produtividade 

A OMS já reconheceu o estresse no trabalho como uma das maiores causas de depressão

Por isso, a aplicação do design biofílico é muito importante não só nos espaços pessoais, mas, particularmente, em áreas produtivas, como escritórios e outros ambientes de trabalho

Problemas de saúde e falta de bem-estar também podem resultar em baixo desempenho e produtividade, perda de tempo de trabalho e aumento de custos. 

Por isso, incorporar elementos da natureza diretos ou indiretos no ambiente construído é fundamental. Isso ajuda a reduzir os níveis de estresse, a pressão arterial e a frequência cardíaca, ao mesmo tempo que aumenta o bem-estar geral. 

Quais são os pilares do design biofílico?

projeto com biofilia
Na natureza, a biofilia pode se misturar à arquitetura como se ambos fossem elementos intrínsecos (Projeto: Renata Lodi Cason)

Existem várias táticas que os arquitetos podem usar para incorporar os princípios de design biofílico. De acordo com o livro 14 Patternes of Biophilic Design (14 Padrões do Design Biofílico), há três categorias principais de biofilia, das quais se derivam os 14 padrões:  

  • Da natureza no espaço; 
  • De analogias naturais; 
  • Da natureza que proporciona o espaço. 

Abaixo, separamos alguns exemplos práticos dentro desses grupos de como aplicar alguns padrões de biofilia em seus projetos: 

Da natureza ao espaço 

É a interação direta com a natureza, mas de formas distintas: observar o balançar das ondas do mar, as folhas caindo da árvore, as flores de um buquê. 

Ouvir o barulho da chuva, acariciar um cachorro ou provar frutas, apreciar canto dos pássaros e o farfalhar das folhas. 

Imagine ter elementos que remetam ao natural, como janelas que favorecem a circulação de ar e a luz solar, um espaço de leitura para ouvir o barulho da chuva, cobogós, além de plantas na decoração. 

Segundo o livro, há relatos de redução da pressão arterial e da frequência cardíaca ao observar a natureza. 

Analogias naturais

biofilia
A biofilia também estimula o uso de materiais naturais (Projeto: Jhennifer Francisca Mota

Formas e padrões biomórficos (referências simbólicas a arranjos que se repetem na natureza) deixam a arquitetura menos rígida e reta, já que a natureza "abomina" linhas sisudas. 

Outra forma de trabalhar essas formas é por meio do ângulo áureo, função matemática presente na natureza para formar o arranjo geométrico da distribuição de pétalas e sementes da maneira eficiente. 

Algumas formas de proporcionar essas analogias:  

  • Uso de materiais naturais, como madeira, couro, pedras, texturas fósseis, bambu e grama; 
  • Design arrendondado e com padrões que se repetem;  
  • Paleta de cores naturais, principalmente verde; 
  • Instalações e esculturas mais abstratas; 
  • Móveis e decoração com textura; 
  • Uso de carpintaria e alvenaria. 

Da natureza que proporciona o espaço

biofilia
Espaço amplo ou integrado estimula a circulação de ar (Projeto: Portobello

Este padrão conversa diretamente com o lado externo. Em vez de levá-lo para dentro de casa, é uma adaptação da estrutura interna para valorizar o que há ao redor. 

Aqui, vale apostar em uma forma de tornar o espaço mais amplo e que valoriza o verde. Janelas grandes para um belo jardim, plantas abertas, planos elevados, materiais transparentes e a criação de um quintal ou varanda ajudam a formar essa integração. 

Como implementar a biofilia na arquitetura 

Veja como implementar o design biofílico em projetos arquitetônicos. 

Acesso e vistas da natureza 

Alguns edifícios estão situados para oferecer vistas deslumbrantes do oceano ou uma abundância de árvores em uma paisagem arrebatadora, a partir das janelas. 

Com a diminuição dos espaços e o alto preço dos imóveis nos últimos anos, essa vista ficou reservada a pessoas de alto poder aquisitivo.  

Ao criar projetos para locais urbanos e mais industriais, os arquitetos podem optar por desenhar espaços de pátio com árvores, por exemplo, para fornecer aos ocupantes vistas agradáveis e acesso à natureza. 

Um bom quintal, por exemplo, merece uma área externa para que o morador possa aproveitar algum tempo de contemplação. Caso o espaço não seja muito amplo, uma varanda com jardim já cumpre esse papel. 

Ventilação natural

projeto com biofilia
O design biofílico privilegia a circulação de ar e luz naturais (Projeto: Bruno Brandini Arquitetos/Foto: Daniel Santo)

As pessoas que passam a maior parte do dia dentro de um escritório ou outro tipo de prédio, geralmente, fazem uma pausa para "tomar ar fresco". 

Contudo, é possível utilizar biofilia na arquitetura para garantir um espaço mais fresco, com melhor circulação de vento e luz solar. 

A ventilação ocorre pela constante movimentação entre ar quente e frio. Na arquitetura, o ar passa pelas entradas e se distribui no espaço. 

Quanto mais entradas a casa tiver, mais possibilidades de ventilação ela tem. Contudo, até mesmo essas aberturas precisam ser estrategicamente pensadas. 

Gratuita, renovável, saudável e sustentável, a ventilação natural pode ocorrer de duas formas:  

  • Ventilação unilateral: uso de aberturas em apenas uma lateral de um edifício. Comum em projetos com área limitada ou com restrições estruturais e ambientais. Gera uma menor circulação de ar, mas é uma forma inteligente de ventilar uma área restrita; 
  • Ventilação cruzada: as aberturas são dispostas em paredes opostas ou adjacentes, permitindo que o ar entre por ambos os lados, atravesse o espaço e saia na direção oposta. Mais indicada para espaços maiores, a ventilação cruzada aproveita ao máximo as paredes disponíveis. 

Cobogó

biofilia
O cobogó protege a casa sem interferir na circulação de ar e luz solar (Projeto: Bianca Rieg/Foto: Fabio Jr. Severo)

O cobogó é um importante elemento da biofilia no Brasil. Muito presente na arquitetura do Nordeste, o ornamento protege a casa e, ao mesmo tempo, permite que o ar e a luz solar circulem pelo ambiente. 

O elemento surgiu entre 1929 e 1930, em Recife. Seu nome é a combinação da primeira sílaba do sobrenome dos seus criadores: o português Amadeu Oliveira Coimbra, o alemão Ernest August Boeckmann e o brasileiro Antônio de Góis. Eles se inspiraram no muxarabi, elemento árabe igualmente vazado. 

Cobogó é um elemento vazado e modular que pode ser classificado como uma esquadria. Apesar de ser assentado com argamassa, não há amarração em suas juntas. 

Sua função é semelhante a de paredes; as aberturas trazem menos privacidade, mas auxiliam a ventilação natural. 

Iluminação natural 

O acesso à luz natural é um fator enorme no bem-estar dos ocupantes dos edifícios. Estimular a iluminação natural é essencial atualmente, já que, pelo excesso de calor e medo da exposição em excesso, as pessoas evitam sair ao sol.  

Embora fornecer muitas janelas seja a solução mais simples para isso, nem sempre é possível. 

As alternativas para resolver o problema incluem a implementação de tubos solares ou átrios de vários andares, que permitem que a luz natural difusa penetre nos espaços interiores. 

Acústica aprimorada

Projeto marquise do Minhocão
Projeto marquise do Minhocão pelo escritório Triptyque (Foto: Galeria da Arquitetura)

A qualidade do ar, da iluminação e até da paisagem ao redor afetam positivamente a saúde física e mental. Porém, um fator comumente negligenciado é a audição. 

Os ruídos constantes atrapalham o sono, aumentam os níveis de cortisol e, consequentemente, de estresse. 

Por esse motivo, o corpo vive em estado constante de alerta, como se estivesse preparado para algum ataque. Essa falta de descanso pode acarretar danos cardiovasculares, como o infarto do miocárdio e o agravamento de doenças crônicas. 

Os efeitos do barulho constante são semelhantes aos do fumo passivo, ou seja, de respirar a fumaça do cigarro constantemente. 

A arquitetura consegue controlar o ruído do sistema de climatização (como ventiladores e ar condicionado), outros equipamentos mecânicos, elevadores e moradores de edifícios por meio de recursos de design, como os painéis acústicos. 

As soluções biofílicas também incluem plantas internas estrategicamente posicionadas e fontes de água que ajudam a mascarar sons indesejados. 

Muro verde

design biofílico
O muro verde protege a casa e traz mais saúde ao morador (Projeto: Ricardo Macegoza)

O muro verde é uma estrutura vertical revestida com plantas, muito comum na área externa de uma casa. Atualmente, também é possível fazê-lo dentro de casa. O jardim vertical é uma versão "aprimorada" e compacta dessas paredes externas. 

Para que haja um crescimento saudável, é preciso fazer a instalação em painéis ou sistemas modulares, que permitem que as plantas cresçam e se desenvolvam de maneira saudável. 

Um sistema mais comum e simples, porém, é com a trepadeira, que é plantada no chão e cresce pela parede.  

Não é só beleza que o muro verde proporciona. Essa estrutura é uma parte importante da biofilia, pois traz uma grande extensão de plantas para casa sem ocupar espaço.  

O muro verde melhora a qualidade do ar, por colocar mais plantas ao redor da casa. Também evita pichações e dificulta o acesso à residência. Por fim, mantém a umidade mesmo em condições mais secas e períodos adversos. 

Telhado verde 

Assim como existe o muro verde, é possível fazer o mesmo com a cobertura da casa. O telhado verde é um sistema de construção no qual se implanta um jardim na parte externa do teto e, dessa forma, o edifício consegue aproveitar todas as vantagens da vegetação. 

Para fazer a escolha correta de plantas sem gerar problemas, como o crescimento exagerado de raízes ou o surgimento de infiltrações, é preciso contar com o trabalho de um profissional qualificado. 

O teto verde necessita de técnicas de impermeabilização e de plantio que só um especialista poderá resolver. 

O telhado verde traz uma série de benefícios ao ambiente. Conheça alguns:  

  • Conforto térmico: em climas quentes, um telhado verde atua como um fator de resfriamento, pois evita a penetração da luz solar. Já em dias mais frios, fornece maior isolamento e, consequentemente, menor demanda de aquecimento; 
  • Economia financeira: embora o telhado verde seja um investimento, ele trará uma boa economia em médio a longo prazos. Por evitar o contato com os efeitos externos, a cobertura vegetal diminui a necessidade de ar-condicionado ou aquecedor; 
  • Menos consumo de água: quando acompanhado de um sistema de reaproveitamento de chuva, é possível utilizar a água para a descarga e a limpeza no geral. E com os processos certos de purificação, também é possível torná-la potável; 
  • Temperatura: o telhado verde não apenas diminui a temperatura no alto do prédio, como também ajuda a evitar a formação de ilhas de calor. 

Espaço de descanso

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O verde é extremamente importante para o descanso (Projeto Casa Sua + BSO/Foto: Luiz Franco)

O descanso é tão importante quanto o esforço para aumentar a produtividade. Um dos 14 padrões do design biofílico, o abrigo fala justamente da criação de um espaço para descanso ou cura, que permita descansar para, depois de algum tempo, voltar à vida normal. 

Segundo o artigo "14 Padrões do Design Biofílico", as funções comuns de um refúgio são:  

  • Proteção climática ou do tempo; 
  • Tarefas cognitivas complexas; 
  • Proteção contra perigo físico; 
  • Privacidade de fala ou visual; 
  • Descanso ou relaxamento; 
  • Reflexão ou meditação 
  • Leitura. 

Geralmente, um refúgio não é totalmente fechado, mas fornece algum contato (visual ou auditivo) com o ambiente ao redor para vigilância. 

Uma varanda com espaço para leitura, por exemplo, permite olhar para o horizonte e, dependendo do tipo de plantas, ter contato com borboletas e pássaros.  

Materiais naturais e cores calmantes 

Na biofilia, quase todos os acabamentos refletem a natureza. Quando falamos de cores, essa percepção ocorre de diversas formas: há tons que trazem a ilusão de ambiente maior, menor, mais ventilado ou mais alto. 

Também é possível deixá-lo com um design mais biofílico apenas com variações de verde-bandeira. 

Para não ficar na mesma cor, utilize também tons terrosos, como marrom, caramelo, mostarda e areia. O azul e o branco trazem a ideia de céu e mar, em um ambiente estilo navy. 

Portobello e biofilia: sustentabilidade como fator essencial 

Pioneira em produção sustentável, a Portobello defende a biofilia, pois sabe como é essencial para a saúde humana incluir materiais ecológicos e técnicas inovadoras nos projetos. 

Conheça alguns projetos com design biofílico usando os produtos Portobello. 

Conexão entre ambiente exterior e interior

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Aberturas do cobogó permitem que as plantas cresçam (Projeto: Tambá

O objetivo do projeto foi conectar o exterior com o interior, mas sem prejudicar a privacidade da família. 

A fachaca de cobogó melhora a circulação de ar natural e proporciona um lar mais fresco. Além disso, permite o desenvolvimento de plantas — que, na Casa Brisa, também protegem a parte interna da casa. 

O projeto teve como conceito a integração de seu interior com a natureza exterior, sem comprometer a privacidade da família, unindo a sustentabilidade à riqueza plástica da arquitetura brasileira ao longo do tempo. 

Quarto refúgio

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Cores terrosas deixam a decoração mais orgânica (Projeto: Carol Del Piero)

A suíte Íntimo Sertão funciona como um refúgio. Com uma arquitetura integrada, a sala de banho fica em frente à cama, mas com espaço e estrutura suficientes para não molhar o quarto. 

A grande janela redonda permite que o hóspede curta a natureza enquanto está na banheira. 

Cores terrosas, plantas e materiais que reproduzem matérias-primas orgânicas são outras formas de trazer a biofilia para o projeto. 

Casa sustentável

casa em steel frame
Casa feita com estrutura de aço leve (steel frame) (Projeto: Paola Neubauer/Foto: @favarojr)

O projeto integra os quatro elementos da natureza — a terra, o fogo, a água e o ar — de maneira harmônica. Mas o mais interessante é que toda a sua construção conta com elementos sustentáveis, como:  

  • Grandes aberturas para favorecer a ventilação e a iluminação naturais; 
  • Teto em bambu roliço, que controla a iluminação e traz conforto térmico; 
  • Revestimento com porcelanato e madeira de reflorestamento; 
  • Conceito aberto, que também valoriza a circulação de ar. 

O ponto central do projeto é a preservação da árvore, que se mantém na parte interna da casa. 

Toda a construção foi feita ao seu redor, sem prejudicar sua saúde. Além disso, a abertura do teto permite que a vegetação continue recebendo iluminação solar. 

Ambientes amplos

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Plantas em locais estratégicos decoram e cuidam da saúde do morador (Projeto: Andrea Eiras)

Na casa Barra da Tijuca, a biofilia está em todos os detalhes. Os espaços amplos permitem uma boa circulação de ar e eliminação a sensação de sufocamento. 

As plantas e o uso de materiais naturais nos móveis e nas luminárias também trazem a natureza para dentro da casa. Atenção às aberturas e à porta vazada, que permitem a renovação do ar e a entrada de iluminação solar. 

O que pode parecer uma estratégia para parecer "verde" — o famoso greenwashing —, a biofilia é, na verdade, um cuidado com a saúde do morador. Ao trazer a natureza para a residência, a arquitetura reconecta o ser humano com a sua terra, o seu lar natural. 

E para saber mais sobre o assunto, entenda mais sobre arquitetura verde, a tendência que veio para ficar. 

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  1. Olha que legal, design Biofilico, eu como DI,uso muito nos projetos, Desgner de Interiores trazendo um pouco da natureza para o seu Interior.

  2. Excelente!!
    Realmente muito importante e necessário atentarmos para essa integração das pessoas com o lado natureza viva que o atraia e o motive a refletir o quão importante é a contribuição de cada um de nós no ecossistema ao nosso redor. O mundo melhorará muito cada vez q entendermos que precisamos agir e conviver bem com a natureza integrada no dia a dia de cada um ..

  3. Olá, Cristiana.

    No momento não sabemos de curso de Design Biofílico.

    Que tal dar aquela pesquisada no Google?

    Grande abraço e boa sorte,
    Equipe Archtrends Portobello

  4. Bom dia! Gostaria de saber se paredes verdes de plantas permanentes também fazem parte do conceito de design biofilico. Como se falou do porcelanato imitando madeira acredito que um jardim de plantas artificiais similares às reais poderia ter o mesmo conceito. Certo?



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