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Biofilia na arquitetura: benefícios e como aplicar nos projetos

Em tempos de sustentabilidade em alta, a biofilia se torna essencial para os projetos arquitetônicos (Projeto: Ilana Santiago)

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Em um mundo intrínseco à tecnologia e à indústria, a conexão com a natureza pode parecer quase perdida. É nesse contexto que a biofilia aparece.

Ela atua não apenas como um tipo diferente de design, mas como uma manifestação transformadora na arquitetura urbana. 

Inovando ao criar ambientes naturais que melhoram nossa saúde e bem-estar, o design biofílico resgata os ambientes naturais e os leva aos espaços construídos pelo homem. 

Nos últimos anos, houve um retorno ao apego à natureza; à vontade de trazer o exterior ao interior da residência. O natural não surge apenas para embelezar, mas para colaborar com a saúde física e mental do morador.  

Plantas, cores orgânicas e até pets fazem parte da biofilia. Neste post, você entenderá como adotar essa tendência na sua casa. Confira: 

O que é biofilia?

biofilia em interiores
O uso de plantas traz a natureza para dentro da residência (Projeto: Carla Felippi/Foto: Henrique Ogata)

Biofilia é uma variação do grego antigo que significa amor à vida ou aos sistemas vivos (philia = amor a / inclinação a). 

É uma teoria que reconhece que a espécie humana evoluiu, na maior parte de sua história, adaptando-se ao mundo natural e não às forças humanas criadas ou artificiais. 

Atualmente, a biofilia é também uma forma de design que conecta a necessidade humana inerente de afiliar a natureza ao ambiente moderno construído. 

O psicólogo Erich Fromm foi o primeiro a usar o termo, em 1964, mas apenas na década de 1980 ele ganhou popularidade. 

O biólogo Edward O. Wilson o utilizou ao perceber como a urbanização desconecta a população da natureza. 

Você precisa da natureza

praça da Apple em Macau
A praça da Apple em Macau forma um oásis de tranquilidade. É uma sala urbana que atrai pessoas para o local (Foto e projeto: Foster + Partners)

O ser humano é biologicamente codificado para se associar aos recursos e aos processos naturais. Essa necessidade é fundamental para a saúde física e mental, aptidão e bem-estar das pessoas. 

Como o “habitat natural” — onde passamos a maior parte do nosso tempo — é atualmente o ambiente construído, a biofilia busca satisfazer nossa necessidade inata de nos associar à natureza. 

Assim, o objetivo fundamental do design biofílico é criar um bom habitat para quem habita estruturas, paisagens e comunidades modernas. 

A consecução desse objetivo depende do cumprimento de determinadas condições, como mostraremos a seguir. 

Além disso, como a biofilia é essencialmente sobre tendências humanas evoluídas, ela foca naqueles aspectos da natureza que, ao longo do tempo evolutivo, contribuíram para a nossa saúde e bem-estar. 

Leia também:  

Quais os benefícios da biofilia na arquitetura?

design biofílico
Situada em Bananeiras (PB), a Casa Shangri La tem como base o design biofílico. Além de materiais naturais, conta com placas fotovoltaicas para conversão da luz solar em energia elétrica (Projeto: Sandra Moura/Foto: Isa Rolim)

O contato com a natureza melhora nossa atenção e a saúde (física e mental), e até mesmo nossa relação com as pessoas. 

Mas com a rotina de trabalho, os cuidados com a casa e até mesmo a recuperação de uma doença podem atrapalhar uma rotina ao ar livre. 

O design biofílico é muito importante nesse contexto: traz o verde, o orgânico, para nossa rotina; um pouco do mundo externo para nosso espaço pessoal. 

Conheça um pouco mais sobre os benefícios da biofilia na arquitetura. 

Restauração da atenção

biofilia
A biofilia estimula a reconexão com a natureza até mesmo no quarto (Projeto: Miguel Sanchez Arquitetura)

Ao incluir conscientemente a natureza no interior ou no projeto arquitetônico, estamos nos reconectando inconscientemente a ela. 

No entanto, um ambiente desprovido de natureza pode ter um efeito negativo na saúde, sobretudo, na produtividade e bem-estar. 

Criada pelos professores Rachel e Stephen Kaplan na década de 1980, a Teoria da Restauração da Atenção, conhecida pela sigla ART (Attention Restoration Theory) afirma que as pessoas conseguem restaurar a capacidade de concentração após passar algum tempo na natureza.  

O estudo Immersion in nature enhances neural indices of executive attention, publicado pela revista Nature em janeiro de 2024, mostrou que, embora a caminhada melhore a concentração de pessoas no geral, quem pratica em meio à natureza se sai melhor nas tarefas de função executiva — habilidades que ajudam a controlar pensamentos, emoções e ações, para atingir um objetivo. 

Obviamente, não é possível traze um bosque imenso para dentro da sua casa. Mas você pode usar alguns recursos para emular essa sensação, como:  

Saúde mental

design biofílico
Em muitos casos, o design biofílico constrói ao redor da planta, sem alterá-la (Projeto: Diogo Mendes Gonçalves/Foto: Keniche Santos)

Há diversos trabalhos que falam sobre como a biofilia afeta positivamente a saúde mental. 

Segundo o estudo Green and Blue Spaces and Mental Health, da Organização Mundial de Saúde (OMS), frequentar espaços verdes e azuis fazem muito bem para a saúde mental.  

Em entrevista ao Portal Drauzio Varella, o dr. Jair de Jesus Mari, psiquiatra e professor titular do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explicou um pouco mais sobre os benefícios da natureza na psique humana: 

“A relação evolutiva entre os seres humanos e a natureza explica por que nos sentimos mais relaxados em ambientes naturais. A exposição à natureza reduz os níveis de cortisol, regula a frequência cardíaca e diminui a pressão arterial, indicadores fisiológicos do estresse.” 

Mais produtividade 

A OMS já reconheceu o estresse no trabalho como uma das maiores causas de depressão

Por isso, a aplicação do design biofílico é muito importante não só nos espaços pessoais, mas, particularmente, em áreas produtivas, como escritórios e outros ambientes de trabalho

Problemas de saúde e falta de bem-estar também podem resultar em baixo desempenho e produtividade, perda de tempo de trabalho e aumento de custos. 

Por isso, incorporar elementos da natureza diretos ou indiretos no ambiente construído é fundamental. Isso ajuda a reduzir os níveis de estresse, a pressão arterial e a frequência cardíaca, ao mesmo tempo que aumenta o bem-estar geral. 

Quais são os pilares do design biofílico?

projeto com biofilia
Na natureza, a biofilia pode se misturar à arquitetura como se ambos fossem elementos intrínsecos (Projeto: Renata Lodi Cason)

Existem várias táticas que os arquitetos podem usar para incorporar os princípios de design biofílico. De acordo com o livro 14 Patternes of Biophilic Design (14 Padrões do Design Biofílico), há três categorias principais de biofilia, das quais se derivam os 14 padrões:  

Abaixo, separamos alguns exemplos práticos dentro desses grupos de como aplicar alguns padrões de biofilia em seus projetos: 

Da natureza ao espaço 

É a interação direta com a natureza, mas de formas distintas: observar o balançar das ondas do mar, as folhas caindo da árvore, as flores de um buquê. 

Ouvir o barulho da chuva, acariciar um cachorro ou provar frutas, apreciar canto dos pássaros e o farfalhar das folhas. 

Imagine ter elementos que remetam ao natural, como janelas que favorecem a circulação de ar e a luz solar, um espaço de leitura para ouvir o barulho da chuva, cobogós, além de plantas na decoração. 

Segundo o livro, há relatos de redução da pressão arterial e da frequência cardíaca ao observar a natureza. 

Analogias naturais

biofilia
A biofilia também estimula o uso de materiais naturais (Projeto: Jhennifer Francisca Mota

Formas e padrões biomórficos (referências simbólicas a arranjos que se repetem na natureza) deixam a arquitetura menos rígida e reta, já que a natureza "abomina" linhas sisudas. 

Outra forma de trabalhar essas formas é por meio do ângulo áureo, função matemática presente na natureza para formar o arranjo geométrico da distribuição de pétalas e sementes da maneira eficiente. 

Algumas formas de proporcionar essas analogias:  

Da natureza que proporciona o espaço

biofilia
Espaço amplo ou integrado estimula a circulação de ar (Projeto: Portobello

Este padrão conversa diretamente com o lado externo. Em vez de levá-lo para dentro de casa, é uma adaptação da estrutura interna para valorizar o que há ao redor. 

Aqui, vale apostar em uma forma de tornar o espaço mais amplo e que valoriza o verde. Janelas grandes para um belo jardim, plantas abertas, planos elevados, materiais transparentes e a criação de um quintal ou varanda ajudam a formar essa integração. 

Como implementar a biofilia na arquitetura 

Veja como implementar o design biofílico em projetos arquitetônicos. 

Acesso e vistas da natureza 

Alguns edifícios estão situados para oferecer vistas deslumbrantes do oceano ou uma abundância de árvores em uma paisagem arrebatadora, a partir das janelas. 

Com a diminuição dos espaços e o alto preço dos imóveis nos últimos anos, essa vista ficou reservada a pessoas de alto poder aquisitivo.  

Ao criar projetos para locais urbanos e mais industriais, os arquitetos podem optar por desenhar espaços de pátio com árvores, por exemplo, para fornecer aos ocupantes vistas agradáveis e acesso à natureza. 

Um bom quintal, por exemplo, merece uma área externa para que o morador possa aproveitar algum tempo de contemplação. Caso o espaço não seja muito amplo, uma varanda com jardim já cumpre esse papel. 

Ventilação natural

projeto com biofilia
O design biofílico privilegia a circulação de ar e luz naturais (Projeto: Bruno Brandini Arquitetos/Foto: Daniel Santo)

As pessoas que passam a maior parte do dia dentro de um escritório ou outro tipo de prédio, geralmente, fazem uma pausa para "tomar ar fresco". 

Contudo, é possível utilizar biofilia na arquitetura para garantir um espaço mais fresco, com melhor circulação de vento e luz solar. 

A ventilação ocorre pela constante movimentação entre ar quente e frio. Na arquitetura, o ar passa pelas entradas e se distribui no espaço. 

Quanto mais entradas a casa tiver, mais possibilidades de ventilação ela tem. Contudo, até mesmo essas aberturas precisam ser estrategicamente pensadas. 

Gratuita, renovável, saudável e sustentável, a ventilação natural pode ocorrer de duas formas:  

Cobogó

biofilia
O cobogó protege a casa sem interferir na circulação de ar e luz solar (Projeto: Bianca Rieg/Foto: Fabio Jr. Severo)

O cobogó é um importante elemento da biofilia no Brasil. Muito presente na arquitetura do Nordeste, o ornamento protege a casa e, ao mesmo tempo, permite que o ar e a luz solar circulem pelo ambiente. 

O elemento surgiu entre 1929 e 1930, em Recife. Seu nome é a combinação da primeira sílaba do sobrenome dos seus criadores: o português Amadeu Oliveira Coimbra, o alemão Ernest August Boeckmann e o brasileiro Antônio de Góis. Eles se inspiraram no muxarabi, elemento árabe igualmente vazado. 

Cobogó é um elemento vazado e modular que pode ser classificado como uma esquadria. Apesar de ser assentado com argamassa, não há amarração em suas juntas. 

Sua função é semelhante a de paredes; as aberturas trazem menos privacidade, mas auxiliam a ventilação natural. 

Iluminação natural 

O acesso à luz natural é um fator enorme no bem-estar dos ocupantes dos edifícios. Estimular a iluminação natural é essencial atualmente, já que, pelo excesso de calor e medo da exposição em excesso, as pessoas evitam sair ao sol.  

Embora fornecer muitas janelas seja a solução mais simples para isso, nem sempre é possível. 

As alternativas para resolver o problema incluem a implementação de tubos solares ou átrios de vários andares, que permitem que a luz natural difusa penetre nos espaços interiores. 

Acústica aprimorada

Projeto marquise do Minhocão
Projeto marquise do Minhocão pelo escritório Triptyque (Foto: Galeria da Arquitetura)

A qualidade do ar, da iluminação e até da paisagem ao redor afetam positivamente a saúde física e mental. Porém, um fator comumente negligenciado é a audição. 

Os ruídos constantes atrapalham o sono, aumentam os níveis de cortisol e, consequentemente, de estresse. 

Por esse motivo, o corpo vive em estado constante de alerta, como se estivesse preparado para algum ataque. Essa falta de descanso pode acarretar danos cardiovasculares, como o infarto do miocárdio e o agravamento de doenças crônicas. 

Os efeitos do barulho constante são semelhantes aos do fumo passivo, ou seja, de respirar a fumaça do cigarro constantemente. 

A arquitetura consegue controlar o ruído do sistema de climatização (como ventiladores e ar condicionado), outros equipamentos mecânicos, elevadores e moradores de edifícios por meio de recursos de design, como os painéis acústicos. 

As soluções biofílicas também incluem plantas internas estrategicamente posicionadas e fontes de água que ajudam a mascarar sons indesejados. 

Muro verde

design biofílico
O muro verde protege a casa e traz mais saúde ao morador (Projeto: Ricardo Macegoza)

O muro verde é uma estrutura vertical revestida com plantas, muito comum na área externa de uma casa. Atualmente, também é possível fazê-lo dentro de casa. O jardim vertical é uma versão "aprimorada" e compacta dessas paredes externas. 

Para que haja um crescimento saudável, é preciso fazer a instalação em painéis ou sistemas modulares, que permitem que as plantas cresçam e se desenvolvam de maneira saudável. 

Um sistema mais comum e simples, porém, é com a trepadeira, que é plantada no chão e cresce pela parede.  

Não é só beleza que o muro verde proporciona. Essa estrutura é uma parte importante da biofilia, pois traz uma grande extensão de plantas para casa sem ocupar espaço.  

O muro verde melhora a qualidade do ar, por colocar mais plantas ao redor da casa. Também evita pichações e dificulta o acesso à residência. Por fim, mantém a umidade mesmo em condições mais secas e períodos adversos. 

Telhado verde 

Assim como existe o muro verde, é possível fazer o mesmo com a cobertura da casa. O telhado verde é um sistema de construção no qual se implanta um jardim na parte externa do teto e, dessa forma, o edifício consegue aproveitar todas as vantagens da vegetação. 

Para fazer a escolha correta de plantas sem gerar problemas, como o crescimento exagerado de raízes ou o surgimento de infiltrações, é preciso contar com o trabalho de um profissional qualificado. 

O teto verde necessita de técnicas de impermeabilização e de plantio que só um especialista poderá resolver. 

O telhado verde traz uma série de benefícios ao ambiente. Conheça alguns:  

Espaço de descanso

design biofílico
O verde é extremamente importante para o descanso (Projeto Casa Sua + BSO/Foto: Luiz Franco)

O descanso é tão importante quanto o esforço para aumentar a produtividade. Um dos 14 padrões do design biofílico, o abrigo fala justamente da criação de um espaço para descanso ou cura, que permita descansar para, depois de algum tempo, voltar à vida normal. 

Segundo o artigo "14 Padrões do Design Biofílico", as funções comuns de um refúgio são:  

Geralmente, um refúgio não é totalmente fechado, mas fornece algum contato (visual ou auditivo) com o ambiente ao redor para vigilância. 

Uma varanda com espaço para leitura, por exemplo, permite olhar para o horizonte e, dependendo do tipo de plantas, ter contato com borboletas e pássaros.  

Materiais naturais e cores calmantes 

Na biofilia, quase todos os acabamentos refletem a natureza. Quando falamos de cores, essa percepção ocorre de diversas formas: há tons que trazem a ilusão de ambiente maior, menor, mais ventilado ou mais alto. 

Também é possível deixá-lo com um design mais biofílico apenas com variações de verde-bandeira. 

Para não ficar na mesma cor, utilize também tons terrosos, como marrom, caramelo, mostarda e areia. O azul e o branco trazem a ideia de céu e mar, em um ambiente estilo navy. 

Portobello e biofilia: sustentabilidade como fator essencial 

Pioneira em produção sustentável, a Portobello defende a biofilia, pois sabe como é essencial para a saúde humana incluir materiais ecológicos e técnicas inovadoras nos projetos. 

Conheça alguns projetos com design biofílico usando os produtos Portobello. 

Conexão entre ambiente exterior e interior

biofilia
Aberturas do cobogó permitem que as plantas cresçam (Projeto: Tambá

O objetivo do projeto foi conectar o exterior com o interior, mas sem prejudicar a privacidade da família. 

A fachaca de cobogó melhora a circulação de ar natural e proporciona um lar mais fresco. Além disso, permite o desenvolvimento de plantas — que, na Casa Brisa, também protegem a parte interna da casa. 

O projeto teve como conceito a integração de seu interior com a natureza exterior, sem comprometer a privacidade da família, unindo a sustentabilidade à riqueza plástica da arquitetura brasileira ao longo do tempo. 

Quarto refúgio

biofilia
Cores terrosas deixam a decoração mais orgânica (Projeto: Carol Del Piero)

A suíte Íntimo Sertão funciona como um refúgio. Com uma arquitetura integrada, a sala de banho fica em frente à cama, mas com espaço e estrutura suficientes para não molhar o quarto. 

A grande janela redonda permite que o hóspede curta a natureza enquanto está na banheira. 

Cores terrosas, plantas e materiais que reproduzem matérias-primas orgânicas são outras formas de trazer a biofilia para o projeto. 

Casa sustentável

casa em steel frame
Casa feita com estrutura de aço leve (steel frame) (Projeto: Paola Neubauer/Foto: @favarojr)

O projeto integra os quatro elementos da natureza — a terra, o fogo, a água e o ar — de maneira harmônica. Mas o mais interessante é que toda a sua construção conta com elementos sustentáveis, como:  

O ponto central do projeto é a preservação da árvore, que se mantém na parte interna da casa. 

Toda a construção foi feita ao seu redor, sem prejudicar sua saúde. Além disso, a abertura do teto permite que a vegetação continue recebendo iluminação solar. 

Ambientes amplos

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Plantas em locais estratégicos decoram e cuidam da saúde do morador (Projeto: Andrea Eiras)

Na casa Barra da Tijuca, a biofilia está em todos os detalhes. Os espaços amplos permitem uma boa circulação de ar e eliminação a sensação de sufocamento. 

As plantas e o uso de materiais naturais nos móveis e nas luminárias também trazem a natureza para dentro da casa. Atenção às aberturas e à porta vazada, que permitem a renovação do ar e a entrada de iluminação solar. 

O que pode parecer uma estratégia para parecer "verde" — o famoso greenwashing —, a biofilia é, na verdade, um cuidado com a saúde do morador. Ao trazer a natureza para a residência, a arquitetura reconecta o ser humano com a sua terra, o seu lar natural. 

E para saber mais sobre o assunto, entenda mais sobre arquitetura verde, a tendência que veio para ficar. 

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