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Bienal de Arquitetura Brasileira 2026: o morar em todos os biomas

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No Pavilhão das Culturas Brasileiras do Parque Ibirapuera, Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 propõe conexão (Projeto: Paula Martins Arquitetura / Fotos: Rafael Renzo)

A Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 (BAB) marca um momento histórico para o setor em sua primeira edição, em São Paulo. O evento acontece até 30 de abril e promete reunir marcas, profissionais, estudantes e entusiastas em uma experiência imersiva. 

O evento recebe mais de 160 mil visitantes no Pavilhão das Culturas Brasileiras do Parque Ibirapuera.

Com a proposta de aproximar a arquitetura do cotidiano das pessoas, a Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 une ideias e soluções que refletem a diversidade cultural e territorial do país. 

São mais de 40 escritórios envolvidos, palestras, exposições e ambientes interativos para mostrar que a arquitetura vai muito além das obras: ela é uma ferramenta essencial para melhorar a qualidade de vida.

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Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 democratiza a arquitetura

No Pavilhão das Culturas Brasileiras do Parque Ibirapuera, Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 propõe conexão (Foto: Adriano Pacelli)

O objetivo central da Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 é promover a arquitetura como um bem acessível, relevante e necessário para o cotidiano da população. 

A proposta parte da ideia de que o projeto arquitetônico deve estar presente em diferentes escalas da vida, da casa às cidades, influenciando diretamente o bem-estar das pessoas.

Mais do que uma exposição, a Bienal foi concebida como uma plataforma de difusão cultural, educação e inovação, reunindo profissionais, estudantes, indústria e público em geral. 

A iniciativa também procura incentivar um olhar consciente sobre o planejamento dos espaços, reforçando que a arquitetura pode ser uma aliada na construção de ambientes mais funcionais, sustentáveis e humanos.

Uma Bienal com brasilidade

Instalada em um edifício projetado por Oscar Niemeyer e cercado por jardins idealizados por Roberto Burle Marx, a Bienal dialoga com a história da arquitetura brasileira enquanto apresenta perspectivas para o futuro. 

Portanto, embora aconteça em São Paulo, o evento foi pensado para representar todo o território nacional. 

Arquitetos e escritórios de diferentes regiões participam da mostra, trazendo criações que refletem as identidades culturais, sociais e climáticas de cada parte do Brasil.

Essa conexão entre território e arquitetura é reforçada pela divisão dos pavilhões em biomas brasileiros — uma escolha que evidencia a relação entre natureza e modos de habitar.

Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal servem como base conceitual para explorar as diversas realidades do país e revelar a riqueza da produção arquitetônica nacional.

Pavilhões e biomas da Bienal de Arquitetura Brasileira 2026

Um dos grandes destaques da Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 é o conjunto de pavilhões temáticos inspirados nos biomas brasileiros. 

Cada espaço apresenta ambientes criados por arquitetos de diferentes estados, que traduzem características climáticas, culturais e materiais de suas regiões.

A escolha dos 24 projetos aconteceu por meio de uma concorrência aberta, colaborativa e criteriosa. 

Além de valorizar a diversidade do país, esses ambientes demonstram como matérias-primas podem ajudar a construir narrativas arquitetônicas únicas.

Mata Atlântica

A diversidade da Mata Atlântica se reflete em ambientes que exploram materiais, cores e texturas inspirados na paisagem e na cultura das regiões representadas. Para esse pavilhão, foram selecionados os projetos:

Nos ambientes deste bioma na Bienal de Arquitetura Brasileira 2026, diferentes produtos Portobello também foram usados. 

No espaço dedicado ao Espírito Santo, o projeto do escritório Letícia Finamore Arquitetura usa o revestimento Superquadra Concreto 120x120 cm com acabamento natural. A proposta aposta em uma linguagem contemporânea e minimalista, valorizando superfícies amplas e contínuas.

O ambiente que representa o Rio de Janeiro, assinado por Paula Martins Soares, traz o Giverny Rouge Mix 20x20 cm com acabamento natural. A escolha cria um jogo cromático vibrante, que dialoga com a energia e a expressividade da arquitetura carioca.

Outro destaque é o Pavilhão de Santa Catarina, onde o arquiteto Jefferson Branco usou Liverpool Burgundy 7x24,4 cm, trazendo um toque sofisticado e acolhedor ao espaço.

Já no ambiente dedicado a São Paulo, o projeto do escritório Os Gêmeos Arquitetura e Engenharia usa o revestimento Materia_prima Verde 30x120 cm com acabamento natural, criando um espaço que conecta urbanidade e natureza.

Jardim interno com vegetação de Mata Atlântica e revestimentos em tons terrosos no entorno
No projeto de Os Gêmeos Arquitetura e Engenharia, bioma ganha representação em jardim interno (Imagem: Divulgação/BAB)

Pampa

O pavilhão do Pampa reúne ambientes que traduzem a atmosfera do sul do país, explorando tons sóbrios e referências à paisagem aberta e às tradições culturais da região. O projeto selecionado para essa representação foi:

Pantanal

Inspirado pela paisagem alagada e pela biodiversidade, o pavilhão do Pantanal apresenta projetos que exploram materiais naturais e composições sofisticadas:

No espaço que representa Mato Grosso do Sul, o escritório Deborah Nazareth Arquitetos usa os revestimentos Pi Plano Azul 10x30 cm (mate) e Mandorla da Milano 160x160 cm com acabamento natural e tecnologia Super Touch. O contraste entre tonalidades e texturas cria um ambiente contemporâneo e elegante.

Já o projeto que representa Mato Grosso, assinado pelo escritório Ohma, é rico em materiais. O ambiente utiliza revestimentos Gouache Sauge, Cobogó Mundaú, além do Barlavento nas cores Caribbean e Blanc (14,5x14,5 cm) com acabamento externo.

O espaço também incorpora o Oh!take Mountain 120x120 cm com acabamento natural e o Cobogó Mundaú, criando uma composição que combina elementos vazados, superfícies amplas e cores inspiradas na paisagem pantaneira.

Amazônia

Living em tons terrosos e detalhes em formas orgânicas
Brasilidade ganha expressão em Casa Território (Imagem: Divulgação/BAB)

O pavilhão dedicado à Amazônia reúne projetos que exploram a relação entre arquitetura, natureza e identidade regional. Durante a visita, será possível conhecer os seguintes ambientes:

Para materializar esses espaços, diferentes produtos Portobello foram usados. 

No ambiente que representa o Pará, o escritório Studio Tuca apostou no revestimento Materia_prima Terracota no formato 30x120 cm com acabamento natural. A escolha reforça uma estética quente e orgânica, conectada às cores da terra e à atmosfera amazônica.

Já o espaço que representa Roraima, assinado por Rayresson Rocha, Estudio Modullus e Jacqueliny Ramires, aposta em uma combinação de texturas e formatos para criar uma atmosfera contemporânea.

O projeto usa quatro produtos Portobello: Superquadra Cru 90x90 cm (natural), Cambridge White 7x26 cm, Woodstock Blend 7x26 cm e Neotropical Grey Mix 20x20 cm (natural), compondo superfícies que equilibram rusticidade e sofisticação.

Cerrado

O pavilhão da Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 do Cerrado apresenta ambientes que valorizam a diversidade paisagística do bioma, com composições que evocam a força da vegetação nativa, os tons terrosos da região e a riqueza cultural do Brasil central. Tudo isso é materializado nos projetos:

Caatinga

Living integrado com cozinha e sala de jantar, com parede de vidro ao fundo que dá vista para área verde
Casa Pernambuco explora texturas para representar a caatinga (Imagem: Divulgação/BAB)

O pavilhão da Caatinga apresenta ambientes que exploram cores quentes, texturas marcantes e referências culturais do Nordeste brasileiro. Para este bioma, foram selecionados os projetos:

A expressão desse bioma ganha vida com produtos Portobello, como no projeto do escritório ARK Arquitetura e Interiores representando o Ceará, que usa Woodstock Blend 7x26 (mate) e Gouache nas cores Bleu Jour, Sesame e Caramel, todos no formato 15,5x15,5 cm com acabamento brilho. A combinação cria superfícies expressivas que dialogam com a paleta vibrante da região.

No ambiente que representa Sergipe, assinado pelo Mangaba Estúdio, os revestimentos Materia_prima Marrom e Terracota, ambos no formato 30x120 cm com acabamento natural, reforçam uma estética ligada aos tons terrosos da paisagem nordestina.

O espaço dedicado a Pernambuco, criado pelo escritório Thayná Padilha Arquitetura, usa Gouache Cognac 15,5x15,5 cm (brilho) e Lombarda Massima Alpina 120x120 cm com tecnologia Super Touch, fazendo um contraste entre brilho, textura e grandes superfícies.

Já no ambiente que representa o Rio Grande do Norte, o estúdio rodrarq utiliza Gouache nos tons Brugnon, Brume e Sesame, também no formato 15,5x15,5 cm, criando composições gráficas e coloridas.

Visite a Bienal de Arquitetura Brasileira 2026

Quem deseja conhecer de perto os ambientes e as experiências da Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 pode visitar o evento durante pouco mais de um mês no Parque Ibirapuera. 

Veja as principais informações:

São mais de 20 mil m² de área expositiva e 28 pavilhões para explorar. Os visitantes vão passar por instalações arquitetônicas e ambientes imersivos, além de poder assistir a palestras e participar de eventos com profissionais do setor.

Por lá, também há espaços de convivência e gastronomia para relaxar, fazer contatos e aproveitar o passeio.

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