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Síndrome de Stendhal, a síndrome da beleza das artes

A que ponto o poder de uma obra de arte nos envolve? A beleza da arquitetura, das histórias e das artes em Florença, na Itália, deixou grandes vestígios em muitas pessoas! Confira esse efeito curioso no post a seguir.
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Sabemos da importância de admirar e nos inspirar em pedaços da história, obras de artistas renomados e construções arquitetônicas de grandes arquitetos. Um fator curioso que nem muitos sabem é que o poder desta envolvência pode ir muito mais além.

Síndrome de Stendhal
Florença, na Itália, é a cidade que mais registra casos da Síndrome de Stendhal (Imagem: Pixabay)

A Síndrome de Stendhal é um transtorno psicossomático que se manifesta com um sentimento de mal-estar generalizado ao se deparar com tamanha beleza e grandiosidade artística ou arquitetônica. Também conhecida como "Síndrome de Florença", já que é a cidade que registra o maior número de casos.

Capela Sistina em Roma
Capela Sistina em Roma (Imagem: Pixabay)

Ela pode afetar pessoas que são especialistas ou não no campo da arquitetura e das artes, e o sujeito afetado permanece em êxtase contemplativo emocional muito envolvente, na presença de uma enorme beleza.

Você já sentiu algo parecido? Visitar lugares que sonhamos em conhecer e obras que admiramos, de artistas renomados e verdadeiros ídolos, é uma experiência única, principalmente para quem trabalha com setores ligados à criatividade.

A grande impressão, causada por estar em um cenário que fez parte da história, transmite uma sensação única.

Síndrome de Stendhal
Igreja Santa Croce em Florença, onde foi registrado o primeiro caso da Síndrome de Stendhal (Imagem: Pixabay)

Como arquiteta e designer, não consigo me esquecer de alguns momentos: a primeira vez em que me deparei com a grandiosidade do Duomo de Florença, quando entrei na Capela Sistina e pude ver de perto os mínimos detalhes; a perfeição de pinturas que estudei por tantos anos; e quando visitei diversas obras do meu grande inspirador, Mies Van der Rohe em Chicago. São realmente instantes únicos, e consigo compreender as pessoas que são afetadas pela síndrome.

Geralmente os efeitos da síndrome são leves e transitórios e atingem normalmente pessoas entre 24 e 40 anos. Pessoas que já passaram por isso relatam que ficaram maravilhadas com tamanha beleza das obras de arte ou da arquitetura que observaram e alguns dizem que não se sentiam mais em seu próprio corpo.

A grandiosidade do Duomo de Florença também pode causar essa sensação
A grandiosidade do Duomo de Florença também pode causar essa sensação (Imagem: Pixabay)

Mas afinal, você sabe por que é chamada de síndrome de Stendhal?

A primeira evidência de manifestações de mal-estar diante de uma obra de arte nos foi relatada pelo escritor francês Marie-Henri Beyle, também conhecido como Stendhal que, em 1817, falou sobre isso em seu livro "Roma, Nápoles e Florença". Ao visitar a igreja de Santa Croce, em Florença, ele atingiu um nível de emoções e sensações celestiais dadas pelas artes e os sentimentos apaixonados que se encontraram.

Síndrome de Stendhal
A Síndrome de Stendhal é sempre registrada em lugares com grande obras de arte (Imagem: Pixabay)

Mas só muitos anos depois o transtorno foi analisado e classificado pela primeira vez pela psiquiatra Graziella Magherini. Ao estudar uma amostra de 106 turistas estrangeiros em visita a Florença, todos afetados por um desconforto de curto prazo apresentado logo após a chegada na cidade e na correspondência com visitas a museus ou obras de arte. Distinguir e classificar todos os sintomas certamente não foi fácil, especialmente pelas nuances e intensidade com que os próprios se manifestaram.

E você, já sentiu algo parecido? Compartilhe com a gente!

Quais obras de arte ou construções arquitetônicas te tiram suspiros?

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  1. Vivi uma emoção intensa, a ponto de nao conseguir conter as lágrimas diante da beleza das esculturas de Bernini, numa exposição (500 anos de Bernini) em Vila Borghese, Roma. Acho que era maio de 1998 (ou 1997). Senti um tipo de "arrebatamento"!!! Foi incrível!

  2. Eu não nutria expectativas por Florença, e
    não me senti mal , senti uma emoção forte, estranha na praça do Palácio Vecchio em Florença, não conseguia parar de chorar. Foi bem estranho. Sempre contei o acontecido para as pessoas. Em Roma , meus filhos, meu marido e eu sentimos outro tipo de emoção, uma tensão, um clima denso, pesado.

  3. Passei mal e tive de me sentar, sem conseguir parar de chorar, quando vi a pintura “O império das luzes”, de Magritte, na Coleção Peggy Guggenheim, em Veneza.
    E tive uma reação muito estranha, depois de visitar o Museu Van Gogh, em Amsterdam, pela primeira vez: saí de lá com 40° de febre. Muito estranho.

Luiza Vegini
Colunista
Correspondente internacional

Luiza Vegini, correspondente internacional Portobello em Florença. Arquiteta e Urbanista, mestre em design de...

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