03.07.2023
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exposição Pedra Viva
A exposição Pedra Viva, no Mube, traz ao público de São Paulo peças arqueológicas provenientes do Parque Nacional Serra da Capivara, que ocupa 130 mil hectares no sudeste do Piauí (Foto: Mube)

O que fazer em São Paulo em julho

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03.07.2023
Neste mês de férias, a cena cultural da capital paulista tem atrações incríveis para quem ama exposições. A programação conta com arte contemporânea, mostras imersivas e até arte rupestre vinda diretamente da Serra da Capivara, no Piauí. Quer outra boa notícia? Tudo isso tem entrada gratuita
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1| Arte rupestre da Serra da Capivara no Mube

peças cerâmicas e amostras de pintura rupestre
134 peças, entre cerâmicas e amostras de pintura rupestre, ocupam o museu. A exposição é também uma homenagem a arqueóloga Niède Guidon, uma das criadoras do Parque Nacional Serra da Capivara  (Foto: Mube) 

O Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, reúne a maior quantidade de sítios arqueológicos das Américas: são 1,3 mil registros de arte rupestre, o que indica a presença humana pré-histórica no local. É um pouquinho deste tesouro mundial, declarado patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, que pode ser conhecido na exposição Pedra Viva: Serra da Capivara, o legado de Niède Guidon, em cartaz no Mube – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia, em São Paulo. A mostra conta com 134 peças arqueológicas. O conjunto inclui desde artefatos cerâmicos, até fragmentos de pedra com pinturas rupestres, de cerca de 12 mil anos de idade. Além de disseminar a importância da preservação destas peças, a exposição é uma homenagem a Niède Guidon, visionária arqueóloga franco-brasileira que ajudou a criar o Parque Nacional na década de 1970. Do lado de fora do museu, mais surpresas para os visitantes: um projeto paisagístico assinado pelo botânico e paisagista Ricardo Cardim arremata a exposição. Com espécies nativas da Caatinga e da Mata Atlântica, ele criou espaços que remetem ao cenário natural da Serra da Capivara.

Serviço
Período: até 6 de agosto
Entrada gratuita
Horários: de terça a domingo, das 11h às 17h
Localização: Rua Alemanha, 221, Jardim Europa
Dica: todo domingo, às 11h, o Mube oferece uma visita guiada à exposição. A iniciativa é gratuita e, para participar, basta se inscrever pelo site do museu. Vagas limitadas. 

2| Studio Drift no CCBB 

luzes em exposição vida em coisas
A mostra Vida em Coisas, do Studio Drift, ocupa todos os andares do CCBB, além do novo anexo do prédio (Foto:Divulgação/Reprodução)

Fundado em 2007 pelos artistas holandeses Lonneke Gordijn (1980) e Ralph Nauta (1978), o Studio Drift é um uma dupla criativa multidisciplinar que pesquisa como o uso da tecnologia pode evidenciar fenômenos da natureza e da sociedade. Em sua primeira exposição no Brasil, eles revelam ao público a intersecção entre arte e design que permeia todo o seu trabalho, em obras que conectam o mundo natural ao artificial, utilizando especialmente jogos de luz, vídeos e movimentos. As instalações e esculturas cinéticas estimulam os sentidos e encantam com delicadeza, como a obra Fragile Future, que mistura luz de LED com plantas dente-de-leão, ou ainda Cadeira Banquete, obra inédita feita em parceria com o Estúdio Campana. As peças ocupam os andares do edifício principal do CCBB, além do novo anexo da instituição. A curadoria é de Alfons Hug e Marcelo Dantas.

Serviço
Período: até 7 de agosto
Entrada gratuita
Horários: quarta a segunda-feira, das 9h às 20h
Localização: Rua Álvares Penteado, 112, Centro
Dica: os ingressos são liberados na sexta-feira da semana anterior de cada final de semana às 12h, no site

3| Arte imersiva no Sesc Avenida Paulista

arte colorida, coletivo avaf
O coletivo Avaf criou mostra imersiva com seus coloridos trabalhos das últimas duas décadas (Foto: Reprodução/Divulgação) 

Alterações vividas absolutamente fantasiosas é o nome da instalação interativa e imersiva em cartaz no Sesc Avenida Paulista, assinada por Avaf – Assume Vivid Astro Focus. O coletivo de artistas cria, desde 2001, obras coloridíssimas, com jogo de formas e luzes. Para eles, além de serem instrumentos universais de comunicação e de transmissão de energia, as cores podem ser usadas no confronto de códigos culturais e políticos. A mostra atual é uma retrospectiva de trabalhos do grupo, organizados em forma de um labirinto. Ali podem ser vistos seus vídeos e papéis de parede produzidos nos últimos 20 anos. Entre elementos figurativos  e abstratos, o ambiente labiríntico propõe a aproximação entre o mundo exterior e a interioridade, o presente e o passado, a arte e o eu, de maneira que cada indivíduo pode experienciar e sentir a mostra de uma série de maneiras diferentes.

Serviço
Período: até 30 de julho
Entrada gratuita
Horários: terça a sexta, das 10h às 21h30; sábado, das 10h às 19h30; domingo e feriado, das 10 às 18h30
Localização: Avenida Paulista, 119, Bela Vista
Dica: a mostra ocupa o 5º andar do prédio. A exposição é inclusiva: tem recursos táteis vestíveis, audioguia com audiodescrição, vídeolibras, textos curatoriais e institucional em braile, piso tátil e maquete tátil do espaço expositivo. 

4| Fotografia e desenho no IMS

rtista portuguesa Helena Almeida
Temas como gênero e autorrepresentação marcam as obras da artista portuguesa Helena Almeida. Acima, pintura Habitada, 1975. Coleção Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto, aquisição em 1999. (Foto:reprodução/divulgação)

A renomada artista visual portuguesa Helena Almeida (1934-2018) tem obras expostas em sua primeira mostra individual no Brasil, no Instituto Moreira Salles. Sob curadoria de Isabel Barros, a antologia exibe trabalhos produzidos entre 1969 e 2018, em uma seleção que utiliza a fotografia e o desenho como suporte conceitual para as criações. São peças que abordam temas recorrentes na produção de Almeida, como gênero, o processo artístico em si e a autorrepresentação. É esta constante reiteração da sua condição de mulher e artista, que  mantém obras atuais e reforça sua relevância histórica.

Serviço
Período: até 24 de setembro
Entrada gratuita
Horários: terça a domingo e feriados, das 10h às 20h
Localização: Avenida Paulista, 2424, Bela Vista

5| Arte dos séculos 20 e 21 no Instituto Tomie Ohtake

Vendedora de Flores (detalhe da obra), cerca de 1947, de Djanira da Motta e Silva
Acima, Vendedora de Flores (detalhe da obra), cerca de 1947, de Djanira da Motta e Silva (óleo sobre tela, MASP – Doação Orandi Momesso), é uma das pinturas que integram esta mostra de grandes artistas dos séculos 20 e 21 no Instituto Tomie Ohtake (Foto: reprodução/divulgação)  

Uma das propostas das exposições organizadas pelo Instituto Tomie Ohtake é dar acesso ao grande público a obras de artistas consagrados e que, por pertencerem a coleções particulares, acabam sendo pouco exibidas. Este é o mote da mostra Coleção Imaginária de Paulo Kuczynski, que reúne cerca de 200 peças assinadas por 39 artistas dos séculos 20 e 21. Marchand e colecionador, Kuczynski mantém seu escritório de arte desde 1974 e trabalha especialmente com artistas brasileiros modernistas, concretistas e neoconcretistas. O acervo da atual exposição conta com nomes que vão desde Eliseu Visconti até Adriana Varejão, passando por  Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Candido Portinari, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Frans Krajcberg, entre uma série de outros, com imensa variedade de estilos e poéticas. A curadoria é de Jacopo Crivelli, crítico de arte italiano radicado em São Paulo. 

Serviço
Período: até 13 de agosto
Entrada gratuita
Horários: terça a domingo, das 11h às 20h
Localização: Rua Coropé, 88, Pinheiros
Dica: Aproveite a visita ao local e veja também a mostra Walmor Corrêa – sobre pássaros, sinapses e ervas energéticas, que reúne obras produzidas desde 2000 pelo  artista-pesquisador Walmor Corrêa. Em cartaz até 20 de agosto.

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