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Bienal Sesc_Videobrasil
Criada em 1983, a 22ª Bienal Sesc_Videobrasil está celebrando quatro décadas. Além de vídeos, a mostra tem obras têxteis, pinturas, instalações e fotografias assinadas por artistas de todos os continentes (Foto: Acervo Videobrasil/Ricardo Amado)

O que fazer em São Paulo em fevereiro

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01.02.2024
Fevereiro não é só carnaval: a capital paulista também pulsa cultura em outras expressões. Aproveite para conferir exposições imperdíveis espalhadas pela cidade durante este mês, como a Bienal Sesc_Videobrasil, que está celebrando seus 40 anos de existência. Outras ótimas opções de passeios incluem o recém-inaugurado Espaço Herculano Pires, no Itaú Cultural; a mostra dos artistas Yente e Del Prete, no Instituto Tomie Ohtake; o hiperrealismo de Giovani Caramello, na Caixa Cultural; e a história do chá japonês, na Japan House
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1| Bienal Sesc_Videobrasil no Sesc 24 de Maio

Os vídeos têm presença de destaque na mostra e são apresentados tanto em instalações de grande escala, nas paredes, como em monitores e tablets
Os vídeos têm presença de destaque na mostra e são apresentados tanto em instalações de grande escala, nas paredes, como em monitores e tablets (Foto: Acervo Videobrasil/Ricardo Amado)

A Bienal Sesc_Videobrasil se consolidou, nos últimos 40 anos, como a principal iniciativa de videoarte do Brasil. O poeta baiano Waly Salomão (1943-2003) é autor da frase “A memória é uma ilha de edição”. A partir deste mote, a 22ª edição da mostra provoca o público com  questionamentos sobre a relação entre lembrança e esquecimento. Estão expostos 140 trabalhos, incluindo obras têxteis, pinturas, instalações, fotografias e vídeos, assinados por 60 artistas de todo o mundo e pertencentes a diferentes gerações. Em comum, as obras desafiam as concepções de tempo e memória. Para completar, em celebração aos 40 anos de existência da Bienal, foi montada uma mostra especial que abrange toda sua história e convida a pensar sobre a importância do vídeo, que está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas. A direção artística é de Solange Farkas (criadora da Bienal nos anos 1980), e a curadoria é assinada por Raphael Fonseca e Renée Mboya. 

Serviço
Período: até 25 de fevereiro
Entrada gratuita
Horários: terça a sábado, das 9h às 21h; domingo e feriado, das 9h às 18h
Localização: Rua 24 de Maio, 109, República
Dica: a mostra ocupa o 5º andar, no Espaço Expositivo. Ao visitar o local, não deixe de reparar na arquitetura: o Sesc 24 de Maio fica em um prédio cujo projeto arquitetônico de adaptação foi realizado por Paulo Mendes da Rocha junto ao Estúdio MMBB Arquitetos.

2| Moedas, cédulas e selos no Itaú Cultural

A sala com paredes azuis é um ponto de destaque da mostra.  Ali, ao som de música instrumental de compositores do início do século 20, como Chiquinha Gonzaga, Villa-Lobos e Pixinguinha, o visitante aprecia as peças mais raras da exposição
A sala com paredes azuis é um ponto de destaque da mostra.  Ali, ao som de música instrumental de compositores do início do século 20, como Chiquinha Gonzaga, Villa-Lobos e Pixinguinha, o visitante aprecia as peças mais raras da exposição (Foto: Estúdio Risco/Divulgação)

No final do ano passado, o Itaú Cultural inaugurou uma nova mostra permanente, que vale a visita. O Espaço Herculano Pires – Arte no Dinheiro é um vasto acervo de moedas, medalhas, cédulas e selos, tudo exposto em fino diálogo com obras de arte contemporâneas, com curadoria de Vagner Porto, mestre e doutor em arqueologia. Os mais de 2,9 mil itens narram a história do Brasil de maneira complexa e interessante, ao longo de uma área de 278 metros quadrados. A exposição conta ainda com recursos tecnológicos, como a ampliação visual, que permite observar os detalhes das menores peças. A sala com paredes azuis é um ponto de destaque da mostra, onde, ao som de música instrumental, estão expostos os itens mais valiosos e raros da coleção, a exemplo da moeda cunhada em 1822 no Rio de Janeiro em comemoração à ascensão de D. Pedro I ao trono como imperador do Brasil: atualmente existem apenas 16 dessas no país. O novo espaço expositivo do Itaú Cultural homenageia Herculano de Almeida Pires (1905-1983), que foi membro do Conselho de Administração do Banco Itaú e contribuiu para a numismática (estudo de cédulas, moedas e medalhas) e a filatelia (estudo e o colecionismo de selos postais) no Brasil. 

Serviço
Período: exposição permanente
Entrada gratuita
Horários: terça a sábado, das 11h às 20h; domingos e feriados, das 11h às 19h
Localização: Avenida Paulista, 149, Bela Vista
Dica: o Espaço Herculano Pires – Arte no Dinheiro ocupa o 6º andar do Itaú Cultural. Vale conhecer também a outra mostra permanente do local, no Espaço Olavo Setubal (no 4º e 5º andares). 

3| Arte argentina no Instituto Tomie Ohtake

A obra Fracción con elementos geométricos (1949, óleo sobre tela), do artista Juan Del Prete é uma das mais 150 peças expostas no Instituto Tomie Ohtake
A obra Fracción con elementos geométricos (1949, óleo sobre tela), do artista Juan Del Prete é uma das mais 150 peças expostas no Instituto Tomie Ohtake (Foto: divulgação) 

Os artistas Eugenia Crenovich (1905-1990), mais conhecida como Yente, e Juan Del Prete (1897-1987) são o centro da nova exposição em cartaz no Instituto Tomie Ohtake. Ela, natural de Buenos Aires, graduada em filosofia e caçula de uma família judia abastada de origem russa; ele, imigrante italiano e artista autodidata. Juntos, formaram um casal que conviveu em intensa sinergia criativa na Argentina durante mais de 50 anos, mas, curiosamente, nunca expuseram seus trabalhos lado a lado, em uma mostra apenas deles. Yente – Del Prete: Vida venturosa, reúne os dois nomes em uma exposição pela primeira vez, com seleção de mais de 150 obras, entre pinturas, esculturas, tapeçarias e desenhos. As peças, que datam de 1930 a 1980, abrangem diversos estilos e são marcadas pela experimentação de materiais. A mostra foi originalmente montada em 2022 no Malba – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, e, agora, chega ao Brasil graças à parceria com o Instituto Tomie Ohtake.

Serviço
Período: até 18 de fevereiro
Entrada gratuita
Horários: terça a domingo, das 11h às 19h
Localização: Rua Coropés, 88, Pinheiros
Dica: outra ótima mostra em cartaz no local é Máscaras e Flôrs: os papéis de Tomie Ohtake (até 5 de maio), que reúne não obras de arte, mas sim papéis, documentos e revistas do acervo pessoal da artista, presentes em sua casa-ateliê.

4| A cultura do chá, na Japan House

Batizada de Tsuginote Tea House, esta casa de chá de madeira é um projeto assinado pelo arquiteto japonês Kei Atsumi e pelo arquiteto francês Nicholas Préaud, com técnicas de impressão 3D em sua construção. O exemplar está exposto na Japan House, na mostra sobre a história e a tradição do chá verde japonês
Batizada de Tsuginote Tea House, esta casa de chá de madeira é um projeto assinado pelo arquiteto japonês Kei Atsumi e pelo arquiteto francês Nicholas Préaud, com técnicas de impressão 3D em sua construção. O exemplar está exposto na Japan House, na mostra sobre a história e a tradição do chá verde japonês (Foto: Marina-Melchers/divulgação) 

A Japan House é a casa da cultura japonesa em São Paulo e sempre traz exposições de variadas expressões culturais. O tema da vez é o chá verde japonês (ninhoncha), um importante elemento cultural nipônico. Das curiosidades de cultivo das plantas até a cerimônia de apreciação da bebida, a mostra reúne a história do chá, hábitos de consumo, utensílios tradicionais e contemporâneos desenhados por designers, além de exibir uma casa de chá inovadora, projetada com mais de 900 peças feitas com madeira de descarte, que se fixam a partir de encaixes, sem uso de cola, pregos ou parafusos. E as surpresas não param por aí – há ainda uma uma instalação botânica dentro da mostra, com exemplares de Camellia Sinensis, a espécie que dá origem às diferentes variedades do chá tão consumido no Japão.

Serviço
Período: até 4 de abril
Entrada gratuita
Horários: terça a sexta, das 10h às 18h; sábado, domingo e feriado, das 10h às 19h
Localização: Avenida Paulista, 52, Bela Vista
Dica: visite também outra mostra em cartaz atualmente na Japan House: Convivendo com Robôs. A exposição retrata o desenvolvimento dos robôs japoneses e traz ao público brasileiro reflexões sobre estas máquinas incorporadas à cultura japonesa. Até 31 de março, no piso térreo.

5| Hiper-realismo na Caixa Cultural

Desdobramento é uma das obras hiper-realistas do artista plástico Giovani Caramello, em exposição na Caixa Cultural
Desdobramento é uma das obras hiper-realistas do artista plástico Giovani Caramello, em exposição na Caixa Cultural (Foto: divulgação)  

A mostra Hiper-realismo no Brasil, do jovem artista plástico paulista Giovani Caramello, chega a São Paulo (SP) após temporada em Curitiba (PR). A exposição traz ao público dez esculturas contemporâneas, feitas entre 2017 e 2022, com silicone e bronze. Elas reproduzem figuras humanas de maneira expressiva e fascinante, que inevitavelmente chamam para uma observação mais próxima. A linguagem hiper-realista adotada por Caramello encanta e, ao mesmo tempo, convida a pensar sobre o tempo, a efemeridade e a fragilidade da vida humana. Ele, que iniciou a carreira como artista digital em 2013, interessou-se pela escultura tradicional, feita à mão, e apaixonou-se pela área. Agora, dedica-se à arte hiper-realista e sua obra já faz parte do acervo do MAR – Museu de Arte do Rio de Janeiro.

Serviço
Período: até 18 de fevereiro
Entrada gratuita
Horários: terça a sábado, das 10h às 18h; domingo e feriado, das 9h às 17h
Localização: Praça da Sé, 111, Centro

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