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Acima, vista da SP–Arte no Pavilhão da Bienal em 2023
Acima, vista da SP–Arte no Pavilhão da Bienal em 2023. Este ano, a feira celebra duas décadas de história (Foto: divulgação SP–Arte 2023)

O que fazer em São Paulo em abril

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01.04.2024
As temperaturas começam a cair no outono paulistano, mas a cena cultural da cidade está quentíssima. A SP–Arte é o grande destaque do mês: como de costume, a feira acontece no Pavilhão da Bienal e, este ano, comemora duas décadas de existência. Outras mostras que valem a visita são A CASA na Moda, com peças feitas de tecidos tradicionais brasileiros (no museu A CASA), Mário de Andrade (no MASP), fotografias do Pantanal (no Instituto Tomie Ohtake) e Lygia Clark (na Pinacoteca)
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1| SP–Arte, no Pavilhão da Bienal

Além de obras de arte, a SP–Arte conta com espaços dedicados à exposição de design assinado
Além de obras de arte, a SP–Arte conta com espaços dedicados à exposição de design assinado (Foto: divulgação SP–Arte 2023)

Há duas décadas, a SP–Arte tem papel fundamental no desenvolvimento do mercado artístico brasileiro, sendo a maior feira de arte e design da América do Sul. O evento de 2024 apresenta galerias brasileiras renomadas, como Fortes D’Aloia & Gabriel, Luisa Strina, Mendes Wood DM, Millan e Nara Roesler, além de uma geração de galerias mais novas, a exemplo de Gomide&Co, Verve, Central e Superfície. A feira conta ainda com grandes galerias internacionais, como Continua (Itália), Herlitzka & Co (Argentina), Sur, Galería de Las Misiones e Piero Atchugarry (Uruguai) e RGR (México). Já a área dedicada ao design é contemplada por espaços de nomes como Etel, Firma Casa e ,ovo, além de uma exposição com curadoria de Livia Debbane, que terá entre as peças o Cobogó Mundaú, design de Marcelo Rosenbaum e Rodrigo Ambrosio para a Portobello. A marca também participa de um ambiente criado por Taissa Buescu, com o revestimento Soma, assinado por Nadezhda e Paulo Mendes da Rocha.

Serviço
Período: 3 a 7 de abril
Ingresso: R$ 40 (meia) e R$ 80 (inteira)
Horários: quarta apenas para convidados; quinta e sexta, das 13h às 20h; sábado e domingo,  das 11h às 19h
Localização: Pavilhão da Bienal, Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n, Ibirapuera
Dica: Visitas guiadas poderão ser realizadas de quinta a domingo, entre 13h e 19h (no final de semana, entre 13h e 18h). As visitas guiadas devem ser informadas com antecedência de pelo menos 3 dias, via e-mail ([email protected]), com o assunto “Visita guiada”.

2| Moda no Museu A CASA

A mostra exibe criações de grandes estilistas com uso de chita e de renda brasileira
A mostra exibe criações de grandes estilistas com uso de chita e de renda brasileira (Foto: Guilherme Licurgo/Divulgação)

O museu A CASA do Objeto Brasileiro, fundado há 27 anos, é reconhecido por valorizar e promover produções artesanais e o design nacional. Este ano, sua mostra inaugural é sobre moda e reúne parte do acervo montado pela instituição ao longo das últimas décadas. São exibidas ao público peças que celebram a cultura popular brasileira, produzidas com chita e rendas de várias regiões do país – tudo assinado de maneira colaborativa por artesãos e estilistas. Com curadoria de Renata Mellão e Sonia Kiss, A CASA na Moda sintetiza duas mostras realizadas ali anteriormente: A Chita na Moda (2005) e Renda-se (2015). Ao todo, são 17 criações, dos estilistas Adriana Barra, André Lima, Glória Coelho, Karla Girotto, Lino Villaventura, Marcelo Sommer, Reinaldo Lourenço, Ronaldo Fraga, Samuel Cirnansck e Walter Rodrigues, juntamente com as marcas Amapô, Huis Clos e Neon. 

Serviço
Período: até 19 de maio
Entrada gratuita
Horários: quinta a domingo, das 10h às 18h
Localização: Av. Pedroso de Morais, 1216, Pinheiros

3| Mário de Andrade no MASP

Fotografia de Mário de Andrade (São Paulo, Brasil, 1893—1945). Aposta de ridículo em Tefé, 12.6.1927. Impressão digital sobre papel, 6,1 × 3,7 cm
Fotografia de Mário de Andrade (São Paulo, Brasil, 1893—1945). Aposta de ridículo em Tefé, 12.6.1927. Impressão digital sobre papel, 6,1 × 3,7 cm (Crédito: IEB-USP)

O termo em inglês queer é amplo e costuma ser usado por aqueles que não se identificam com os padrões e rótulos impostos pela heteronormatividade. É sob esta perspectiva que a mostra Mário de Andrade: duas vidas, em cartaz no MASP, convida o público a conhecer esse ícone da literatura e do modernismo brasileiro. A exposição integra a programação anual do museu dedicada às histórias da diversidade LGBTQIA+. Mário de Andrade (1893–1945), um dos mais estudados escritores do país, foi também músico, professor, crítico, historiador de arte, agente cultural, colecionista e jornalista. A exposição reúne um conjunto de 88 obras, entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas e fotografias pessoais, em que o intelectual expõe vestígios da sua inquietação sobre a sexualidade. A ideia de “duas vidas”, que dá nome à mostra, aparece em diversos escritos do autor e exalta a dualidade que sentia em seu dia a dia: ele trasitava entre a figura de um intelectual que dominava os códigos da vida pública heteronormativa dos anos 1920 e, ao mesmo tempo, na intimidade, revelava-se mais descontraído, como no autoretrato feito durante viagem ao Amazonas (acima). A fotografia revela um homem divertido, que assumia diversos papéis e performava uma masculinidade queer.

Serviço
Período: até 9 de junho
Ingresso: R$ 35 (meia) e R$ 70 (inteira). Entrada gratuita às terças. Agendamento on-line obrigatório pelo site
Horários: terça, das 10h às 20h, e quarta a domingo, das 10h às 18h
Endereço: Avenida Paulista, 1578, Bela Vista
Dica: A mostra ocupa o 1º subsolo (mezanino) do museu. Alinhada com a exposição de Mário de Andrade, a loja do MASP traz ao público produtos criados a partir da coleção do artista, como bolsa, postais e ímãs, além do catálogo oficial da mostra. 

4| Lygia Clark na Pinacoteca

Pela primeira vez em uma década, vinte esculturas originais da famosa série Bichos, de Lygia Clark, são reunidas para uma mostra
Pela primeira vez em uma década, vinte esculturas originais da famosa série Bichos, de Lygia Clark, são reunidas para uma mostra (Foto: Levi Fanan/Divulgação)

A mineira Lygia Clark (1920-1988) figura entre os nomes mais relevantes da arte brasileira contemporânea. Ela redesenhou as fronteiras entre artista, obra e público ao propor uma nova relação entre corpo e objeto: suas peças convidam as pessoas a interagir, sentir, manipular e explorar a materialidade, o que desafiava as noções artísticas vigentes em sua época. A exposição Lygia Clark: Projeto para um planeta, em cartaz na Pina Luz, ocupa sete galerias com mais de 150 obras que abrangem toda a carreira, ao longo de 30 anos. A narrativa tem início com réplicas da série Bichos (uma das mais famosas produzidas por Clark a partir de 1960), que estão disponíveis para manuseio. No ambiente seguinte, vinte peças originais desta mesma série se reúnem pela primeira vez em uma mostra após mais de uma década. A exposição revela ainda o amadurecimento de ideias, com a transição das pinturas, primeiras obras da artista, até as esculturas neoconcretas e projetos arquitetônicos. Para completar, filmes, fotos e documentos ajudam o visitante a mergulhar mais a fundo no universo de Clark. 

Serviço
Período: até 4 de agosto
Entrada: R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira). Gratuito  às quartas, em horário estendido, das 18h às 20h
Horários: quarta a segunda, das 10h às 18h
Localização: Praça da Luz, 2, Luz
Dica: um único ingresso oferece acesso aos três edifícios da Pinacoteca em um mesmo dia. Não deixe de conferir a mostra Sallisa Rosa: topografia da memória. A artista visual indígena brasileira, natural de Goiânia (GO), já expôs em diversos países e, nesta instalação, apresenta mais de cem peças em argila, todas moldadas à mão. Em cartaz na Pina Contemporânea até 28 de julho. 

5| Pantanal no Instituto Tomie Ohtake

Mostra reúne imagens registradas pelo fotógrafo Lalo de Almeida no Pantanal em 2020, quando incêndios devastaram cerca de 26% da área do ecossistema e mataram mais de 17 milhões de animais 
Mostra reúne imagens registradas pelo fotógrafo Lalo de Almeida no Pantanal em 2020, quando incêndios devastaram cerca de 26% da área do ecossistema e mataram mais de 17 milhões de animais  (Foto: Lalo de Almeida/divulgação/reprodução)

Os incêndios de 2020 no Pantanal devastaram quase 50 mil km² — o equivalente a 270 mil campos do Maracanã. As gigantescas proporções do estrago, porém, não se limitam às chamas. O ecossistema compartilhado por Brasil, Bolívia e Paraguai sofre também com outros desafios de preservação, como poluição das águas, desmatamentos relacionados à pecuária e agricultura, grandes projetos de infraestrutura e mineração ilegal. Tudo isso é tema de Água Pantanal Fogo, exposição-manifesto em cartaz no Instituto Tomie Ohtake. A mostra reúne imagens produzidas por Lalo de Almeida (1970) e Luciano Candisani (1970), dois gigantes fotodocumentaristas brasileiros, reconhecidos internacionalmente. Enquanto as fotos de Almeida mostram as chamas e seus estragos, as cenas capturadas por Candisani exibem as águas do Pantanal, a maior planície alagável no mundo. São fotografias potentes, que, colocadas lado a lado, alertam sobre a fragilidade da natureza e a urgência em preservá-la. A exposição conta ainda com uma série de outros recursos para compor um panorama do Pantanal, como mapas, livros, infográficos e vídeos.  

Serviço
Período: até 12 de maio
Entrada gratuita
Horários: terça a domingo, das 11h às 19h
Localização: Rua Coropés, 88, Pinheiros
Dica: Aproveite a visita para conhecer outras três mostras em cartaz no local: Máscaras e Flôrs (até 5 de maio), Roda dos Bichos (até 26 de maio) e Diásporas Asiáticas (até 26 de maio).

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Maria Clara Vieira
Colunista
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É formada em jornalismo e mestre em comunicação, ambos pela USP. Soma oito anos...

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