29.03.2023
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exposição em cartaz na Japan House, luz sobre o ​​design cotidiano da cultura nipônica
A exposição em cartaz na Japan House joga luz sobre o ​​design cotidiano da cultura nipônica, sob a ótica de oito grandes artistas japoneses (Foto: Divulgação/Cortesia de NHK Promotions Inc.)

O que fazer em São Paulo em abril

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29.03.2023
A cena cultural da capital paulista está interessante e variada este mês: de design japonês à arte indígena do povo Huni Kuin, passando por exposição sensorial e pinturas mundialmente famosas
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1| Design japonês na Japan House

exposição estão brinquedos típicos do Japão
Entre os itens em exposição estão brinquedos típicos do Japão. A mostra reúne uma série de objetos que fazem parte do dia a dia (Foto: Divulgação/Cortesia de NHK Promotions Inc.) 

De roupas esportivas até casas milenares, passando por instrumentos musicais,  tapeçarias, brinquedos, entre tantos outros itens. São muitos os tesouros do design japonês que podem ser conhecidos na exposição Design Museum Japan: investigando o design japonês, em cartaz na Japan House. A mostra reúne pesquisas de oito artistas acerca de peças cotidianas, que refletem a cultura e estilo de vida desenvolvidos no país desde o período Jomon, há 10 mil anos. A curadoria é de Kyoko Kuramori e a expografia é assinada pelo arquiteto Tsuyoshi Tane. A exposição é organizada pela rede de TV NHK, emissora pública do Japão, e faz parte de um projeto de itinerância global com início em São Paulo, seguido de Los Angeles (EUA) e Londres (Inglaterra). 

Serviço
Período: até 11 de julho
Entrada gratuita
Horários: terça a sexta, das 10h às 17h; sábado, domingo e feriados, das 9h às 18h
Localização: Av. Paulista, 52, Bela Vista
Dica: Aproveite a visita à Japan House para conhecer também a instalação botânica criada no pavimento térreo do prédio. A obra é assinada por Atsunobu Katagiri, artista japonês mestre em ikebana. Até 30 de abril. 

2| Arte imersiva e sensorial no Farol Santander

jogo de luzes e projeções, imagens em movimento
Além do jogo de luzes e projeções, a exposição é responsiva ao toque: o público pode interagir com as imagens em constante movimento e elas respondem aos gestos (Foto: reprodução/divulgação Farol Santander) 

Exposições imersivas nunca estiveram tão em alta, mas algumas delas são especialmente encantadoras. É o caso da mostra Impermanente Flores Flutuando Em Um Mar Eterno, em cartaz no Farol Santander, assinada pelo teamLab. O coletivo internacional formado em 2001 é pioneiro neste tipo de criação artística e tem obras expostas em todo o mundo, dos Estados Unidos ao Japão. Composto por programadores, engenheiros, animadores, matemáticos, arquitetos e artistas, o grupo assina criações que misturam ciência, tecnologia e natureza, propondo novas formas de percepção entre as pessoas e o mundo. O jogo de luzes, cores e movimentos se transforma à medida que o público interage com as obras projetadas nas paredes e no piso. São flores que se abrem e fecham, surgem e desaparecem; ondas do mar que vão e vêm; formas orgânicas em uma dança suave e infinita. Além de belo, o passeio é divertido e instigante para todas as idades.

Serviço
Período: até 21 de maio
Entrada: R$ 17,50 (meia) e R$ 30 (inteira)
Horários: terça a domingo, das 9h às 20h
Localização: Rua João Brícola, 24, Centro
Dica: Ingressos estão à venda online e dão direito a visitar todas as exposições em cartaz no local, além de mirante e restaurantes. 

3| Arte indígena no Masp 

arte indígena, pinturas, esculturas e desenhos produzidos pelo Coletivo Indígena Mahku - Movimento dos Artistas Huni Kuin
Nesta mostra, as peças assinadas pelo povo Huni Kuin representam seus rituais. Acima, obra de Ibã Huni Kuin e Bane Huni Kuin, Movimento dos artistas Huni Kuin (MAHKU), Sem título, 2017 (Foto: Eduardo Ortega)  

As mirações experiências visuais geradas por rituais que envolvem ingestão de ayahuasca dão nome à nova exposição em cartaz no Masp. A mostra Mahku: Mirações exibe ao público 120 obras, entre pinturas, esculturas e desenhos produzidos pelo Coletivo Indígena Mahku – Movimento dos Artistas Huni Kuin. Os trabalhos são resultado de traduções de cantos tradicionais, mitos e visões do grupo de etnia Huni Kuin, que habita o estado do Acre, na fronteira com o Peru. Os primeiros registros do coletivo surgiram a partir do contato das populações indígenas aldeadas com a Universidade Federal do Acre. Foi lá que o grupo realizou, em 2011, sua primeira mostra de arte. Atualmente, os Huni Kuin se apropriam do universo das exposições como estratégia de sobrevivência coletiva e de suas histórias. Para eles, um dos seres mais importantes em sua cultura é a jiboia, considerada a maior dos xamãs e presente em muitas pinturas. O animal é figura central no mito de surgimento de nixi pae, “a bebida sagrada” do tradicional ritual que envolve toda a comunidade.

Serviço
Período: até 4 de junho 
Entrada: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira). Grátis às terças
Horários: terça, das 10h às 20h; quarta a domingo, das 10h às 18h.  Agendamento on-line obrigatório pelo link
Localização: Avenida Paulista, 1578, Bela Vista
Dica: Um catálogo bilíngue de capa dura foi publicado por ocasião da mostra e reúne reproduções de trabalhos do grupo indígena, além de traduções de mitos e cantos da etnia Huni Kuin. O livro é organizado por Adriano Pedrosa e Guilherme Giufrida, com textos de Daniel Revillion Dinato, Guilherme Giufrida, Ibã Huni Kuin, Naine Terena e Raphael Fonseca. 

4| Mulheres que fizeram história na Caixa Cultural

mulheres na história da independência do Brasil, Maria Leopoldina, Maria Felipa, Nísia Floresta e Maria Quitéria
A exposição homenageia grandes mulheres que nem sempre são lembradas na história da independência do Brasil. Acima, da esquerda para a direita: Maria Leopoldina, Maria Felipa, Nísia Floresta e Maria Quitéria (Foto: reprodução/divulgação) 

Não são poucas as mulheres que ajudaram a tornar o Brasil um país independente, apesar de seus nomes não serem tão divulgados quanto deveriam. É a este reconhecimento que se dedica a exposição Mulheres que Mudaram 200 Anos, na Caixa Cultural. Com historiografia de Mary del Priore, direção curatorial de Marina Bortoluzzi e uma equipe integralmente feminina, a mostra reúne a biografia de personalidades como Maria Leopoldina, Maria Felipa, Maria Quitéria e Nísia Floresta, revelando suas respectivas participações durante o processo de independência do Brasil e nos anos de sustentação do movimento. Mais do que um resgate destas existências históricas, a exposição convida a pensar sobre processos sociais que acabam ficando à margem das narrativas formalmente documentadas. As biografias são ilustradas com pinturas, desenhos, fotografias, vídeos, instalações e bandeiras, formando um mosaico de diferentes visões das personagens. 

Serviço
Período: até 16 de abril
Entrada gratuita
Horários: terça a domingo, das 10h às 18h
Localização: Praça da Sé, 111, Centro
Dica:  Além de São Paulo, a mostra ocorre simultaneamente na Caixa Cultural de outras seis cidades brasileiras (Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Recife, Salvador e Curitiba).

5| Marc Chagall no CCBB

obra O galo violeta de Marc Chagall
Acima, a obra O galo violeta, 1966‐1972, óleo, guache e nanquim sobre tela. Coleção particular (Foto: © Chagall, Marc/AUTVIS, Brasil, 2022.)

Após temporadas no Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, a mostra itinerante Marc Chagall: sonho de amor, que já recebeu mais de 560 mil pessoas, agora chega ao Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo, com 191 obras expostas. Mais conhecido pelas pinturas coloridas e geométricas, o artista franco russo de origem judaica também criava poesias. Algumas delas permeiam a exposição e ajudam a narrar a trajetória de Chagall, cuja longeva existência (faleceu aos 97 anos, em 1985) foi pautada pelo amor à vida e às artes. A novidade em relação às edições das outras cidades é que desta vez há 12 novas peças provenientes de instituições brasileiras e cedidas especialmente para a exposição.

Serviço
Período: até 22 de maio
Entrada gratuita
Horários: quarta a segunda-feira, das 9h às 20h
Localização: Rua Álvares Penteado, 112, Centro
Dica: até  16 de abril o CCBB recebe o 9º Festival de Cinema e Transcendência, com entrada gratuita. Aproveite a visita para conferir. Horários e programação estão disponíveis no site.

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