31.07.2023
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exposição paisagem interior
A exposição Paisagem Interior, em cartaz na Casa Zalszupin, exibe mobiliário criado pela artista e designer Etel Carona, em comemoração às suas três décadas de trabalho (Foto: Reprodução/Divulgação/Ruy Teixeira)

O que fazer em São Paulo em agosto

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31.07.2023
Arte pré-colombiana, pop art e tecnologia na arte - tem exposições de arte para todos os gostos e épocas nesse mês em SP. Ainda, duas mostras imperdíveis para amantes de design: o mobiliário de Etel Carmona na Casa Zalszupin e design de brinquedos na Japan House
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1| Design de Etel Carmona, na Casa Zalszupin 

aparador sustentável de madeira
O aparador Cacos (2008), assinado por Etel Carmona, é uma das peças que podem ser vistas na mostra (Foto: Reprodução/Divulgação/Ruy Teixeira)

Designer, artista e fundadora da marca de mobiliário que leva seu nome, Etel Carmona comemora 30 anos de carreira em 2023. A mostra Paisagem Interior, em cartaz na Casa Zalszupin, celebra o marco com poesia e delicadeza. A exposição retoma a origem de Carmona, nascida no interior de Minas Gerais, e revela como suas raízes embasam até hoje um trabalho que respeita a natureza, sempre elaborado com matéria-prima sustentável. Na mostra, além das peças da designer, também estão reunidas obras de David Almeida e Alberto da Veiga Guignard, em um fino diálogo entre móveis, pinturas e esculturas que remetem a cenas interioranas do Brasil. O escritório Entre Terras assina o projeto expositivo e a curadoria é de Ana Carolina Ralston.

Serviço
Período: até 16 de setembro
Entrada: gratuita, mediante agendamento prévio
Horários: de terça a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 14h às 16h
Localização: Rua Dr. Antônio Carlos de Assunção, 138, Jardim América
Dica: O agendamento para visitação deve ser feito pelo site. A visita dura 1 hora. Outras informações no site da Casa Zalszupin ou pelo e-mail [email protected]

2| Design de brinquedos, na Japan House

Brinquedos tradicionais do Japão
Brinquedos tradicionais do Japão, feitos de madeira e bambu, estão entre os itens expostos na mostra (Foto: reprodução/divulgação)  

A forma como uma sociedade trata as crianças diz muito sobre sua cultura. Este pensamento pode se estender também aos brinquedos mais populares de um povo: eles indicam características intrínsecas a um modo de pensar, de se organizar e de viver. Afinal, brinquedos são mais do que mero entretenimento, e participam ativamente do  desenvolvimento da imaginação e habilidades sociais. É este universo lúdico e instigante que se revela na exposição Dōshin: os encantos dos brinquedos japoneses. A seleção de 126 itens reúne desde objetos surgidos há 50 anos (e que ainda hoje mantêm sua popularidade no país), até brinquedos atualíssimos e que conquistaram o mundo. Uma linha do tempo ajuda a situar o visitante e narra a história dos brinquedos a partir do período pós-guerra do Japão.

Serviço
Período: até 12 de novembro
Entrada: gratuita
Horários: terça a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 9h às 19h, e domingo, das 9h às 18h
Localização: Avenida Paulista, 52 – Bela Vista

3| File, no Centro Cultural Fiesp 

obra Light Falls
A obra Light Falls (2021), do brasileiro Leandro Mendes Vigas, tem formato de cachoeira e mede  5 metros de altura. Ela propõe a reflexão sobre a importância da água e da preservação da natureza. A peça é composta por grandes tubos que partem do alto e imitam o curso da água, e ao fundo, ouvem-se sons da floresta Amazônica (Foto: reprodução/divulgação)

O que há de mais atual na intersecção entre tecnologia, ciência e arte pode ser conhecido no File - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica . Organizada desde 2004 em parceria com o Sesi-SP, a mostra deste ano conta com 183 participações de artistas de 39 países, como Brasil, Estados Unidos, Argentina, Alemanha, China, França, Finlândia, Japão, Irã, Reino Unido, Espanha, México, Colômbia, Itália e Portugal. A temática que perpassa os trabalhos é Singularidades Interativas, em referência às interações que podem surgir entre as inteligências artificiais e humanas. As obras convidam o público a mergulhar no universo digital das mais diversas maneiras, seja com uso de artefatos como óculos de realidade virtual ou com o simples contato tátil com as peças. 

Serviço
Período: até 27 de agosto
Entrada: gratuita
Horários: terça a domingo, das 10h às 20h
Localização: Avenida Paulista, 1313, Bela Vista
Dica: parte da mostra pode ser conferida também nas estações de metrô Trianon-Masp e Consolação. O File Metrô 2023 exibe a obra de realidade aumentada Traces, da artista venezuelana Camila Magrane. O objetivo da intervenção é levar uma experiência estética e tecnológica para as pessoas que percorrem estes espaços públicos diariamente. 

4| Arte Pré-Colombiana, no Masp

Artefatos produzidos nas Américas
Artefatos produzidos nas Américas entre entre 1000 a.C. e o século 16 podem ser vistos no MASP (Foto: Reprodução/Divulgação/Isabella Matheus) 

No Masp, mais de 700 peças de arte Pré-Colombiana convidam o público a uma incrível viagem no tempo. Um dos objetivos da mostra é difundir conhecimentos sobre populações ameríndias e a ancestralidade do continente americano. Os artigos são provenientes do acervo dos colecionadores Oscar e Edith Landmann, que ao longo de cinquenta anos reuniram uma representativa amostra de artigos produzidos entre 1000 a.C. e o século 16. Os itens são atribuídos a 35 diferentes culturas arqueológicas, como chavin, vicus, nasca, mochica, recuay, chimu, inca, entre outras originárias dos atuais territórios do Equador, Peru, Colômbia, Venezuela, Panamá, México, Brasil e de países caribenhos. Os exemplares, feitos de cerâmica, metal, madeira, pedra, ossos, conchas, plumas e fibras, foram organizados a partir da proximidade de suas características estilísticas. A mostra integra a programação anual do Masp dedicada às Histórias indígenas e está imperdível. 

Serviço
Período: até 3 de setembro
Ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira). Entrada gratuita às terças-feiras e toda 1ª quinta-feira do mês
Horários: quarta a domingo, das 10h às 18h; terça, das 10h às 20h
Localização: Av. Paulista, 1578 - Bela Vista
Dica: a mostra ocupa o 2º subsolo do prédio. Aproveite para visitar outras exposições do museu, como Sheroanawe Hakihiiwe: Tudo Isso Somos Nós, com desenhos e pinturas do artista venezuelano yanomami Sheroanawe Hakihiiwe. Em cartaz até 24 de setembro, no 1º subsolo.

 5| Pop art de Cybèle Varela, no MAC

Obra Cenas de ruas I (1968), de Cybèle Varela. Acervo MAC USP (Foto:Divulgação/Reprodução/Romulo Fialdini)

Em sua terceira exposição individual no MAC USP, a artista Cybèle Varela (1943) exibe obras de diferentes fases de sua carreira. Autodidata, ela surgiu na cena cultural brasileira na década de 1960, com trabalhos que giravam em torno da arte pop. Alguns anos depois, incorporou na produção elementos inspirados na comunicação de massa, como televisão e propaganda, sempre com camadas de crítica e ironia. As peças, feitas sobre materiais como o compensado, foram criadas a partir de pintura e colagem, valendo-se de técnicas e recursos novos à época (a exemplo de tintas spray, esmaltes sintéticos e tintas automotivas). A experimental obra da artista foi alvo de perseguição da ditadura militar brasileira, que chegou a retirar seus quadros da Bienal de São Paulo em 1967.

Serviço
Período: até 1 de outubro
Entrada gratuita
Horários: Terça a domingo, das 10h às 21h
Localização: Av. Pedro Álvares Cabral, 1301 - Vila Mariana 

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Maria Clara Vieira
Colunista
Colunista

É formada em jornalismo e mestre em comunicação, ambos pela USP. Soma oito anos...

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