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Pavilhão da Oca, no Ibirapuera, será um dos palcos da Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025 (Foto: Vitor Cheregati)

Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025: projetando em um mundo quente

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08.09.2025
Confira tudo sobre a Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025: tema, curadores, eixos e como participar da 14ª edição do evento
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A Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025 promete ser um dos eventos mais relevantes da área no Brasil.

Em sua 14ª edição, ela será realizada entre os dias 18 de setembro e 19 de outubro, no Parque Ibirapuera, um dos marcos culturais e arquitetônicos mais importantes de São Paulo.

Mais do que um grande evento expositivo, a Bienal funciona como uma plataforma de diálogos e reflexões que envolvem profissionais, estudantes e o público.

Com um tema provocador e atual, a edição de 2025 foca em um dos maiores desafios da contemporaneidade: as mudanças climáticas e os seus impactos nas formas de habitar o planeta.

Leia também:

Qual é o tema da Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025?

Painel da 13ª edição da Bienal de Arquitetura de São Paulo com iluminação vermelha
Última edição da Bienal teve como tema as transformações causadas pela pandemia de Covid-19 (Foto: Alisson Sbrana)

O título da Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025 — "Extremos: arquiteturas para um mundo quente" — resume a urgência e a complexidade do momento atual.

“Extremos” aponta tanto para o aumento das temperaturas quanto para os limites das condições de vida em muitas regiões do planeta.

Já “arquiteturas para um mundo quente” convida a pensar em como a arquitetura pode e deve agir frente a essas transformações.

O foco está em soluções justas, acessíveis, adaptáveis e locais, mostrando que a arquitetura não se limita ao desenho de edifícios, mas atua como agente de transformação social, política e ambiental.

Sendo assim, o evento se propõe a investigar e divulgar estratégias, práticas e conhecimentos arquitetônicos que contribuem para a adaptação das realidades impactadas pela crise climática.

O objetivo é ampliar o repertório de soluções, principalmente as que valorizam saberes locais, indígenas, tradicionais, comunitários e não hegemônicos. Além disso, estimula o debate sobre a atuação dos arquitetos e urbanistas nesse novo cenário.

Para isso, a Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025 conta com uma programação que inclui instalações experimentais, produções audiovisuais, palestras, oficinas, performances e ações externas.

Tudo isso com a curadoria de seis arquitetos: Renato Anelli, Karina de Souza, Marcos Cereto, Clevio Rabelo, Marcella Arruda e Jerá Guarani. Vale ainda mencionar que a organização é do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo (IABsp).

Quais são os eixos temáticos da Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025?

A Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025 será estruturada a partir de cinco eixos temáticos que orientam projetos, experimentos e debates em torno da criação de cidades mais resistentes, resilientes e adaptadas aos extremos climáticos.

Esses eixos propõem caminhos concretos para transformar o modo como habitamos o planeta, com base em práticas arquitetônicas e urbanas que considerem o enfrentamento da crise climática com justiça social e ambiental.

1. Preservar as florestas e reflorestar as cidades

Árvores e gramado no parque Ibirapuera, em São Paulo
Palco da Bienal, Ibirapuera é exemplo de inclusão de áreas verdes nas cidades (Foto: Rodrigo Soldon)

Esse eixo propõe a reintegração radical da biodiversidade nas cidades como estratégia para combater o aquecimento global. A preservação de florestas e o reflorestamento urbano funcionam como ferramentas para capturar carbono, criar microclimas e atenuar ondas de calor, promovendo um convívio mais equilibrado entre natureza e urbanização.

2. Conviver com as águas

Diante da intensificação de eventos como enchentes e deslizamentos, esse eixo destaca soluções baseadas na natureza, como a renaturalização de córregos, a recuperação de margens e a estabilização de encostas. São iniciativas que atuam a favor do ciclo natural da água e promovem cidades mais adaptadas às variações climáticas.

3. Reformar mais e construir verde

Com foco na redução das emissões de gases de efeito estufa, esse eixo defende o reuso adaptativo de edificações existentes e o uso de sistemas construtivos de baixo carbono. Reformar em vez de demolir e construir com consciência ambiental são estratégias essenciais para uma construção civil mais sustentável.

4. Circular e acessar juntos com energias renováveis

Trem amarelo em movimento em cidade
Transporte é um dos desafios abordados na Bienal (Foto: pvproductions)

Esse eixo aborda o papel do planejamento urbano e das redes de mobilidade coletiva como alternativas aos deslocamentos individuais motorizados. Além disso, considera a transição energética como parte do enfrentamento à crise climática, incentivando o uso de energias renováveis em meios de transporte acessíveis a todos.

5. Garantir a justiça climática e a habitação social

Por fim, esse eixo dá visibilidade à vulnerabilidade das populações mais pobres, geralmente racializadas e com presença predominante de mulheres e crianças, que vivem em áreas de risco, como encostas e várzeas.

Historicamente, são esses grupos os que menos contribuíram para o aquecimento global, mas os que mais sofrem os impactos da crise climática. A proposta é discutir políticas de habitação e urbanização que garantam direitos, segurança e justiça.

Onde será a Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025?

Entrada de auditório em formato de oca no parque Ibirapuera, em São Paulo
Em 2025, Bienal de Arquitetura volta ao Ibirapuera (Foto: Rodrigo Soldon)

A sede principal será no Pavilhão da Oca, no Parque Ibirapuera, um ícone do modernismo brasileiro projetado por Oscar Niemeyer. Outros espaços do parque também serão usados, como a Cinemateca Brasileira e o Viveiro Manequinho Lopes.

Além disso, a programação da Bienal vai se espalhar por diversos lugares da cidade de São Paulo, com foco especial em periferias, ocupações, espaços culturais independentes e territórios indígenas e quilombolas.

Essa descentralização é parte da proposta curatorial de romper com o eixo centro-sul elitizado da produção arquitetônica, valorizando realidades diversas e, muitas vezes, marginalizadas.

Sem dúvida, a Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025 será um momento decisivo para a arquitetura brasileira e internacional se posicionar frente aos desafios climáticos e sociais do nosso tempo. Com curadoria engajada, programação diversificada e foco em práticas transformadoras, ela promete ampliar horizontes e provocar reflexões.

Quer saber mais ou participar? Acesse o site oficial da Bienal.

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