
Tipos de sofá: história, modelos famosos e opções para a casa
Quem diria, mas um dos móveis mais populares nos lares já foi uma peça elitista e exclusiva para os homens. Hoje, há diferentes tipos de sofá para todos os estilos, só que a história não começou assim.
De móvel essencial a peça com status de obra de arte, o sofá percorreu um longo caminho na trajetória da humanidade, desde a Antiguidade.
Continue a leitura para saber mais sobre a história do sofá e os principais modelos, inclusive designs icônicos, para compor o ambiente e a decoração.
Um objeto de poder e nobreza
Volte ao Oriente Médio, quando os governantes árabes utilizavam os sofás - ou melhor, os “suffahs” - como um trono.
Naquele tempo, a preocupação estava mais em relação à estrutura e ao revestimento da superfície. Nada ou quase nada quanto ao preenchimento.
A madeira, é claro, era o material predominante na fabricação dos sofás. Em especial, o cedro e o ébano, e não eram raras as incrustações com marfim, ouro e prata. Afinal, tratava-se de um móvel para nobres.
Sólida e pesada, a marcenaria era trabalhada com encaixes, cavilhas e até vísceras de galinha servindo como cola.
No Egito, o linho era o revestimento mais comum e, em vez de estofamentos fixos, optava-se por almofadas soltas preenchidas com plumas, palha ou mesmo folhas.

Tempos depois, já na era Romana, era comum que o sofá fosse combinado em três peças em torno de uma mesa baixa para que os homens (somente eles) pudessem se servir e descansar.
Às mulheres, cabiam utilizar apenas cadeiras convencionais.
Para os gregos, essa mobília ganhou o nome de “klines”; \"lectus\" foi o nome dado pelos romanos. Não eram exatamente os sofás atuais, mas a função de descanso e interação social já era similar.
Na Grécia e Roma, a madeira também era a base estrutural dos tipos de sofá, mas agora já com um foco maior na proporção e na ergonomia para o uso reclinado.
Definia-se o tipo de revestimento levando em consideração o status do proprietário, então, em geral, a intenção sempre era na direção dos mais luxuosos.
Assim, além do linho, tecidos finos, como a seda, e os ornamentados mais complexos, como bordados, eram as principais escolhas.
Algumas mudanças também na fixação do revestimento e preenchimento, cujos tecidos, inclusive almofadas, passavam a ser fixados à estrutura com cravos de madeira e amarrações.
Leia também:
- Sofá de canto: dicas para otimizar o espaço da sua sala
- Sala de estar: ideias de decoração para todos os estilos
- Mobiliário contemporâneo no México
A evolução histórica dos tipos de sofá até os dias de hoje
O item “conforto” foi apenas um quesito que começou a ser considerado quando o sofá chegou na Europa. No entanto, esse processo nem foi tão rápido assim.
Entre os séculos XVI e XVII, bancos alongados conhecidos como “banquette” e “settee” se tornaram populares nos palácios, mas ainda eram bem rígidos e nada confortáveis. O porte e o status ainda eram mandatórios.
Foi no início do século XVIII, na França, que surgiu o “canapé”, uma espécie de sofá ornamental com madeira esculpida, além de assento, braço e encosto estofados. Enfim, luxo com design convidativo para que a peça pudesse ser utilizada.

Mas a evolução do sofá ganhou força mesmo a partir da Revolução Industrial, quando aquela mobília dos nobres e ricos se popularizou até chegar às outras camadas da sociedade.
Com a produção em massa e a aplicação de novas tecnologias, o móvel ganhou novas estruturas e revestimentos, acabamentos e design.
Os tecidos, até então, finos e caros, deram espaço para uma maior variedade de padronagens e cores. Até mesmo o uso do algodão começou a se popularizar.
A madeira estrutural, antes trabalhada manualmente, ganhou cortes e moldagem padronizados, com encaixes mais fáceis para a montagem.
E ainda as molas: um dos maiores avanços rumo ao conforto dos sofás. Tudo passou a ser mais rápido, prático e acessível.
Sofás assinados por designers
A jornada do sofá ao longo dos tempos percorreu não apenas as mudanças da sociedade, os avanços da indústria e tecnologia, mas também a interpretação de vários profissionais em torno dessa peça de mobiliário.
Para alguns um item utilitário, para outros uma peça icônica repleta de personalidade.
Abaixo, alguns exemplos de tipos de sofá elaborados por designers famosos:
Barcelona - Ludwig Mies van der Rohe (1929)

Criado para o pavilhão alemão da Exposição Internacional de Barcelona, esse móvel mais se assemelha a uma poltrona, mas que, ao ser agrupada, se transforma em um sofá.
Sua estrutura em aço cromado e almofadas em couro são representantes do movimento modernista.
LC2 Grand Confort - Le Corbusier, Pierre Jeanneret, Charlotte Perriand (1928)

Mais uma peça com características de poltrona, mas que apresenta versões de dois a três lugares.
A estrutura externa é feita com tubos de aço que envolvem as almofadas soltas. Prática e funcional.
Marshmallow Sofa - George Nelson (1956)

Simula a visão de marshmallows que flutuam no ar por meio de 18 discos estofados e coloridos presos a uma estrutura de aço. Ícone do design Mid-Century Modern.
Swan Sofa - Arne Jacobsen (1958)

Foi desenvolvido para o Radisson SAS Royal Hotel, em Copenhague, e é considerado um ícone do design dinamarquês.
Com suas curvas orgânicas, conta ainda com a versão poltrona, a Egg Chair.
Camaleonda Sofa - Mario Bellini (1970)

Sofá modular conhecido pelas suas formas volumosas e macias, que podem ser organizadas de diversas maneiras.
Camaleonda é resultado de uma junção de "camaleão" (pela sua capacidade de adaptação) e "onda" (pela sua forma fluida e convidativa).
Bocca Sofa (Marilyn Lips Sofa) - Studio 65 (1970)

Lançado em 1970, o sofá se tornou um símbolo do design pop, criado por um coletivo de designers italianos do Studio 65.
Uma homenagem aos lábios da atriz Marilyn Monroe e ao famoso sofá surrealista de Salvador Dalí.
Tipos de sofá para todos os estilos
A transformação do sofá como protagonista nas residências se deu à medida que a própria sociedade também se desenvolvia.
Diferentes tipos de sofá, finalmente, puderam ser criados para acompanhar o ritmo e as necessidades que surgiam pelas próprias pessoas que seriam donas dessa mobília.
Desta forma, o sofá ideal seria justamente aquele que melhor combinasse funcionalidade, conforto e estilo pessoal.
Confira, abaixo, os oito tipos de sofá mais comuns, atualmente, e encontre o mais adequado ao seu projeto:
Reto tradicional

Talvez o modelo mais versátil, que se adapta a praticamente qualquer estilo de decoração, do clássico ao contemporâneo.
Sua estrutura, em geral, é de madeira maciça ou compensada e o revestimento pode variar bastante, dos tecidos naturais aos sintéticos, como poliéster.
Bastante utilizado em salas de estar, que estimulam a convivência social, por isso demandam um preenchimento com espuma de alta densidade no assento para garantir maior conforto.
Em L ou modular

Tem uma estrutura similar ao sofá reto, mas modular. Pode, facilmente, ser posicionado em cantos para otimizar o espaço ou em ambientes maiores para ganhar flexibilidade na organização das partes.
Seus módulos independentes são feitos com estruturas de madeira e sistemas de conexão.
Ideal para ambientes integrados ou para a delimitação de áreas em busca de maior interação entre os moradores.
Retrátil e reclinável

Aqui, o espaço não é problema. Os assentos desse sofá podem se estender para a frente ou seus encostos se inclinar para trás. O que importa é o conforto.
Para garantir o movimento, além da estrutura em madeira, possui mecanismos internos metálicos. E os revestimentos, em geral, são mais resistentes e fáceis de limpar.
Bem popular para a composição em salas de TV e home theaters.
Sofá-cama

A funcionalidade é a dona da vez nestes tipos de sofá. Afinal, ora ele se apresenta como sofá e ora como cama.
Perfeito para espaços mais compactos ou escritórios que podem, eventualmente, se transformar em quartos de hóspedes.
Para garantir o máximo conforto para sentar ou deitar, o uso de espuma de alta densidade tanto no assento quanto no encosto.
Chesterfield

Eis aqui um modelo clássico, símbolo de elegância e tradição. Lembra daquele design com estofamento capitonê, com pontos de costura que formam relevos, alguns com botões? Pois, então, é ele.
É muito comum serem construídos com revestimento em couro, e a estrutura não foge da madeira maciça e robusta.
Chaise Longue

Bastante utilizado para criar aquele espaço especial de leitura ou relaxamento. Afinal, sua principal característica é o assento estendido que permite esticar as pernas.
Este tipo de sofá pode ser integrado a um sofá em L ou, então, ser uma peça independente.
Mid-Century

Também conhecidos como sofás retrô, esses tipos de sofá se caracterizam pelos seus pés finos, em geral, de madeira.
O visual é leve e remete ao design dos anos 1950 e 1960, por isso se adequa a projetos mais contemporâneos com um toque vintage.
O tecido pode ser mais encorpado, como o linho, e trazer nas cores a referência daquela época.
Orgânico

Aqui, o design moderno se apresenta por meio da fluidez das linhas curvas do sofá arredondado.
Para acompanhar as suas formas sinuosas, tecidos mais flexíveis são essenciais, como veludo ou malha, e na estrutura, maior complexidade na moldagem.
O sofá orgânico é ideal para criar um ponto focal de destaque no ambiente e combina perfeitamente com decorações mais minimalistas.
Ao longo desse artigo, você pôde conferir que a evolução do sofá como mobília foi impactada não apenas pelas transformações tecnológicas, mas em grande parte pela forma como convivemos dentro das nossas residências.
Ao compreender essa jornada, é possível definir escolhas que transcendem a estética, mas que também contam histórias e são recurso estratégico no planejamento de ambientes.
E para aproveitar tudo o que você descobriu sobre os diferentes tipos de sofá, que tal agora conhecer sobre outra mobília bem comum - o aparador? Aprenda aqui como usar os aparadores de sala na decoração.
