01.11.2022
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exposição são paulo novembro 2022
Mobiliário e peças decorativas dos séculos 18 e 19 podem ser conhecidos na mostra Independências: Casas e Costumes no Brasil, no Museu da Casa Brasileira (foto: Vinícius Stasolla/ Divulgação)
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O que fazer em São Paulo em novembro de 2022

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Este mês, selecionamos exposições que encantam o público com seus conteúdos repletos de belezas e história. De mobiliário colonial até as atuais tendências do design de interiores, passando por artes visuais e objetos artesanais, há uma série de surpresas espalhadas pela cidade. Confira tudo a seguir
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1 | História do morar no Museu da Casa Brasileira

História do morar no Museu da Casa Brasileira
A mostra é organizada em três módulos: o dos colonizadores portugueses, o dos africanos e o dos povos indígenas (foto: Vinícius Stasolla/ Divulgação)

Uma viagem no tempo. Essa é a sensação de quem visita Independências: Casas e Costumes no Brasil, nova mostra em cartaz no Museu da Casa Brasileira. Os 200 anos da Independência do Brasil são pano de fundo da exposição, que reúne peças capazes de recontar a história do país a partir do design e da arquitetura. É um mix de formas de habitar, vestir e construir, que abrange desde o final do século 18 até a abolição da escravatura. Móveis, objetos e artefatos estão organizados em três módulos distintos, dedicados aos colonizadores portugueses, aos africanos e aos indígenas. Outro mote da exposição é o lançamento da série Independências, transmitida até dezembro na TV Cultura. Alguns dos figurinos produzidos para episódios do programa podem ser vistos ali: as roupas utilizadas por personagens da corte imperial, por exemplo, foram assinadas pelo estilista Alexandre Herchcovitch, e aquelas vestidas pelos africanos escravizados e pelos povos originários do Brasil são criações da pesquisadora e figurinista Jennifer Ramos dos Santos. A mostra exibe também uma linha do tempo de movimentos sociais protagonizados por povos indígenas, população afrodescendente, mulheres e camadas populares – eventos que costumam ser invisibilizados pelas historiografia oficial. 

Serviço
Período: até 27 de novembro  
Entrada: R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). Gratuito às sextas
Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (às sextas até 22h)
Localização: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano

Dica: aproveite a visita para conferir também a exposição Esculturas Lúdicas – Sara Rosenberg. Trata-se de uma mostra divertida, com uma infinidade de esculturas coloridas que chamam à brincadeira e à experimentação tátil. A curadoria é da crítica de design Adélia Borges. Em cartaz até março de 2023. 

2 | Prêmio Objeto Brasileiro no Museu A Casa

Bules de cerâmica
Bules de cerâmica da Coleção Coralinas foram premiados na categoria Produção Coletiva. Eles são criados pelas artesãs da Associação Mulheres Coralinas, de Goiás (foto: Marcus Camargo/Divulgação) 

Móveis, vasos e uma série de peças decorativas compõem a mostra do 8º Prêmio Objeto Brasileiro. A exposição voltou a ser presencial este ano, após a última edição acontecer online. Dentre 180 trabalhos inscritos, 22 itens foram selecionados pelo júri composto pelos designers Paulo Alves e Rodrigo Ambrósio, além da antropóloga e professora universitária Sonia Carbonel. Os exemplares são provenientes de todas as regiões do Brasil e foram reconhecidos por se destacarem na produção artesanal ou no design contemporâneo do país. Um dos objetivos da premiação é incentivar a troca de saberes e jogar luz em projetos inovadores e carregados de brasilidade, como é o caso da coleção de bules cerâmicos produzidos em Goiás pela Associação Mulheres Coralinas. O grupo de 70 artesãs desenvolve o trabalho em parceria com o designer Marcus Camargo.

Serviço
Período: até 27 de novembro
Entrada gratuita
Horários: terça a domingo, das 10h às 18h30
Localização: Avenida Pedroso de Morais, 1216, Pinheiros

Dica: A Casa Bordada, de 2017, foi a exposição mais visitada da história do Museu A Casa do Objeto Brasileiro. Agora, é possível rememorar a mostra e conferir virtualmente os trabalhos de bordadeiras e bordadeiros de todos os estados brasileiros. Disponível aqui.

3 | Casa Vogue Experience

cinco dias da mostra de decoração
Os cinco dias da mostra de decoração também terão entrevistas ao vivo, workshops, aulas e performances (foto: Jefferson Leal/Divulgação) 

Em sua oitava edição, o Casa Vogue Experience 2022 propõe reflexões sobre o morar após tantas restrições impostas pelos anos de pandemia. O evento ​​materializa e dá vida aos assuntos que pautam as páginas de Casa Vogue: a própria equipe da redação decora uma casa real e a abre ao público que ama decoração, design e arquitetura. Além da mostra com as últimas tendências de décor, a programação conta com entrevistas ao vivo, workshops, aulas e performances com grandes nomes. Este ano, o local escolhido para receber o evento é uma mansão de mais de 700 m², projetada por Vilanova Artigas, no coração do Jardim América. 

Serviço
Período: de 23 a 27 de novembro
Entrada: valores a serem definidos. Ingressos serão vendidos online.
Horários: das 9h às 19h
Localização: Rua Groenlândia, 1478, Jardim América

Dica: ao longo do mês de novembro, serão divulgados nas redes sociais de Casa Vogue os participantes dos talks e workshops do evento

4 | Jonathas de Andrade na Pina Estação

obras de Jonathas de Andrade
O artista Jonathas de Andrade se utiliza de fotografias, vídeos e instalações em suas obras. A mostra reúne criações dos últimos quinze anos de produção (foto: Christina Rufatto/Divulgação) 


O alagoano Jonathas de Andrade tem seus 15 anos de carreira celebrados na exposição O rebote do bote, em cartaz na Pina Estação. Trata-se da maior mostra do artista já feita até hoje, com exemplares das obras mais emblemáticas até as mais recentes. A escolha das peças apresenta ao público um panorama de sua produção, marcada por imaginários socioculturais do Nordeste do Brasil, além de questões de gênero, classe e raça. Ele se vale de fotografia, vídeos, instalações e coleções em suas criações. Ocupando todo o quarto andar do prédio, as peças estão dispostas em três salas, organizadas não de maneira cronológica, mas sim em grandes temas, como sexualidade, questões laborais e tensões de convívio. 

Serviço
Período: até 28 de fevereiro de 2023
Entrada gratuita
Horários: quarta a segunda, das 10h às 17h
Localização: Largo General Osório, 66, Centro

Dica: Leia mais sobre Jonathas de Andrade e a exposição na Pina na coluna de Taissa Buescu

5 | Arte manipulável no MIS

painel pintado pelo público
A mostra Arte é Bom convida o público a interagir com todas as obras expostas. Há também um painel que os visitantes podem pintar (foto: Cinthia Bueno/Divulgação)

Enquanto a maioria das exposições de arte pede que o público mantenha distância das obras, a nova mostra do MIS - Museu da Imagem e do Som faz o contrário: os visitantes são convidados a colocar os sentidos em ação e interagir com as peças. Instalações, objetos manipuláveis, vídeos e atividades imersivas ao longo do percurso deixam claro que não há etarismo ali – todos se sentem livres para se divertir como crianças. As dezenas de obras expostas são assinadas por expoentes como Hélio Oiticica e Lygia Clark, referências do neoconcretismo e da arte relacional no Brasil e no mundo. Também há criações de uma série de artistas contemporâneos, a exemplo de Arnaldo Antunes, Lenora de Barros, Artur Lescher e Beatriz Milhazes. O maior espaço da mostra é uma sala circular com pé-direito de 8 metros, onde a obra Colloquium, da artista Regina Silveira, projeta insetos gigantes que reagem ao movimento dos visitantes e instigam os sentidos. A exposição aborda ainda o princípio duchampiano (relativo ao artista francês Marcel Duchamp), em que um objeto cotidiano ganha novo significado. Exemplo disso é 360, obra de Arnaldo Antunes, que consiste em uma porta presa a um eixo central: ao tentar abri-la, a pessoa acaba dando volta em torno do próprio objeto em vez de atravessá-lo.

Serviço
Período: até 11 de dezembro
Entrada: R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira). Gratuito de terça-feira
Horários: terça a sexta, das 11h às 19h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 18h
Localização: Av. Europa, 158, Jd. Europa

Dica: Os ingressos estão à venda online e na bilheteria no local (sujeito a disponibilidade). 

6 | Cidades e modernidade na Pinacoteca

A exposição reúne obras que representam a arquitetura e a vida em grandes cidades norte-americanas, abordando a modernidade. São pinturas, gravuras e fotografias assinadas por expoentes das artes visuais dos Estados Unidos. Acima,  obra Telegraph poles with Buildings (1917), de Joseph Stella (foto: Terra Foundation for American Art/Divulgação)

No edifício Pina Luz, a mostra Pelas ruas: vida moderna e experiências urbanas na arte dos Estados Unidos, 1893-1976 traz 150 obras de 78 artistas como Andy Warhol, Edward Hopper, Charles White, Emma Amos, George Nelson Preston, Jacob Lawrence e Vivian Browne, para citar alguns exemplos. Sob curadoria Valéria Piccoli, curadora-chefe da Pinacoteca, Fernanda Pitta, professora assistente do MAC-USP, e Taylor L. Poulin, curadora-assistente da Terra Foundation for American Art, a mostra revela como o conceito de modernidade esteve presente nas artes visuais nos Estados Unidos. As peças selecionadas datam de 1893 (ano da Exposição Universal, em Chicago, onde o Brasil se apresentou internacionalmente pela primeira vez como um país republicano), até 1976 — marco do bicentenário da independência americana. São obras que exibem as transformações do ritmo de vida e das cidades. Além da arquitetura, elas retratam os grandes centros urbanos com suas multidões, segregação social e conflitos. Dentro deste contexto, vozes negras, femininas e da comunidade LGBTQIA+ também se fazem presentes na mostra, especialmente em imagens de protestos, passeatas e manifestações, tendo as cidades como pano de fundo.   

Serviço
Período: até 30 de janeiro de 2023
Entrada: R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira)
Horários: quarta a segunda, das 10h às 18h
Localização: Praça da Luz, 02, Luz

Dica: ingressos estão à venda na bilheteria presencial e também online. A entrada dá acesso a todas as exposições da Pinacoteca. Atualmente há cinco mostras em cartaz no local. 

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Maria Clara Vieira
Colunista
Colunista

É formada em jornalismo e mestre em comunicação, ambos pela USP. Soma oito anos...

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