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Plano Cerdà: o plano diretor que transformou Barcelona em exemplo de projeto de urbanização

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05.10.2020
A Barcelona que conhecemos hoje em dia se deve por um plano de urbanização criado em 1858, que melhorou a organização da cidade e trouxe mais qualidade de vida para os moradores. Entenda o por quê.
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O crescimento populacional e a massiva migração do campo para a cidade fizeram com que a cidade medieval muralhada de Barcelona não conseguisse mais suprir a demanda da população. A capital da Catalunha estava superlotada, sofria de epidemias, insalubridade, estando a ponto de colapsar. Precisava urgentemente de reformas. Assim surgiu o Plano Cerdà, fazendo com a cidade se tornasse exemplo de urbanização.

Vista aérea das quadras octagonais de Barcelona projetadas por Idelfons Cerdà. Foto: Paulo Pusset
Vista aérea das quadras octagonais de Barcelona projetadas por Idelfons Cerdà (Foto: Paulo Pusset)

O arquiteto e engenheiro Idelfons Cerdá, em 1858, aspirava em criar uma cidade com ruas largas e espaços verdes. Sua grande sacada para chegar neste resultado foi desenhar uma malha mantendo a geometria de ruas paralelas e perpendiculares que unicamente faz interseção por grandes avenidas principais, atravessando a cidade de maneira diagonal. E principalmente incorporava quadras sempre idênticas octogonais: seus cantos eram chanfrados para facilitar a circulação e ventilação.

O projeto inicial somente permitia que as quadras fossem construídas em apenas dois lados da mesma, deixando o seu interior de uso público como pequenas praças e parques. A altura máxima dos edifícios eram de 16 metros (aproximadamente 4 andares por edifício). O plano também consistia que a cada 900 metros haveria um mercado e a cada 1.500 metros um parque, igrejas, cemitério e hospitais. Cerdà também previu um sistema de coleta de água e uma trama viária para rodovias e ferrovias.

Plano Cerdà (1858) Imagem Ildefons Cerdà i Sunyer - Museu d'Historia de la Ciutat, Barcelona (Imagem de domínio público)
Plano Cerdà (1858) Imagem Ildefons Cerdà i Sunyer – Museu d’Historia de la Ciutat, Barcelona (Imagem de domínio público)

Obviamente que estes pré-requisitos mudaram com o passar do tempo, o avanço da cidade e seu crescimento populacional. Hoje em dia, os edifícios podem chegar até aproximadamente oito andares e todos os lados das quadras podem ser construídos, somente o interior das quadras que devem ser mantidos construções de apenas um andar, possibilitanto a iluminação e ventilação dos apartamentos virados para o centro da quadra.

Detalhe do projeto das quadras com parques e praças internos Imagem Ildefons Cerdà i Sunyer Manzana del Ensanche de Barcelona Imagem de domínio público)
Detalhe do projeto das quadras com parques e praças internos (Imagem: Ildefons Cerdà i Sunyer Manzana del Ensanche de Barcelona; imagem de domínio público)

O principal diferencial das quadras são os cantos chanfrados e o interior vazio, permitindo a ventilação e a insolação de todos os apartamentos da quadra. De algum modo ou por algum tempo do dia os apartamentos recebem luz. Estas esquinas chanfradas também servem para melhorar a iluminação e ventilação não só das quadras, mas também das próprias ruas. E atualmente também servem de espaç os para estacionamento de carros, motos e bicicletário, sem superlotar as ruas com meios de transportes parados, atrapalhando o fluxo fluído.

Vista aérea das quadras chanfradas, que hoje em dia servem de estacionamento de meios de transporte além de seguir facilitando a ventilação e circulação. Foto: Paulo Pusset
Vista aérea das quadras chanfradas, que hoje em dia servem de estacionamento de meios de transporte além de seguir facilitando a ventilação e circulação (Foto: Paulo Pusset)

É verdade que muitas outras coisas melhoraram depois da implementação do Plano Cerdà. O transporte público, por exemplo, é completamente conectado nos dias de hoje: há um sistema completo de ônibus modernos por toda a cidade, paradas de metrôs e trens praticamente a cada kilômetro de distância, estações de bicicletas públicas para os moradores e infinitas ciclofaixas. Os jogos Olímpicos de 1992 também foram crucial para a melhora da cidade, principalmente na área portuária e o bairro conhecido como Barceloneta e Ciudadella, de frente para o mar. Mas também a “Ciudad Velha” que era a antiga cidade dentro de muralhas onde tudo se originou ainda foi preservada em perfeito estado e é um dos principais pontos turísticos da cidade.

Mesmo muitas coisas melhorando desde a criação do Plano Cerdà, devemos admitir que Barcelona é o que conhecemos hoje graças a Idelfons Cerdá e sua capacidade e inteligência de prever soluções urbanísticas e paisagísticas para a cidade desde antigamente.

Ruas amplas e arborizadas cortam a cidade em diagonais Foto: Paulo Pusset
Ruas amplas e arborizadas cortam a cidade em diagonais (Foto: Paulo Pusset)

 

 

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  1. Esse é para nó, um início de Estudos para Urbanização, Modernização e consequentes Mudanças de Mentes e de Vida dos nossos Povos em África. Precisamos do vosso apoio por esta conturbante preocupação, frente à indiferença das competências sectorais. Tudo se traduz por um abandono de espaços, de gentes, causando lamentavelmente um catástrofe arquitetônica, a falta de Urbanização, em pleno século XXI, na nossa cidade LUANDA e não só!! Porém, da nossa Admiração, se “”A Barcelona que conhecemos hoje em dia se deve por um Plano de Urbanização criado em 1858, que melhorou a organização da cidade e trouxe mais qualidade de vida para os moradores”, pedimos a vossa parceria ao nosso desempenho, na causa Universal que voçês já vem alcançar há dois séculos! Gratos desde já. Para Sociedade PROi, LDA, o senhor NSAMU D. GOMES (Director Geral).

  2. Muito bom professora continue assim, propagando informações valiosas sobre Arquitetura e Design, é isso que nos ajuda em nossas vidas de estudante. Acadêmico de Arquitetura da UNISA SÃO PAULO.

  3. Show Babi; realmente Ildefons Cerdá foi um visionário, responsável por tudo que Barceona representa hoje em dia !!!



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