
Por dentro do projeto do novo prédio do MASP
Já ouviu falar sobre o novo prédio do MASP? O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand passa a contar, a partir do dia 28 de março de 2025, com outro edifício, batizado de Pietro Maria Bardi.
Além de novas galerias de exposição, a instituição tem espaços para atividades de ensino e laboratório para restauro de obras.
Com esse projeto, o MASP oferece maior acesso à cultura ao público que tanto aprecia a sua coleção e os seus programas.
Continue a leitura para saber mais!
Novo prédio do MASP: mais um grande marco na história do museu

O projeto de expansão do MASP é considerado um dos acontecimentos mais importantes de sua história desde 1968, quando ele foi transferido para a Avenida Paulista.
Na época, o desejo era oferecer ao museu uma estrutura à altura de sua coleção. Projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi, o prédio se tornou um verdadeiro ícone da arquitetura moderna do século 20.
Não por acaso, virou um dos cartões-postais da cidade de São Paulo.
Com o novo projeto, o museu dobra de tamanho. Trata-se de uma necessidade, pois hoje o MASP consegue expor pouco mais de 1% de seu acervo, devido às limitações físicas.
Além de mais espaço para exposição, a ampliação traz outros ganhos em estrutura, como ampliação de programas e locais adequados para o restauro de obras, melhorando a experiência do visitante.
A concepção do novo anexo do MASP

Para expandir o espaço físico, um novo prédio do MASP foi inaugurado. O imóvel é vizinho da construção principal, que passa a carregar o nome de Lina Bo Bardi.
Com 14 andares e 7.821 m², o novo edifício recebeu o nome de Pietro Maria Bardi, primeiro diretor artístico do museu e marido de Lina.
Os dois prédios estão conectados por uma interligação subterrânea sob a rua Professor Otavio Mendes.
O edifício Pietro passa a abrigar a bilheteria. Dessa forma, o vão livre é usado exclusivamente como praça pública, assim como foi idealizado por Lina.
O arquiteto Júlio Neves, presidente do MASP entre 1995 e 2009, foi o responsável por dar os primeiros passos para a expansão do museu.
Nos anos 1990, ele conduziu uma reforma para instalação de reserva técnica e renovação do sistema de ar-condicionado. Depois, nos anos 2000, participou da compra do novo prédio e criou um projeto inicial.
De lá para cá, ele teve que passar por alterações para conseguir a aprovação dos órgãos de patrimônio histórico e atender aos atuais objetivos de uso do espaço.
A arquitetura que se integra ao projeto de Lina Bo Bardi

Em diálogo com o vão livre, o novo prédio do MASP conta com pavimentos junto ao térreo totalmente transparentes.
Já os andares superiores são revestidos com chapas metálicas que compõem uma imagem monolítica sem atrapalhar a apreciação da paisagem.
Ainda, aberturas estrategicamente posicionadas garantem a entrada de luz natural conforme as necessidades de cada espaço interno.
Toda a arquitetura do novo anexo do MASP foi pensada para ressaltar a criada por Lina Bo Bardi, sem competir com ela.
O arquiteto Paulo Mendes da Rocha enfatizou que o edifício deveria oferecer todas as funcionalidades necessárias para as atividades do museu. E isso foi possível tirando o máximo de proveito das tecnologias e soluções sustentáveis disponíveis no mercado.
Tanto é que o novo anexo do MASP recebeu a certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED). Por meio do uso de iluminação LED e automatizada, pode-se reduzir o consumo de energia significativamente.
Além disso, ele conta com uma fachada dupla, que oferece proteção contra a radiação solar e sombreia as janelas, o que reduz a carga térmica interna.
O consumo de energia também será reduzido graças ao sistema de ventilação e climatização criado por uma malha metálica que reveste o edifício.
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O que terá no novo prédio do MASP
A expansão física do MASP aumentará em 66% a capacidade expositiva do museu. Sem dúvidas, esse é um dos principais ganhos.
Afinal, a instituição conta com mais de 11 mil obras de arte, que incluem pinturas, esculturas, fotografias, objetos, vídeos e peças de vestuário de vários períodos e continentes.
O segundo andar e o segundo subsolo do edifício Lina abrigarão as exposições de longa-duração, com itens da coleção do museu.

Já no novo anexo do MASP, as galerias são dedicadas às exposições temporárias. Todas elas possuem pé-direito alto e modernos sistemas de climatização e iluminação.
Mas os ganhos não se limitam a isso.
Essa ampliação física também serve para oferecer uma melhor estrutura para cursos, palestras, seminários e outras atividades, além de modernizar o restauro de obras de arte.
Trata-se do maior processo de expansão da história do MASP. Mas não é apenas a instituição que ganha com esse investimento: o projeto consolida a Avenida Paulista como o mais importante eixo cultural do Brasil.
A inauguração do novo prédio do MASP
No dia 28 de março de 2025, o MASP abre as portas ao público do novo edifício Pietro Maria Bardi.
A inauguração do novo anexo conta com exposições do acervo e uma mostra sobre a história do museu.
No total, a reforma do prédio custou em torno de R$ 250 milhões, com verbas arrecadadas por meio de doações de pessoas físicas, sem uso de leis de incentivo ou estímulos governamentais.
Aproveite para saber mais a respeito da trajetória de Lina Bo Bardi, arquiteta que projetou a sede do MASP e se tornou um dos maiores nomes da arquitetura do século 20!
