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Museu a céu aberto: 7 instituições que você precisa conhecer

Obra "De Lama Lâmina", do artista norte-americano Matthew Barney, está exposta no Instituto Inhotim, museu a céu aberto em Minas Gerais (Foto: josep)

Já visitou um museu a céu aberto? Esses lugares oferecem uma experiência única para quem é apaixonado por arte e natureza. Isso porque combinam trabalhos criativos e paisagens deslumbrantes ao redor do mundo.

Ao explorar espaços abertos, o museu ao ar livre faz as instalações artísticas se fundirem, de forma harmoniosa, com o meio-ambiente. Confira, a seguir, algumas instituições desse tipo, no Brasil e em outros países, que vão transformar a sua maneira de apreciar arte!

1. Instituto Inhotim (Brumadinho, Minas Gerais)

Galeria de arte refletida no lago à frente, rodeada de um belo paisagismo
Galeria que reúne obras da artista plástica brasileira Adriana Varejão no Instituto Inhotim (Foto: Eduardo Oliveira)

O Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho, Minas Gerais, é um dos maiores museus a céu aberto de arte contemporânea do planeta.

Fundado em 2006, o espaço se destaca por unir de forma única arte, natureza e arquitetura em um ambiente imersivo que atrai visitantes do mundo inteiro.

Em seus mais de 140 hectares abertos ao público, ele abriga uma vasta coleção de obras brasileiras e internacionais. Entre os principais artistas estão nomes como Adriana Varejão, Cildo Meireles, Olafur Eliasson, Tunga e Yayoi Kusama.

As peças estão distribuídas em pavilhões e ao ar livre, integradas ao paisagismo exuberante, que combina elementos da Mata Atlântica e do Cerrado.

Além de seu acervo artístico, o Instituto Inhotim também é reconhecido oficialmente como jardim botânico, com uma das maiores coleções de espécies tropicais do Brasil.

O projeto paisagístico, iniciado por Roberto Burle Marx e continuado por seus discípulos, complementa a experiência estética e sensorial oferecida aos visitantes.

2. Parque das Esculturas Francisco Brennand (Recife, Pernambuco)

Orla de praia, de onde é possível avistar a Torre de Cristal, uma escultura feita por Francisco Brennand
A Torre de Cristal, com 32 m de altura e confeccionada em argila e bronze, é considerada a principal obra do parque (Foto: Abdias Jr)

O Parque das Esculturas Francisco Brennand é um museu a céu aberto localizado no bairro de Brasília Teimosa, em frente ao Marco Zero do Recife, em Pernambuco.

Criado pelo renomado ceramista e escultor Francisco Brennand, o espaço ocupa aproximadamente 2,6 mil m² sobre o molhe dos arrecifes.

Os visitantes podem conhecer cerca de 100 esculturas em cerâmica e bronze, incluindo figuras como ovos, pelicanos, totens, serpentes marinhas e, como peça central, a imponente Coluna de Cristal, com 32 m de altura, feita em bronze e argila.

Após anos de abandono e vandalismo, o museu ao ar livre passou por uma grande restauração entre 2021 e 2024, com investimento da Prefeitura do Recife.

O Parque das Esculturas é hoje um espaço simbólico que celebra a arte, a cultura e a mitologia, reafirmando a identidade histórica do Recife e preservando o legado artístico de Francisco Brennand em meio ao cenário natural dos arrecifes.

3. Parque Histórico de Carambeí (Campos Gerais, Paraná)

Lago rodeado por casinhas típicas dos colonos holandeses do sul do Brasil e um moinho de vento ao fundo
O Parque Histórico de Carambeí leva os visitantes da uma viagem para o início do século 20 (Foto: Kauan Mateus Kubaski)

O Parque Histórico de Carambeí, localizado nos Campos Gerais, no Paraná, é o maior museu histórico a céu aberto do Brasil, com 100 mil m².

Inaugurado em 2011 para celebrar o centenário da imigração holandesa na região, ele recria de forma imersiva a vida dos colonos que chegaram a partir de 1911.

Conta com diversas áreas temáticas, como a Casa da Memória, que abriga objetos históricos da comunidade; o Museu do Trator, com equipamentos agrícolas antigos; e a Vila Histórica, composta por réplicas de construções típicas, como casas, escola, igreja e moinho.

Há também o Parque das Águas, com paisagens inspiradas na Holanda, e o Centro Cultural Amsterdã, voltado a eventos e exposições.

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4. Gibbs Farm (Nova Zelândia)

Em meio a um campo, visitantes apreciam uma escultura vermelha gigante em formato de corneta
Escultura do artista indo-britânico Anish Kapoor no museu a céu aberto Gibbs Farms (Foto: Andym5855)

O Gibbs Farm é um museu a céu aberto situado em Kaipara Harbour, cerca de 47 km ao norte de Auckland, na Nova Zelândia.

Com uma área de aproximadamente 400 hectares, o parque é uma iniciativa do empresário e colecionador Alan Gibbs, que desde 1991 convida artistas de renome internacional para criar obras monumentais especialmente para o local.

O acervo conta com cerca de 29 esculturas gigantes, feitas por nomes como Richard Serra, Anish Kapoor, Neil Dawson, Andy Goldsworthy, Maya Lin e Sol LeWitt, entre outros.

As obras foram pensadas para dialogar diretamente com a paisagem ondulada e mutável da região, onde marés, luz e clima influenciam a percepção.

O Gibbs Farm oferece uma experiência única, em que arte e natureza se entrelaçam de maneira monumental, fazendo do local um dos mais notáveis parques de escultura contemporânea do planeta.

5. Hakone Open-Air Museum (Japão)

Em frente a uma casa, há um jardim com corredores profundos que geram formas geométricas
Hakone Open-Air Museum foi o primeiro museu a céu aberto do Japão (Foto: 663highland)

O Hakone Open-Air Museum, inaugurado em 1969, está localizado em Hakone, na província de Kanagawa, no Japão.

Com uma área de 70 mil m², integra arte moderna e contemporânea com a paisagem natural da região montanhosa.

Seu acervo permanente conta com cerca de 120 obras ao ar livre de artistas renomados como Rodin, Henry Moore, Joan Miró e Brancusi.

O museu também abriga o Picasso Pavilion, com mais de 300 criações do artista, incluindo pinturas, cerâmicas e esculturas.

Além disso, oferece instalações interativas para crianças, como a estrutura Woods of Net, com redes coloridas para brincar, e um banho de pés com água termal natural, proporcionando uma experiência relaxante em meio à arte e à natureza.

6. Museu de Escultura de Yorkshire (Reino Unido)

Esculturas de grandes figuras humanas em metal espalhadas por um gramado
Obra "Preto e Azul: Os Homens Invisíveis e a Máscara da Negritude", do artista britânico-trinitário Zak Ové (Foto: Alex Liivet)

O Museu de Escultura de Yorkshire é um renomado museu a céu aberto localizado em West Bretton, no norte da Inglaterra.

Fundado em 1977 por Peter Murray, ocupa uma área de 200 hectares, sendo considerado o maior parque de esculturas ao ar livre da Europa.

O museu abriga uma impressionante coleção de obras modernas e contemporâneas de nomes como Henry Moore, Barbara Hepworth, Ai Weiwei, Joan Miró, Yinka Shonibare, Jaume Plensa, Ursula von Rydingsvard e Bharti Kher.

Além das esculturas ao ar livre, conta com galerias internas, como a Longside Gallery e The Weston, que recebem exposições temporárias e instalações de artistas contemporâneos.

Em 2014, foi premiado com o título de “Museu do Ano” pelo Art Fund, sendo reconhecido como uma instituição cultural de destaque no Reino Unido.

7. Museu Kröller-Müller (Holanda)

Série de esculturas de cabeças humanas douradas. Cada uma possui características diferentes, como chifre e tromba
"Hoofdstukken", obras do artista belga Jan Fabre (Foto: Marco Spaapen)

O Museu Kröller-Müller, em Otterlo, na Holanda, é uma importante instituição de arte moderna e contemporânea situada dentro do Parque Nacional De Hoge Veluwe.

Fundado em 1938 por Helene Kröller-Müller, que colecionou cerca de 11.500 obras entre 1907 e 1939, conta com a segunda maior coleção de pinturas de Vincent van Gogh no mundo, com aproximadamente 90 quadros e mais de 180 desenhos.

Além das criações de Van Gogh, o acervo inclui peças de artistas renomados como Claude Monet, Georges Seurat, Pablo Picasso e Piet Mondrian.

O museu é também famoso pelo seu extenso jardim de esculturas, que exibe mais de 160 obras de nomes como Auguste Rodin, Henry Moore e Jean Dubuffet, integrando arte, arquitetura e natureza de forma harmoniosa.

O edifício original foi projetado pelo arquiteto belga Henry van de Velde, com uma ala adicionada em 1977 pelo arquiteto holandês Wim Quist, e uma expansão iniciada em 2018 pelo arquiteto japonês Tadao Ando para melhorar a experiência dos visitantes e a integração com o entorno.

Você deve ter notado que visitar museus a céu aberto é muito mais do que contemplar obras de arte. Trata-se de vivenciar a interação entre cultura e paisagem de maneira sensorial e inesquecível.

E cada uma das instituições, seja brasileira ou internacional, oferece uma perspectiva única sobre como a arte pode habitar e dialogar com a natureza.

Esses locais também costumam contar com projetos arquitetônicos expressivos. Que tal conhecer os destaques em arquitetura dos museus brasileiros?

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